domingo, 31 de agosto de 2008

Notinha de desabafo!

Uma pena. Perder o talento de Clodoaldo Silva em Pequim é algo angustiante para o esporte. Nosso grande campeão das piscinas sempre foi nosso mais reconhecido atleta paraolímpico. A tristeza toma conta desse humilde blogueiro. O dono de seis medalhas de ouro em Atenas-2004 é presença obrigatória na China. A ausência desse ídolo brasileiro significa uma ferida aberta na competição.

Clodoaldo fora da Paraolimpíada?

O nadador Clodoaldo Silva comunicou neste domingo ao Comitê Paraolímpico Brasileiro sobre a possibilidade de não se apresentar para a reavaliação funcional determinada pelo Comitê Paraolímpico Internacional (IPC).
No final de junho, o atleta foi notificado, através do CPB, que o IPC recebeu e aceitou um protesto para que fosse reavaliado com relação a sua classificação funcional. O país que fez o protesto não foi divulgado.
“Ficamos tristes com essa notícia, pois o Clodoaldo é o atleta mais conhecido e reconhecido da nossa delegação. Porém, essa é uma decisão pessoal que não cabe ao CPB. A classificação funcional faz parte do esporte paraolímpico e todos os atletas estão sujeitos a passar por ela”, disse Vital Severino Neto, presidente do CPB.

O IPC fez um comunicado oficial ao Comitê Paraolímpico Brasileiro, que repassou a informação ao atleta. Clodoaldo Silva tinha, segundo o ofício enviado ao Brasil, duas opções para passar pela junta de reavaliação: uma competição aberta no Canadá, a Can-Am Disability Championship ou o período oficial de classificações funcionais em Pequim, de 1 a 4 de setembro.

Na época Clodoaldo Silva, após reunião com dirigentes do CPB, que o orientaram a optar pela reavaliação no Canadá, para que existisse tempo de reação no caso de um resultado negativo para o atleta. Na oportunidade, ele alegou uma contusão e disse que preferia passar pela banca em Pequim.

A classificação é um fator de nivelamento entre os aspectos da capacidade física e funcional, aproximando o grau de dificuldade entre os competidores com diferentes deficiências. Cada modalidade determina seu próprio sistema de classificação, baseado em aspectos funcionais. O atleta é submetido a uma avaliação por uma equipe de classificadores, que, através de testes de força muscular, mobilidade articular, testes funcionais (realizados dentro da água) e análise de resíduo muscular, determina a classe esportiva do atleta.

Tais classificadores são credenciados pelo IPC e têm formação médica, técnica e fisioterápica.

Atualmente Clodoaldo compete na classe S4 (S de swimming, natação em inglês). Sendo de S1 a S10 os possíveis níveis na natação para atletas com deficiências físicas. O número 1 aplica-se ao maior grau de dificuldade e o 10 ao menor.

quinta-feira, 28 de agosto de 2008

Experiência e juventude

A delegação brasileira de atletismo em Pequim terá 48 integrantes, a segunda maior dos Jogos, perdendo apenas para a da China. O velocista André Garcia (baixa visão) é um dos mais experientes, pois participou de Sydney-2000.

“Estava lesionado. Mesmo assim, consegui duas medalhas de prata (nos 100m e 200m). Para os Jogos de Pequim, acredito que estou muito bem preparado”, diz o atleta.

INÉDITO - O Brasil participará pela primeira vez do revezamento para deficientes físicos. Nessa categoria, a equipe é formada por dois atletas com deficiência nos membros inferiores ou amputação de perna e outros dois com deficiência no braço. Um grande nome é o de Alan Fonteles, de apenas 16 anos. Ele tem as duas pernas amputadas. A equipe possui outros grandes velocistas: Antonio Delfino e Yohansson do Nascimento.

“Treino muito para contribuir com a equipe. Observo bem os mais experientes”, disse Alan Fonteles.

