sexta-feira, 26 de julho de 2013

Dá-lhe, Terezinha! Dá-lhe, Brasil!

Terezinha Guilhermina garantiu ontem, quinta-feira, o segundo ouro no Mundial de Atletismo Paralímpico de Lyon, na França, nos 400m T11 (cegueira total). Após triunfar nos 100m, a mineira disputou os 400m, venceu e ainda quebrou o recorde do competição, com 56s56. Terezinha dedicou a medalha à amiga e também atleta Adriele de Moraes, única deficiente intelectual da delegação brasileira. Terezinha sagrou-se bicampeã mundial nos 100m e nos 400m. “Sempre tento o suicídio nos 400m. Um dia, morro nesta distância”, brincou de forma politicamente incorreta a brasileira, que terminou a prova com um pouco de mal-estar. “Estou no último ano da faculdade de psicologia e bem ocupada. No ano que vem, me formo e será mais fácil treinar para os 400m”, afirmou. Assim como ocorreu na disputa dos 100m, nos 400m, em um ritmo frenético, Terezinha liderou toda a prova. A mineira correu a distância com o guia Wendel Souza, já que seu instrutor principal, Guilherme Santana, está com dores na perna e foi poupado para competir nos 200m. Além do ouro de Terezinha, o paulista Odair Santos garantiu a medalha dourada ao vencer a prova dos 1.500m, classe T11. O Brasil conquistou ainda duas pratas com Alex Pires, nos 1500m T46, para deficientes físicos, com 4min6s4, e com Yeltsin Jacques, também nos 1500m, mas na classe T12, deficientes visuais com pequena porcentagem de visão, com 4min03s52. Leonardo Amâncio, o popular e carismático Gigante, da F58, foi o terceiro colocado no arremesso de peso. Campeão nos 100m e 200m, T43 (biamputados), Alan Fonteles correu na semifinal dos 400m, T43/44, e fez o melhor tempo (50s50), avançando à final, que será nesta sexta-feira, 26. “Não tenho o costume de treinar os 400m, mas se conseguir 49 segundos na prova decisiva, eu ficarei muito feliz”, afirmou. Fonte: CPB

Acessibilidade

O tema acima é de fundamental importância para todos. Quando se fala de acessibilidade existe a associação natural e compreensível com a inclusão de pessoas com deficiência no mercado de trabalho, na sociedade. É ISSO TAMBÉM, mas não se pode esquecer de outros setores da sociedade que também fazem parte do grupo das pessoas com necessidades especiais, como idosos, gestantes e pessoas temporariamente limitadas fisicamente (recém-operados). A verdade é que todos têm necessidades especiais. As reformas arquitetônicas e educacionais devem ser feitas em prol de todos os segmentos. Sem dúvida, as pessoas com deficiência possuem maiores obstáculos para a sua cidadania. O direito de ir e vir é ferido a partir do momento que um cadeirante ou cego possui dificuldades gigantescas para embarcar em ônibus para ir à escola. Sair de casa para esse importante público é uma aventura digna de um Indiana Jones, eterna personagem interpretada por Harrison Ford, criada por George Lucas e com direção, nos quatro filmes da série cinematográfica, do genial Steven Spielberg. A exclusão da escola às pessoas com deficiência é cruel e faz com que essas não consigam competir de igual para igual com a maioria sem limitações físicas, dependendo eternamente da cota para funções apenas burocráticas e nada intelectuais ou de chefia. No entanto, é bom lembrar que o descaso tem como alvo todos nós. A acessibilidade é um direito, aliás, um bem comum.