quarta-feira, 6 de agosto de 2008

Atletas ficam sem prêmio-medalha

Em um comunicado oficial, o presidente do Comitê Paraolímpico Brasileiro, Vital Severino Neto, ratificou que os atletas não receberão o chamado prêmio-medalha. De acordo com o dirigente, o CPB não tem recursos financeiros. Leia abaixo o documento na íntegra:

“O CPB, durante toda a gestão do atual presidente, sempre ofereceu aos membros de suas delegações oficiais, uma ajuda de custo a título de auxílio-viagem.

Nesta gestão, este assunto sempre foi tratado com muita responsabilidade, definido com antecedência e com toda transparência requerida.

Por se tratar de um assunto muito sério, a Diretoria Executiva do CPB, ainda em 2007, antes da participação do Brasil nos III Jogos Parapan-Americanos, realizados no Rio de Janeiro, atualizou a Resolução que tratava do tema auxílio-viagem para as delegações esportivas do CPB, que viessem a participar de competições internacionais, no Brasil ou no exterior.

A mencionada Resolução, em pleno vigor, disciplinará a concessão do auxílio-viagem, para os membros da Delegação Brasileira que participarão em Pequim, dos XIII Jogos Paraolímpicos de Verão.

Outro tema sensível, que sempre foi de forma clara e transparente tratado pelo atual Presidente do CPB, trata-se do cognominado prêmio-medalha. Por mais esforços que o CPB tenha feito, não apareceu nenhum patrocinador disposto a financiar o referido prêmio. Para complicar mais ainda a situação, os recursos esperados para a preparação das equipes Paraolímpicas Brasileiras, que viriam da Petrobras, como é do conhecimento de todos, não vieram e o CPB teve que se organizar de uma outra maneira.

Para que todos saibam, a Delegação Brasileira é a quarta maior desses Jogos Paraolímpicos, contabilizando na Vila, como delegação oficial, nada mais nada menos do que 319 (trezentos e dezenove) componentes. O CPB, apenas com os recursos oriundos da Lei Agnelo/Piva, teve de arcar praticamente com todos os custos da preparação da delegação brasileira que vai à Paraolimpíada; além de todas as despesas referentes à participação do Brasil nos XIII Jogos Paraolímpicos de Pequim 2008.

O custo dessa operação é muito alto, visto que estamos indo para o outro lado do mundo. Conseguimos, para suplementar os recursos da Lei Agnelo/Piva, que seriam insuficientes para fazer frente a essa operação, um montante junto ao patrocinador oficial do CPB, Loterias Caixa, e um outro montante através da Lei de Incentivo Fiscal, para custear a aquisição de equipamentos tais como barco para a vela, bicicletas, cadeiras de rodas para competição, implementos, materiais esportivos, além de custear períodos de treinamentos.

Por todo o exposto, está muito claro, que o CPB não tem a menor condição de oferecer prêmio-medalha, com recursos próprios, até porque estes não existem para tal fim.

Esperamos desempenhar um excelente papel nesses Jogos.

O CPB acredita e confia nos 188 (cento e oitenta e oito) atletas qualificados para as disputas e tem a certeza de que cada um dará de si o melhor e honrará, com bravura, as cores da nossa bandeira. Estamos confiantes e torcendo como nunca para cada atleta, para cada equipe na China.

Veja no site do CPB a íntegra das Resoluções 005 e 006 de 2007, que tratam do assunto em pauta, na parte de legislação.

VITAL SEVERINO NETO
Presidente do CPB”

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