Além da nova prova, ele experimenta uma nova sensação: Alan trocou sua prótese de corrida e está 11 centímetros mais alto.

quarta-feira, 27 de agosto de 2008

HIPISMO BRASILEIRO

A equipe brasileira de adestramento eqüestre paraolímpico embarcou nesta quarta-feira (dia 27) rumo aos Jogos de Pequim-2008. Os atletas viajaram da cidade de Aachen, na Alemanha, até Hong Kong, sede das disputas de hipismo da Paraolimpíada. As montarias estavam em quarentena e embarcaram na terça-feira. Pela primeira vez, o Brasil levará uma equipe completa para participar dos Jogos. Os atletas Marcos Fernandes, Sérgio Froés, Elisa Melaranci e Davi Salazaar representarão o país. A estréia na modalidade será no dia 7 de setembro.


Os animais que serão utilizados no Centro Eqüestre de Sha Tin, em Hong Kong, foram alugados na França, com exceção do cavalo de Marcos Fernandes, e estão sendo treinados pelo cavaleiro Nicolas Commange.

O cavalo de Marcos foi presente do atleta Doda Miranda. A técnica Marcela Pimentel e a diretora de Equitação Especial da CBH, Flávia Mello, fazem parte da delegação.

“Os cavaleiros treinaram muito bem neste período no Centro Eqüestre de Aachen. Este período de quarentena foi importante para se adaptarem aos novos animais, alugados. A equipe apresentou progressos. Nós estamos muito otimistas”, explicou a diretora de Equitação Especial da Confederação Brasileira de Hipismo Flávia Mello.

No hipismo paraolímpico existem cinco graus (Ia, Ib, II, III e IV). Os atletas passam por uma avaliação física (fisioterapeuta e médico credenciados pela CBH e FEI) e são classificados de acordo com a funcionalidade dos membros.

Os mais comprometidos estão no grau I e os menos no IV. No grau Ia, a reprise é só ao passo. No grau Ib, a reprise é ao passo e ao trote. No grau II, é no passo e no trote, porém com um nível maior de dificuldade. Grau III tem passo, trote e galope e grau IV, passo, trote e galope mais difíceis.

O cavaleiro Sérgio Froés compete no grau Ia. Marcos Fernandes e Davi Salazaar estão no grau Ib. A amazona Elisa Melaranci no grau II.

O esporte hípico eqüestre paraolímpico iniciou-se no Brasil em 2004 e já teve um representante na Paraolimpíada de Atenas. Marcos Fernandes Alves, o Joca, tornou-se o primeiro e único representante brasileiro do hipismo naquela edição.

O adestramento é uma modalidade do hipismo clássico. De acordo com a Confederação Brasileira da modalidade, o adestramento tem o propósito de ensinar padrões e técnicas precisas, corretas e úteis que levam à harmonia de movimentos entre o cavalo e o cavaleiro, desenvolvendo no animal disciplina, prontidão e elegância nos movimentos.

MEIO MILHÃO DE INGRESSOS VENDIDOS!

De acordo com a Reuters, 500 mil ingressos já foram vendidos, de um total de 1,6 milhão, para os Jogos Paraolímpicos da China. Segundo Tang Xiaoquan, vice-presidente executivo do Comitê Organizador e da Federação das Pessoas com Deficiência de Pequim, em entrevista ao jornal China Daily, 32 mil ingressos foram adquiridos por pessoas com deficiência e os melhores lugares são destinados a esse público.

Os preços das entradas são muito mais baratos (entre US$ 4,30 e US$ 11,60) do que os da cerimônia de abertura da Olimpíada (US$ 290). Cerca de 20% das entradas foram reservadas através do programa de educação paraolímpica.

Esperança brasileira nas piscinas!



Daniel Dias em Macau - Foto de Saulo Cruz/CPB

Os 24 atletas da equipe de natação paraolímpica brasileira treinaram na manhã desta quarta-feira na piscina do Complexo Esportivo de Macau. O grupo aproveitou para praticar o revezamento, forte candidato a medalhas. Integrantes da equipe brasileira nesses revezamentos, Daniel Dias (S5) e Andre Brasil (S10) têm histórias semelhantes. Eles conheceram o esporte depois de assistir pela televisão aos Jogos de Atenas.

