quinta-feira, 29 de janeiro de 2009

Breves comentários sobre os coleguinhas

Gostaria de elogiar os repórteres da TV BRASIL pelo belo trabalho na divulgação dos esportes para pessoas com deficiência. O quadro Brasil Paraolímpico do Stadium, algumas vezes, mostra desportos que não fazem parte das paraolimpíadas, mas o intuito é criar matérias sobre esses heróis. A entrevista da jornalista Rosana Mattos com o judoca Breno Viola, primeiro atleta com Síndrome de Down a conseguir a faixa preta, foi muito divertida e nada piegas. Já Letícia Sarandy conversou com uma das promessas da Bocha na classe BC 2, Luiz Henrique. Ele trabalha como camelô para se sustentar. Anteriormente, a repórter Bruna Gosling fez essa matéria (de maneira competente) para o canal SporTV. Porém, Letícia também conseguiu fazer algo muito interessante e criativo.

Pesca adaptada

Neste sábado, dia 31, será realizado o Troféu de Pesca Adaptada no chamado ‘Paredão do bairro da Urca', no Rio de Janeiro. A competição terá início às 8h. Os participantes poderão competir individualmente ou em duplas, dependendo do grau de suas deficiências.

quarta-feira, 21 de janeiro de 2009

A IMORTAL MÍSTICA DA CAMISA 7

Por José Antonio Gerheim (Fonte: www.botafogonocoracao.com.br)

A mais bela e mágica história da relação do número de uma camisa com seu personagem começou a ser escrita em 1953 num jogo do Botafogo com o Bonsucesso pelo Campeonato Carioca no lendário estádio de General Severiano. Seu personagem atendia pelo nome de Garrincha, o garoto das pernas tortas, do drible avassalador pelo lado direito do campo, dos gols impossíveis, dos cruzamentos que deixavam os companheiros de ataque na boca do gol.



Daquele jogo em diante, o futebol carioca, o Maracanã, nos dias de clássico entre o Botafogo e seus maiores rivais, ganharia um personagem que iria tirá-lo da lembrança amarga da derrota da final da Copa do Mundo de 1950, frente ao Uruguai, e transformá-lo no templo da alegria, da paixão, da festa das torcidas embandeiradas, dos hinos cantados pelas multidões.



Sim, a virada que fez do Maracanã o templo sagrado do futebol mundial, começou pela arte e a genialidade imensurável do camisa sete do Glorioso, Garrincha, no dia 7 de setembro daquele mesmo ano de 53 quando ele levou o time dirigido por Gentil Cardoso a aplicar um acachapante 3 a 0 no Flamengo, que era o melhor time carioca e favorito ao título.



Eu tive o privilégio de ver Mané Garrincha pela primeira vez no dia 22 de dezembro de 1957. Ele regeu o maior baile dos 59 anos do Maracanã, numa decisão carioca, Botafogo seis, Fluminense, dois. O jogo em que seu companheiro de ataque, Paulinho Valentim, marcou cinco gols, um de bicicleta. O jogo que fez o Rio cantar e sambar o feito de Mané, vestido de preto e branco, o jogo que era o prenúncio do que seria o ano seguinte, quando finalmente na Suécia o Brasil conquistaria seu primeiro título, dos cinco que tem até hoje. Quando o mundo também descobriu a arte inimitável do camisa sete do Botafogo.



Hoje, dia 20, dia de São Sebastião, padroeiro do Rio de Janeiro, lembramos os 26 anos de sua partida. Não com choro ou lamento, mas recordando sua alegria de driblar, de jogar, de provocar o êxtase da alegria nas multidões. Principalmente nos corações alvinegros, que ao olhar para o número sete, que ele imortalizou, também se lembram com orgulho de outros como Jairzinho, Rogério, Zequinha, Mauricio, Túlio. E cantam como eu, mesmo que em silêncio, Botafogo, Botafogo, tu és o glorioso, não podes perder, perder para ninguém.

América fecha parceria com Urece

O primeiro time de Futebol de Cinco (para cegos) vinculado a um clube tradicional do Brasil fará um jogo-exibição no sábado, às 10h30, no América, no bairro da Tijuca (Rio de Janeiro). O Sangue emprestará seu uniforme vermelho à ONG Urece, concretizando a parceria.

domingo, 18 de janeiro de 2009

Mais uma entrevista com um campeão

Danilo Binda Glasser tem sempre algo interessante (e polêmico) para falar. Durante dez anos, ele fez parte da seleção brasileira de natação paraolímpica. Conquistou duas medalhas de bronze em dois Jogos (Sydney-2000 e Atenas-2004). Foi dono de dois recordes mundiais nos 50m livre S10 e um nos 100m livre da mesma classe. Esse é o resumo do currículo invejável de um campeão do esporte adaptado. Essa é mais uma entrevista ao LANCENET! com uma personagem única.

LANCENET! - A imprensa conseguiu entender a importância do esporte paraolímpico?

