sábado, 15 de agosto de 2009

TEMPOS MODERNOS - PARTE 1

O esporte paraolímpico passa por um processo gigantesco de profissionalização. De acordo com profissionais ligados ao movimento, desde os Jogos Paraolímpicos de Atenas-2004, quando Clodoaldo Silva conquistou seis medalhas de ouro, o desporto adaptado vem dando sinais de que deveria ser tratado como alto rendimento. Outras gestões do Comitê Paraolímpico Brasileiro ensaiaram a profissionalização, investindo muito na área de comunicação, mas o momento de transformação vem acontecendo a partir da Paraolimpíada de Pequim, realizada no ano passado.

Nadador da classe S2, Adriano Galvão, de 47 anos, opinou sobre a mudança quase radical. “O esporte paraolímpico avançou muito. Atualmente, os atletas paraolímpicos podem dizer que possuem muita dignidade e respeito”, disse Adriano, que defende a Cadef-RN e tem 13 anos de carreira.

O técnico de Daniel Dias, Marcos Rojo, falou de outros pontos importantes no processo de profissionalização do esporte adaptado.

“Com os bons resultados de Atenas, principalmente do Clodoaldo (Silva), um ano depois, em 2005, a natação conquistou um circuito com patrocinador forte. O Ministério do Esporte passou a acompanhar e apoiar mais ainda, através de bolsas para os atletas. E aí, outros institutos surgiram, como o Superar, criando a ponte entre esses nadadores e a iniciativa privada. Agora, as empresas também sabem que as pessoas com deficiência são importantes para o retorno financeiro e a imagem das corporações”, disse Marcos.

Daniel Dias concordou com o treinador. “Fico muito feliz com esse apoio. São os atletas que sentem o grande retorno desses tempos de modernização e profissionalização do esporte paraolímpico. Os atletas não têm do que reclamar”, afirmou o campeão das piscinas.

Continuarei a escrever sobre a profissionalização do esporte adaptado durante a semana.

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