Com seqüela de poliomielite na perna esquerda, Andre conheceu as piscinas aos seis meses. Com nove anos, começou a treinar e durante a adolescência competiu com atletas sem deficiência. Em 2005, participou de sua primeira competição paraolímpica e não parou mais.

“Atualmente sou detentor de cinco marcas mundiais. Na Paraolímpiada, disputarei três provas onde tenho o recorde, já que as outras não serão disputadas em Pequim”, explica. “A expectativa está grande. Vou tentar ficar mais tranqüilo. Nós estamos próximos aos 100% de condições físicas. Na hora das provas, temos de ser coração. Precisamos trincar os dentes e bater na linha de chegada primeiro”, afirma Andre.

Daniel Dias não era atleta, mas sempre gostou de esporte. Em 2004, assistiu também pela televisão aos Jogos de Atenas-2004. A partir daí, sua vida mudou muito. Ele se interessou e começou a treinar. Em dois meses, aprendeu os quatro tipos de nado. No ano de 2006, começou a competir. Em 2007, foi indicado ao Oscar do esporte, por sua atuação no Parapan do Rio, quando conquistou oito medalhas de ouro.

Daniel nadará sete provas em Pequim, com chances de chegar a 11, caso participe dos revezamentos. “Vai ser puxado. Nadarei cinco dias, mas terei dois de descanso. Estou muito animado para chegar logo na Vila Paraolímpica”, disse o jovem atleta.

Em Atenas-2004, segundo o Comitê Paraolímpico Brasileiro, a natação foi responsável por 50% das medalhas de ouro conquistadas pelo país. Atualmente, a equipe brasileira da modalidade está entre as cinco melhores do mundo.

A delegação brasileira é a quarta maior dos Jogos, com 188 atletas, ficando atrás apenas da China, dos EUA e da Grã-Bretanha. Os brasileiros embarcam para Pequim no dia 30 de agosto, quando será aberta a Vila Paraolímpica

segunda-feira, 25 de agosto de 2008

Suor e muito trabalho em Macau

Muitos atletas paraolímpicos já estão em Macau desde o dia 22. Eles já enfrentam seu primeiro grande adversário: o fuso horário. Com 11 horas a mais, Macau está sendo uma prova de resistência para todos.

O recordista mundial Daniel Dias é só elogios para o centro de treinamento. “A piscina é muito boa. Estamos com uma ótima infra-estrutura, e o convívio com o grupo é muito bom. Treinava sempre sozinho. A adaptação está tranqüila, aos poucos coloco o sono em dia. Evito dormir à tarde, quando o sono bate. Vou treinar. Mais uns dois dias e estarei adaptado”, afirma Daniel, que encontrou outro adversário: o sabor da comida. "Nós olhamos arroz, o macarrão e achamos que tudo isso é igual ao sabor da comida do Brasil. Quando experimentamos é bem diferente”, brinca o atleta do Instituto Superar.

Diariamente os atletas têm dois períodos de atividades, divididos em treinos específicos de cada modalidade e musculação, além de acompanhamento da equipe de psicólogos. “Ainda não caiu a ficha porque não entrei na vila paraolímpica. Estou ansioso pra chegar em Pequim e competir”, conclui Daniel.

Atletas do Instituto Superar, Terezinha Guilhermina, Odair Santos, Tito Sena, Daniel Dias, Edênia Garcia e Lucas Prado são algumas das grandes promessas de medalhas para o Brasil.

Antônio Tenório, judoca tricampeão paraolímpico, viaja no dia 28 de agosto, com o segundo grupo da delegação brasileira.

Vela brasileira pela primeira vez nos Jogos!




No dia 28, na Escola Naval do Rio, a equipe de Vela Adaptada do Brasil mostrou o barco que será utilizado na Paraolimpíada-2008. Darke, Rossano e Luis Cezar (classe Sonar) classificaram o país para os Jogos pela primeira vez na história. Eles chegaram no 18º lugar no Torneio de New York, realizado ano passado. Os três ficaram na frente de França e Áustria, nações com tradição nesse esporte.

