segunda-feira, 21 de dezembro de 2009

Prêmio Brasil Olímpico

Pela terceira vez seguida no Prêmio Brasil Olímpico, que acontece daqui a pouco no Maracanãzinho, o nadador Daniel Dias será escolhido o melhor atleta brasileiro com deficiência. Ele venceu o Laureus, o Oscar do Esporte, na categoria melhor desportista paraolímpico, e o Prêmio Brasil Paraolímpico. Além disso, bateu vários recordes mundiais em competições nacionais e internacionais. A remadora Josiane Lima também receberá a premiação. Josiane foi vice-campeã mundial de double skiff misto na Polônia, ao lado de Elton Santana.

quarta-feira, 16 de dezembro de 2009

Homenagem a Aldo Miccolis

Fonte: CPB

Faleceu na madrugada de segunda-feira Aldo Miccolis, presidente de honra do Comitê Paraolímpico Brasileiro. Miccolis estava com 78 anos e sofreu um ataque cardíaco, entre 0h30 e 1h. Carioca, deixa esposa e filhos, e todo paraolimpismo brasileiro órfão. O velório será na Igreja Batista do Méier (Rua Hermengarda, 31), a partir das 12h.

Aldo Miccolis era conhecido no movimento paraolímpico como “A Lenda”, por seu papel pioneiro no movimento paraolímpico brasileiro. Começou em 1958, quando ele foi convidado por Robson Sampaio para ser o diretor do centro esportivo do Clube do Otimismo, no Rio de Janeiro. Era o embrião do Comitê Paraolímpico. Miccolis ajudou a criar a Associação Nacional de Desporto para Deficientes (ANDE).

Foi diretor da entidade desde seus primeiros dias de existência, em 1975, até 2001. Ajudou na fundação da Confederação Brasileira de Desportos para Cegos (CBDC), foi vice-presidente do Comitê Paraolímpico Brasileiro (CPB), e era o atual presidente de honra da entidade.

“Eu sou o João Halevange do movimento paraolímpico”, comparava, cheio de orgulho, citando o ex-presidente da Fifa e membro do Comitê Olímpico Internacional (COI), que completará um século de vida no Rio 2016. Todas as vezes que o Brasil participou de uma edição de Jogos Paraolímpicos, lá estava Miccolis acompanhando a delegação.

De tanto acumular lembranças Aldo se empenhava em abrir um memorial paraolímpico na antiga sede do Clube do Otimismo, no bairro do Méier. “Guardo comigo a primeira medalha paraolímpica do Brasil e a bocha utilizada por Robson Sampaio e Luis Carlos Costa”, gabava-se.

A dupla a qual se referia Miccolis levou a bandeira brasileira a um pódio paraolímpico pela primeira vez na história na charmosa cidade de Toronto, no Canadá, em 1976. Era a segunda participação brasileira em Jogos – a primeira ocorreu quatro anos antes em Heidelberg, na Alemanha. Eles foram prata na bocha.

Miccolis diz que tinha o maior acervo da história do movimento paraolímpico. “Conto com a colaboração de familiares de atletas que já faleceram. Muita gente me envia recordações de competições passadas”, explicava.

“É uma perda irreparável. Aldo Miccolis foi uma das pedras fundamentais do movimento paraolímpico brasileiro. Sua incomensurável contribuição ao longo de mais de 50 anos ao esporte para as pessoas com deficiência foi decisiva para que o Brasil hoje seja reconhecido como potência paraolímpica. É um dia muito triste para todos nós. Que as boas lembranças e nossa solidariedade possam aliviar o sofrimento de sua esposa e filhos”, diz Andrew Parsons, presidente do Comitê Paraolímpico Brasileiro.

quarta-feira, 9 de dezembro de 2009

PRÊMIO BRASIL PARAOLÍMPICO

O nadador Daniel Dias levou o troféu de melhor atleta masculino no Prêmio Brasil Paraolímpico, realizado terça-feira à noite, no Espaço Lamartine, na Barra da Tijuca, no Rio de Janeiro. Na categoria feminina, Josiane Lima, vice-campeã mundial de remo na Polônia, classe double skiff misto, foi a vencedora.



Depois da brilhante participação no Mundial de Natação em Piscina Curta, com direito a oito ouros e oito recordes mundiais nas provas individuais, além de três pratas nos revezamentos, Daniel fechou o ano com mais uma conquista e agora só pensa em descansar.



“Quero agradecer primeiro a Deus, a meus patrocinadores, Mackenzie, Unimed Rio e ao Instituto Superar, além do Comitê Paraolímpico Brasileiro, que sempre nos deu apoio. E agradecer muito aos que votaram em mim e aos meus pais, que estão aqui, por terem me criado desse jeito”, disse Daniel, que este ano também ganhou o Laureus, o “Oscar do esporte mundial”, na categoria paraolímpica.



Josiane Lima fez um discurso emocionado. “Esse prêmio é para vocês, meninas, e para todos os atletas paraolímpicos. Sofremos preconceito porque existe um padrão de beleza e por isso temos de enxergar com o coração”, disse a remadora, que fez questão de agradecer também a Elton da Conceição Santana, seu parceiro no barco vice-campeão mundial.



Jonathan Santos e Viviane Soares faturaram o Prêmio de revelação masculina e feminina. O alagoano Jonathan bateu oito vezes o recorde mundial do arremesso de peso este ano. A carioca Viviane Soares, de 13 anos, brilhou no Mundial de Jovens, promovido pela IBSA (sigla em inglês para Federação Internacional de Esporte para Cegos), em Colorado Springs, em julho, e subiu três vezes ao ponto mais alto do pódio: nos 100m, nos 200m e nos 400 m rasos, na classe B3 (cego parcial).



Walquíria Campelo foi eleita a melhor treinadora. Ela é a responsável pelo treinamento de atletas como Jonathan Santos e Rosinha. O Futebol de Cinco (deficientes visuais) venceu na categoria melhor equipe. Jorge Luiz Souza, o Chocolate, ficou com o troféu de melhor atleta-guia pelo trabalho com Terezinha Guilhermina. Erinaldo Chagas foi eleito o melhor oficial técnico.



A TV Record ganhou o prêmio de melhor reportagem de TV, com uma reportagem sobre o halterofilismo. Saulo Cruz e Zero Hora ganharam nas categorias melhor foto e melhor reportagem de jornal, respectivamente, ambos sobre o nadador Daniel Dias.



O Prêmio Brasil Paraolímpico também prestou uma homenagem especial aos abnegados professores de educação física que, por muitas vezes, trabalham de graça para ajudar o movimento paraolímpico. O professor Francisco Matias, de Pernambuco, foi escolhido para receber a homenagem. Os depoimentos e a presença de Chico, que descobriu Rosinha, emocionou a todos no Espaço Lamartine.











OS PREMIADOS



Melhor atleta masculino: Daniel de Farias Dias



Melhor atleta feminino: Josiane Dias de Lima



Revelação Masculina: Jonathan de Souza Santos



Revelação Feminina: Viviane Soares



Melhor equipe: Futebol de 5



Melhor atleta-guia: Jorge Luiz, o Chocolate (guia da atleta Terezinha Guilhermina)



Melhor oficial Técnico: Erinaldo Batista das Chagas, o Pit



Melhor Técnico: Walquíria da Silva Campelo



Melhor Reportagem de TV: TV Record



Melhor Reportagem de Jornal: Zero Hora



Melhor Foto: Saulo Cruz



Prêmio Especial: homenagem aos professores de Educação Física Adaptada, representados por Francisco Matias

FONTES: CPB e INSTITUTO SUPERAR