terça-feira, 18 de novembro de 2008

PIEGUICE? E DAÍ?

Os leitores devem estar estranhando minha ausência. Peço perdão. Há dois meses, recebi um convite para participar da turma de natação adaptada do Fluminense. Indaguei: 'como posso participar de uma equipe se me encontro totalmente fora de forma?'. Apesar disso, aceitei o desafio. Aliás, precisava retornar à prática da natação por causa da minha bronquite. Quero dizer que tudo mudou. Cresci como ser por causa das novas amizades com atletas com Síndrome de Down. Não tinha experiência com eles por não serem paraolímpicos. porém, descobri que muitas confederações e associações espalhadas pelo mundo lutam pela volta dos 'Downs' a uma paraolimpíada. Digo que minha concepção sobre as potencialidades do homem começa a amadurecer após os laços de fraternidade criados com meus irmãos.

O discurso pode parecer um tanto religioso (logo eu que estou tão distante disso), mas não é. Simplesmente, passei a acreditar que o homem pode ser perfeito em meio a tantas imperfeições. Passei a acreditar mais em mim e nos outros. Tenho de agradecer a nadadores como Gustavo Aratanha, atleta com um futuro brilhante (é difícil acompanhá-lo nas aulas), Felipe Marins e seu bom humor (às vezes, EU esquecia de sorrir) e tantos outros envolvidos nesse projeto.

Estarei torcendo para o sucesso do Gustavo no Campeonato Master, que será realizado no parque aquático do Tricolor. Digo que após essas descobertas serei um profissional mais completo por entender melhor as questões relacionadas à inclusão social e ao esforço dos atletas, com ou sem deficiência.

Podemos ser melhores na vida, através da garra e da confiança em nossos próprios braços, pernas e mentes.

segunda-feira, 10 de novembro de 2008

Daniel Dias e Lucas Prado brilham no Circuito Brasil Paraolímpico

A segunda etapa nacional do Circuito Loterias CAIXA Brasil Paraolímpico de Atletismo e Natação terminou neste domingo, em Fortaleza. Trezentos e noventa e dois atletas disputaram a etapa, incluindo os medalhistas paraolímpicos da natação Daniel Dias e André Brasil; além de Terezinha Guilhermina e Lucas Prado, no atletismo.
O nadador Daniel Dias foi um dos destaques. Com quatro medalhas de ouro, quatro de prata e uma de bronze em Pequim, ele conquistou quatro medalhas de ouro (100m livre, 200m livre, 200m medley e 50m costas).

“Desde que voltei de Pequim estava de férias. Agora, estou retomando os treinamentos e pegando o ritmo. É o início de uma nova etapa, já visando o Meeting, no Rio de Janeiro. O circuito é muito importante nesse momento para dar ritmo aos treinos”, disse o campeão.

O velocista Lucas Prado, medalhista de ouro nos 100m, 200m, e 400m em Pequim também competiu em Fortaleza. Ele foi ouro nos 100m e 200m.

“Nos 100m, eu não consegui bater o recorde mundial porque o vento atrapalhou muito. Os 200m foram mais tranqüilos. O Circuito é muito importante para revelar novos talentos e novos adversários”, afirmou.

quinta-feira, 6 de novembro de 2008

Circuito de Atletismo e Natação



A cidade de Fortaleza encerra este ano as etapas nacionais do Circuito Loterias CAIXA Brasil Paraolímpico de Atletismo e Natação. Trezentos e noventa e dois atletas estão na competição, que acontece nos dias 8 e 9, incluindo os medalhistas paraolímpicos da natação Daniel Dias e André Brasil, além de destaques como Terezinha Guilhermina, Lucas Prado e Odair dos Santos.

Com quatro medalhas de ouro, quatro de prata e uma de bronze, o nadador Daniel Dias foi o grande destaque brasileiro na natação em Pequim. Detentor do atual recorde mundial dos 200m medley SM5, 100m e 200m livre S5, Daniel Dias está ansioso com a competição.

“Espero nadar bem e também espero que tenha um bom público acompanhando as provas”, convida o atleta.


Acompanhado pelo guia Justino Barbosa, o velocista Lucas Prado foi o principal nome do Brasil no atletismo desta Paraolimpíada. O atleta ainda não tirou férias depois de Pequim e pretende melhorar ainda mais.

“As minhas expectativas para Fortaleza são muito boas. Vou bater recordes nessa etapa final. Estou treinando muito desde que cheguei de Pequim. Quero terminar este ano com um novo recorde mundial nos 100m e, quem sabe, nos 400m”, planeja o atleta, que comemora seu aniversário no dia 7 de novembro.

A competição reúne pela primeira vez após os Jogos Paraolímpicos de Pequim toda a delegação brasileira de atletismo e natação. O Brasil fez sua melhor participação em Paraolimpíadas, com 47 medalhas, sendo 16 de ouro. Do total de medalhas, 34 foram conquistadas nas duas modalidades, das quais 12 são de ouro.