Últimos detalhes para acertar a mão




A seleção masculina de basquete em cadeira de rodas treina até quarta-feira (dia 27 de agosto) na cidade de Belo Horizonte (MG), antes da viagem para Pequim. As atividades são realizadas na quadra da Associação Mineira dos Paraplégicos (AMP).

Colaborou a Confederação Brasileira de Basquetebol em Cadeira de Rodas (CBBC)

sábado, 23 de agosto de 2008

Contagem regressiva!

A Olimpíada de Pequim está terminando e a Paraolimpíada, que será disputada entre os dias 6 e 17 de setembro, transforma-se no centro das atenções. As equipes brasileiras de Fut-7 (seqüelas de Paralisia Cerebral), Fut-5 (cegos e com baixa visão), remo e vôlei sentado estão na reta final de treinamentos antes da viagem para a sede dos Jogos. Os craques do Futebol de Sete encerram suas atividades em Deodoro, Rio de Janeiro, nesta segunda-feira (25 de agosto). Os atletas do Futebol de Cinco, comandados pelo treinador Roderley Ferreira, e do Vôlei Paraolímpico (seleção que tem como técnico o campeão olímpico de Barcelona-1992 Amauri) treinarão nas excelentes instalações da Andef, em Niterói, até o dia 27.

O remo está no estádio da modalidade na Gávea. Rafael Ceccon e Gauchinho são os técnicos, mas existe um grupo em São Paulo, com a presença de Cláudia Santos (a primeira brasileira campeã mundial da história desse esporte), liderado pelo treinador Cláudio Mota e pelo coordenador Júlio Noronha.

CUIDADO! – O Tufão Nuri, que deixou Hong Kong em alerta, impediu que a delegação brasileira de atletismo, a segunda maior dos Jogos, com 48 integrantes, continuasse sua viagem para Pequim. Os atletas tiveram de ficar em Toronto, Canadá, na quinta-feira passada.

quarta-feira, 20 de agosto de 2008

Nossa campeã!

Amputada da perna esquerda, a nadadora sul-africana Natalie Du Toit ficou no 16º lugar da Maratona Aquática dos Jogos Olímpicos de Pequim. Ela não gostou do seu desempenho na prova, mas comemorou a sua presença na Olimpíada. De qualquer forma, Natalie merece o respeito de toda a comunidade desportiva do mundo. A nadadora foi a porta-bandeira da África do Sul na cerimônia de abertura.

Nos Jogos Paraolímpicos de Atenas-2004, conquistou cinco medalhas de ouro.

Vôlei brasileiro treina com afinco para Pequim-2008

A seleção masculina de vôlei paraolímpico está reunida desde domingo (dia 17) nas instalações da Associação Niteroiense dos Deficientes Físicos (Andef) para a fase final de preparação para a disputa dos Jogos de Pequim. A equipe dirigida pelo campeão olímpico de 1992 (Barcelona) Amauri Ribeiro treina em dois períodos até o dia 27.

O Brasil participa pela primeira vez de uma edição de Paraolimpíada. A seleção masculina conquistou a vaga para Pequim ao conquistar a medalha de ouro no Parapan do Rio-2007. A modalidade foi criada no Brasil em 2003 e o Brasil já conquistou a medalha de bronze no Mundial Sub-23 em 2005.

terça-feira, 19 de agosto de 2008

Bravos nadadores do Flu

Dois atletas da equipe de natação paraolímpica do Fluminense Football Club participaram neste final de semana do Circuito Estadual Master. A competição foi realizada no Parque Aquático Jorge Frias de Paula, nas Laranjeiras. Felipe de Oliveira (30 anos) e Gustavo Aratanha(20 anos), atletas com síndrome de Down, disputaram a prova dos 50m livre.


O projeto é coordenado pelo professor Felipe Desterro e conta com profissionais credenciados a ensinar as técnicas do esporte para pessoas com deficiência.

domingo, 17 de agosto de 2008

HIPISMO

A equipe de hipismo paraolímpico embarcou no Aeroporto Juscelino Kubitschek, em Brasília, neste domingo. Quatro atletas, um staff, um médico e a chefe de equipe (Marcela Pimentel) ficarão na Alemanha para o período de quarentena dos cavalos antes da viagem para Hong Kong, onde serão disputadas as provas da modalidade nos Jogos-2008. Um treinador e três tratadores franceses já estavam no país europeu à espera do grupo.

