domingo, 5 de dezembro de 2010

Nós que nos amávamos tanto

Hoje, Professor Vicente, você faz falta. Eu e João Henrique, meu irmão, vibramos com o título brasileiro do Fluminense. Você me ensinou, pai, a ter autoconfiança. Graças a você, acreditei que poderia ser um bom jornalista. Mesmo escrevendo com uma só mão, a esquerda, sou tão rápido quanto qualquer outro profissional que usa as duas com destreza. Nossa! Como você faz falta!

Não me esqueço dos títulos cariocas de 1995 (estava abraçado a você até o ‘golaço’ de barriga do Renato) e 2005 (eu, você e o João juntos e emocionados após o gol espírita do Antônio Carlos). Nós brigávamos, mas nos amávamos muito. Quando acontecia um desentendimento, o Maracanã era o palco para o tratado de paz entre as gerações. Dessa vez, no Engenhão, faltou você.

Você partiu no dia 21 de novembro de 2007, no seu aniversário de 57 anos. Foi a maior perda da minha vida. Professor Vicente, você e a mamãe Quinha (Francisca) fazem muita falta. A Professora Márcia Leite é a minha segunda ‘madre’. Encontrei outros pais: o Addison, o Edílson, o Andrei, o Marlos, o Sérgio Américo (que perdeu Dona Ângela há pouco tempo), o Marcelo Auler, o Aristeo, entre outros. Todos são importantes, porém, papai sempre será único.

Pretendia escrever mais, no entanto, já senti um gosto salgado de lágrima. Piegas? Nada disso. Esse fato é apenas a saudade de um aluno por seu mestre. Você sempre foi sinônimo de felicidade. Quando Carlos Eugênio Simon apitou o final do jogo contra o Guarani, lembrei dos bons momentos. O TRICOLOR NUNCA NOS DECEPCIONOU.

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