DANILO BINDA GLASSER - Infelizmente não podemos generalizar. No meu caso, falando como comentarista do SPORTV, posso falar que sim, mas ainda vemos muitos setores da imprensa tratando o atleta deficiente como um coitadinho que aprendeu a viver novamente. Claro que isso tem sua parcela de importância, mas a imprensa precisa aprender, principalmente quando a pauta é "esporte", sobre a necessidade de divulgar esporte e mostrar os resultados e fatos. Não pode transmitir sentimento de dó. Por que não comparar Daniel Dias com Cesar Cielo, ou até mesmo Michel Phelps? Se Claunidei Quirino requisitou uma estrela na camisa do seu time do coração com o fato de ter herdado a medalha de ouro, de Sydney 2000, porque não o Corinthians coloca uma em sua vestimenta uma outra, em homenagem ao Daniel? Aí sim. Ao invés da imprensa falar sobre a superação de seus limites, poderia tratá-lo como atleta, pois treina a mesma coisa ou mais do que qualquer nadador olimpico. Exemplo para isso? Em 2003, disputei os campeonatos paulista e brasileiro contra XUXA, Gustavo Borges & Cia. Atualmente, temos o Andre Brasil quase pegando final no Maria Lenk. Isso não é ser atleta? Ou é ser o deficiente que aprendeu a nadar? Isso falta para a imprensa brasileira. Até mesmo humildade para ver o que fazem lá fora. Na Argentina, que fica aqui ao lado, é tudo diferente. E os argentinos, por enquanto, não têm os nossos resultados. Vira e mexe temos paraolímpicos competindo e ganhando de olímpicos como acontece nos Estados Unidos, Canadá e Austrália. Disputam o mesmo troféu, a mesma homenagem.


L! - O que você já viu em sua carreira dentro e fora do esporte que te emocionou?

DBG - A prova mais emocionante que assisti em toda minha carreira paraolímpica. O 200 Medley SM7 do Mundial 1998 na Nova Zelândia. Eu era novato, minha primeira convocação. Estava espantado com o alto nível. Um dos melhores amigos que fiz no movimento, Gledson Soares nadou de forma magnifíca. Foi uma batalha braçada a braçada. Eu tenho tudo gravado na minha memória. Foi uma demonstração de pura raça. Nos 50 metros finais, deixou literalmente aos seus pés o adversário francês e ficou com a medalha de bronze. Ficou a demonstração de que quando um atleta tem um objetivo, e luta por ele, tudo é possível. O francês acreditava no que tinha acontecido. Na verdade, todos ficaram impressionados. Ali tive a prova de que Gledson Soares era um lutador. Fora da natação também presenciei emoções, como ver ao vivo as vitórias da Adria Santos em Sydney-2000 e em Atenas. O Futebol de 5 em Atenas-2004. Vi o Tenorio reinar em Sydney e Atenas.

L! - E os momentos tristes?

DBG - Mas tambem vivi momentos tristes. Em Atenas-2004, cheguei como um dos favoritos nos 50 livre. Depois de nadar uma eliminatória só para me classificar, fui para a final. Após uma largada mal executada não pude me recuperar na prova e fiquei com a quinta colocacao. Um balde de água fria! Foi uma tristeza enorme ver minha esposa na arquibancada e a medalha longe. Ver que os medalhistas não conseguiram bater minha melhor marca, o tempo do meu vice-campeonato do mundo. Outro fato marcante, triste, foi no mesmo Mundial em que fui prata nos 50 e bronze nos 100. No primeiro dia, os nadadores teriam de competir no 4x100 livre. Aquela prova que tinha nos consagrado em Sydney, dois anos antes. Ali estavam os mesmo países, os mesmos adversários, e nós, surpreendentes medalhistas da última Paraolimpíada. Eu, Adriano Lima, Mauro Brasil e Fabiano nadamos muito. Nessa prova, fiz minha melhor marca nadando os 100 livre com 56 segundos e 79 centésimos. Deu um nó na gargante e foi duro continuar a batalha durante os outros oito dias de Mundial. Eu, Mauro e Adriano tivemos a oportunidade de voltar ao pódio, já meu amigo Fabiano deve estar com esse nó até hoje na garganta.

sexta-feira, 16 de janeiro de 2009

Basquete em Fortaleza

A prática da modalidade Basquete em Cadeiras de Rodas é cada vez mais intensa e os interessados se multiplicam a cada treino no Centro Social Urbano Dr. César Cals (CSU), no Planalto Pici, e no Ginásio da Guarda Municipal, no bairro Rodolfo Teófilo, em Fortaleza, Ceará. O número de atletas e interessados aumentou significativamente e os treinos se tornaram cada vez mais produtivos.

Cada cadeira de roda esportiva custa R$ 2,2 mil. “Os meninos estão parecendo crianças com o brinquedo novo. O número de atendidos dobrou, pois agora temos mais cadeiras e não precisamos revezar o uso. Facilita a prática”, afirma Franklin Cunha, diretor esportivo da Associação de Deficientes Motores do Ceará (ADM-CE) e atleta da equipe de basquete paraolímpico.

Outro beneficiado é André Batista, eleito um dos cinco melhores atletas da Copa Nordeste de Basquete em Cadeiras de Rodas, em Recife (PE). Atuando pela equipe da ADM-CE, André comandou o inédito 4º lugar na competição. “Quando íamos para campeonato, chegávamos a pedir cadeiras emprestadas aos outros times”, recorda Franklin.

O esporte, que utiliza as mesmas medições de uma quadra de basquete, conta atualmente com cerca de 60 participantes, divididos entre as duas entidades existentes.

Segundo Franklin Cunha, ainda há espaço para crescer, já que uma nova associação está sendo criada. Com o surgimento dessa associação, mais atletas farão ingresso à modalidade e finalmente o número mínimo de entidades será alcançado para a criação de uma Federação Cearense de Basquete em Cadeiras de Rodas. Desta forma, a primeira seleção cearense da modalidade será formada. Outra realidade que se forma é a primeira equipe feminina no Ceará.

LOCAIS, DIAS E HORÁRIOS DE TREINO:

Centro Social Urbano Dr. César Cals (CSU)Av. Coronel Mattos Dourado, s/n, bairro João Arruda, próximo ao Conjunto Planalto Pici I

Terça, quinta e sexta-feira

Horário: 19h (iniciantes) e 22h (experientes) Ginásio da Guarda Municipal

Rua Delmiro de Farias, 1900, bairro Rodolfo Teófilo

Sábado

Horário: manhã (iniciantes) e tarde (experientes)