O Brasil terá 188 atletas, de um total de 319 integrantes, na competição mais importante do mundo para pessoas com deficiência, que será realizada entre os dias 6 e 17 de setembro, na China. É a maior delegação brasileira paraolímpica da história.

sábado, 16 de agosto de 2008

O segredo de Cielo!

Cesar Cielo entrou para a história ao conquistar a primeira medalha de ouro da natação brasileira em uma Olimpíada. Ele bateu o recorde olímpico dos 50m livre, com o tempo de 21s30. José Afonso Medeiros, o Caco, experiente nadador de 41 anos, com três Jogos Paraolímpicos no currículo e injustamente não-convocado para Pequim-2008, comentou sobre o resultado e revelou o segredo do sucesso de Cielo e do fenômeno Michael Phelps.

“O Cesar tem uma tática fundamental para os resultados excelentes que conseguiu nos Jogos de Pequim. Ele utiliza a mentalização, um trabalho psicológico feito momentos antes de uma prova decisiva. O Michael Phelps também a utiliza”, diz Caco, atleta da classe S7 (mielite transversa).

O nadador explicou um pouco mais sobre a técnica. “Momentos antes de competir, Cielo bate nas costas e segura a baliza. Nós chamamos isso de âncora. Essa é a mentalização. Eu também fiz isso nas Paraolimpíadas, mundiais e parapan-americanos. Sentava do lado da baliza, fechava os punhos e me concentrava”, afirma o campeão, que não esqueceu da emoção ao ver o feito de Cesar Cielo.

“Chorei muito. Fiquei emocionado mesmo. Na semifinal, Cielo competiu na raia oito. Muita gente nadaria sem tanta motivação. Ele buscou o resultado. Fantástico! Eu achava que ele conseguiria o ouro, pela atitude e por causa da técnica”, conclui o supercampeão de 41 anos.

quinta-feira, 14 de agosto de 2008

Basquete em cadeira de rodas




A seleção brasileira masculina de basquete em cadeira de rodas perdeu os dois amistosos contra os Estados Unidos, no último final de semana, na quadra do Lakeshore Foundation, nos EUA. No primeiro jogo, o Brasil perdeu por nove pontos de diferença (60 a 51). No segundo, venceu os dois primeiros quartos do jogo (29 a 26). Porém, no segundo tempo, os norte-americanos viraram para 63 a 51.

Segundo o técnico Itamar Silva, a fase preparatória para os Jogos de Pequim-2008 foi positiva. "As outras seleções brasileiras não tiveram uma oportunidade como a que tivemos. As partidas serviram para dar entrosamento à equipe. Agora, vamos consertar os erros", afirmou o treinador.

De acordo com o técnico dos Estados Unidos, Stephen Wilson, a renovação de alguns jogadores do Brasil pode ser o diferencial na Paraolímpíada. "Para nossa equipe, esse convívio nos treinamentos foi muito importante para também consertarmos nossos erros. O Brasil aumentou a estatura da equipe, com a entrada dos novos jogadores, e isso pode ser muito bom para eles em Pequim. Nós renovamos também. Esperamos conquistar o ouro na China", disse o treinador.

Recentemente, os norte-americanos venceram três vezes o Canadá: na final do Parapan-2007, na Copa América, em junho, e a última, na Copa Roosevelt.

A seleção brasileira masculina de basquete em cadeira de rodas ficou desde a última quarta-feira (dia 6) treinando diariamente no Lakeshore Foundation, um dos centros de atividades das modalidades olímpicas e paraolímpicas dos EUA.
Além das seleções brasileira e americana de basquete, a equipe de Rugby em Cadeira de Rodas dos Estados Unidos também utilizou o espaço para a preparação final antes dos Jogos.

quarta-feira, 13 de agosto de 2008

Tênis para todos

O BH Open de tênis em cadeira de rodas será realizado até 17 de agosto no Dynamis Center, em Belo Horizonte, Minas Gerais. O evento começou no dia 12 e está na sua quinta edição. A ONG Tênis para todos organiza a competição.

Sediada em Belo Horizonte, essa universidade foi registrada oficialmente em janeiro de 2004 e desenvolve os programas ‘Tênis Sobre Rodas’, ‘SuperAção’, ‘Tênis nas Vilas’, ‘Tênis na Escola’ e ‘Tênis no Parque’.

A entidade especializou-se no planejamento e administração de programas sociais para crianças e adolescentes de famílias de baixa renda, pessoas com deficiência de todas as faixas etárias e classes sociais e treinamento de atletas de alto rendimento de tênis paraolímpico.

Através do seu programa ‘Tênis Para Todos Universitário’, a instituição proporciona a integração de universitários com alunos e atletas de tênis paraolímpico, capacitando-os para a modalidade e ao trabalho com a mesma, além de fomentar pesquisas para a elaboração de material científico.

Além de promover torneios estaduais, nacionais e internacionais, a ONG desenvolve palestras sobre motivação, esporte, inclusão e progressão social, esporte adaptado, organização de eventos e outros temas.

terça-feira, 12 de agosto de 2008

Meu nome é trabalho!

A primeira Seleção Brasileira de Rugby em Cadeira de Rodas da história começou a treinar no Centro Integrado de Atenção à Pessoa com Deficiência Mestre Candeia (Ciad) na segunda-feira passada (dia 11). O objetivo é preparar a equipe para o Torneio de Cali, que acontecerá entre os dias 23 de outubro e 1º de novembro.

Local: Ciad
Endereço: Avenida Presidente Vargas número 1.997, Centro
Dias e horários: Segundas-feiras, entre 11h e 13h; quintas-feiras, entre 18h e 19h30

Notinhas de um jornalista cheio de trabalho

1) A atleta de tênis de mesa Jane Karla treina na Alemanha até o dia 20. Ela sonha com ótimos resultados na Paraolimpíada de Pequim.

2) O nadador Caco, da classe S7, não foi convocado para os Jogos-2008, mas é respeitado no movimento paraolímpico. O atleta completou 41 anos no dia 6 de agosto. Caco é o recordista de medalhas em um parapan (Caracas-1990): 11 em uma só edição.

3) Segundo a comunidade do Futebol de Sete no site de relacionamentos Orkut, a seleção da modalidade fará outro período de treinamentos na Vila Militar de Deodoro, no Rio, no final desse mês. A equipe deve encerrar sua preparação no país em São Paulo.

sábado, 9 de agosto de 2008

Brasil em Macau

Os Jogos Paraolímpicos de Pequim começam no dia 6 de setembro. As delegações brasileiras de atletismo e natação intensificarão os treinamentos durante a fase de aclimatação, entre os dias 22 e 30 de agosto, em Macau.

"Esse trabalho é extremamente importante na ambientação dos atletas com o clima e o fuso horário. Temos 11 horas de fuso entre Brasil e China. Em 11 dias, a delegação estará ambientada. As melhores delegações olímpicas e paraolímpicas do mundo estão utilizando a estrutura da cidade com este objetivo", disse Gustavo Abrantes, coordenador técnico da natação.

São 188 atletas do país confirmados em 17 modalidades.

sexta-feira, 8 de agosto de 2008

CBDC em apuros!

Em seu site, a Confederação Brasileira de Desportos para Cegos (CBDC) informa sobre sua péssima situação financeira e a possibilidade de extinção. Leia abaixo o comunicado oficial do presidente da entidade, David Farias Costa.

“Fundada em 19 de janeiro de 1984, a Confederação Brasileira de Desportos para Cegos (CBDC) é a entidade responsável pela gestão da prática esportiva para as pessoas com deficiência visual em nosso país nas modalidades: Judô, Goalball, Futebol de 5, Atletismo, Natação, Xadrez e Powerlifting (levantamento de peso). A CBDC, que congrega aproximadamente 130 entidades e quase 3 mil atletas, é filiada ao Comitê Paraolímpico Brasileiro e, no plano internacional, a IBSA, a Federação Internacional de Esportes para Cegos.

Durante toda a sua existência, a entidade alcançou, juntamente com o segmento, grandes conquistas, simbolizadas no grande número de eventos que realizou em âmbito nacional, nas inúmeras medalhas e recordes internacionais e, até mesmo, nos grandes eventos internacionais que realizou no Brasil. Dentre os vários eventos que sediamos em nosso país, certamente, o maior foi a 3ª edição dos Jogos Mundiais para Cegos, nas cidades de São Paulo e São Caetano do Sul, no período de 28 de julho a 8 de agosto de 2007, com a participação de aproximadamente 1.700 pessoas de 61 países. Este evento foi classificatório para os Jogos Paraolímpicos de Pequim-2008, e contou com uma estrutura compatível com qualquer grande realização esportiva internacional, inclusive, com a quebra de 24 recordes mundiais e a realização de quase 200 exames anti-doping. O Brasil teve uma participação extraordinária, tendo ficado em 3° lugar no quadro geral de medalhas e alcançado o título de campeão nas modalidades Atletismo e Futebol de 5, além de ter qualificado as equipes masculina e feminina de goalball para os Jogos Paraolímpicos.

No entanto, hoje, as vésperas da Paraolimpíada, em que o sucesso da participação brasileira é quase uma certeza, inclusive com uma delegação que conta com a participação de aproximadamente 100 pessoas que tem algum vínculo com a CBDC, e até mesmo com a utilização da bola na modalidade futebol de 5 sendo produzida no Brasil, e após tantas outras conquistas, a entidade se encontra em uma situação financeira extremamente difícil, o que ocorreu pelo fato de não ter recebido os apoios necessários para a realização dos Jogos Mundiais da IBSA, ficando assim com uma dívida de aproximadamente R$1,5 milhão( um milhão e meio de reais), o que certamente trouxe conseqüências terríveis para aquelas empresas e pessoas que trabalharam na organização do evento. Neste sentido, vale dizer ainda que a CBDC somente decidiu postular a realização deste grande evento no Brasil a partir do momento que estava de posse das cartas de apoio das autoridades constituídas, o que daria legitimidade para que o evento integrasse os respectivos orçamentos das instâncias de governo envolvidas. Neste caso, cabe esclarecer que a participação da cidade de São Caetano do Sul veio após a definição da realização do evento no Brasil, o que se deu pelo fato de necessitarmos de uma infra-estrutura esportiva melhor, especialmente em relação a ginásios, o que foi encontrado naquela cidade.

Desta maneira, podemos concluir não ser justo que o movimento de quase 25 anos de existência esteja chegando ao seu final e que, empresas e pessoas que confiaram na idoneidade da instituição, o que sempre foi uma marca, fiquem com suas situações funcionais verdadeiramente deterioradas. Assim, algo precisa ser feito, pois não podemos deixar uma história finalizar-se de maneira tão trágica, e a idéia é falarmos a todos os lugares deste país aquilo que está ocorrendo conosco, pois somente nós e nossos parceiros é que sabemos o tamanho da dor que estamos sentindo após termos dignificado mais uma vez, o nome do nosso país com a realização de um evento tecnicamente extraordinário. As dificuldades que estamos enfrentando estão presentes na impossibilidade de realizarmos competições, na condição de não honrarmos nosso compromissos financeiros, na demissão de funcionários, nos problemas judiciais e, até mesmo, no impeditivo para recebermos recursos públicos; ou seja, estamos diante de um quadro bastante difícil, mas - por outro lado - estamos extremamente determinados no enfrentamento destes desafios e acreditando profundamente na possibilidade do êxito, diante de mais esta “competição”, pois, felizmente, o histórico de credibilidade da CBDC sempre esteve presente.
Por isso, através dos meios de comunicação, do meio político, da iniciativa privada e da sociedade em geral, solicitamos o socorro que necessitamos para a continuidade da existência de uma entidade e de um movimento que sempre procuraram primar pela seriedade e que, acima de tudo, surgiram com uma finalidade digna e para uma existência muito mais duradoura.

Assim, ficamos à disposição daqueles que necessitem de outros esclarecimentos e, até mesmo, daqueles que possam nos ajudar, dando espaço para a divulgação desta mensagem ou ainda daqueles que possam nos apoiar através de ações de patrocínio ou doações.

Finalmente, ficamos na expectativa de recebermos os contatos daqueles que, de maneira mais direta, possam integrar nossa luta, independentemente de qual seja a maneira da colaboração, aos quais nós já antecipamos nosso profundos agradecimentos.”

Ciclismo




O Campeonato Brasileiro de Ciclismo Paraolímpico começa nesta sexta-feira e vai até domingo (dia 10), em Santos (SP). Serão realizadas provas de estrada e contra-relógio. Os atletas estão divididos nas classes tandem, LC1, LC2, LC3, LC4, PC Bike, PC Triciclo e handbike.

quarta-feira, 6 de agosto de 2008

Atletas ficam sem prêmio-medalha

Em um comunicado oficial, o presidente do Comitê Paraolímpico Brasileiro, Vital Severino Neto, ratificou que os atletas não receberão o chamado prêmio-medalha. De acordo com o dirigente, o CPB não tem recursos financeiros. Leia abaixo o documento na íntegra:

“O CPB, durante toda a gestão do atual presidente, sempre ofereceu aos membros de suas delegações oficiais, uma ajuda de custo a título de auxílio-viagem.

Nesta gestão, este assunto sempre foi tratado com muita responsabilidade, definido com antecedência e com toda transparência requerida.

Por se tratar de um assunto muito sério, a Diretoria Executiva do CPB, ainda em 2007, antes da participação do Brasil nos III Jogos Parapan-Americanos, realizados no Rio de Janeiro, atualizou a Resolução que tratava do tema auxílio-viagem para as delegações esportivas do CPB, que viessem a participar de competições internacionais, no Brasil ou no exterior.

A mencionada Resolução, em pleno vigor, disciplinará a concessão do auxílio-viagem, para os membros da Delegação Brasileira que participarão em Pequim, dos XIII Jogos Paraolímpicos de Verão.

Outro tema sensível, que sempre foi de forma clara e transparente tratado pelo atual Presidente do CPB, trata-se do cognominado prêmio-medalha. Por mais esforços que o CPB tenha feito, não apareceu nenhum patrocinador disposto a financiar o referido prêmio. Para complicar mais ainda a situação, os recursos esperados para a preparação das equipes Paraolímpicas Brasileiras, que viriam da Petrobras, como é do conhecimento de todos, não vieram e o CPB teve que se organizar de uma outra maneira.

Para que todos saibam, a Delegação Brasileira é a quarta maior desses Jogos Paraolímpicos, contabilizando na Vila, como delegação oficial, nada mais nada menos do que 319 (trezentos e dezenove) componentes. O CPB, apenas com os recursos oriundos da Lei Agnelo/Piva, teve de arcar praticamente com todos os custos da preparação da delegação brasileira que vai à Paraolimpíada; além de todas as despesas referentes à participação do Brasil nos XIII Jogos Paraolímpicos de Pequim 2008.

O custo dessa operação é muito alto, visto que estamos indo para o outro lado do mundo. Conseguimos, para suplementar os recursos da Lei Agnelo/Piva, que seriam insuficientes para fazer frente a essa operação, um montante junto ao patrocinador oficial do CPB, Loterias Caixa, e um outro montante através da Lei de Incentivo Fiscal, para custear a aquisição de equipamentos tais como barco para a vela, bicicletas, cadeiras de rodas para competição, implementos, materiais esportivos, além de custear períodos de treinamentos.

Por todo o exposto, está muito claro, que o CPB não tem a menor condição de oferecer prêmio-medalha, com recursos próprios, até porque estes não existem para tal fim.

Esperamos desempenhar um excelente papel nesses Jogos.

O CPB acredita e confia nos 188 (cento e oitenta e oito) atletas qualificados para as disputas e tem a certeza de que cada um dará de si o melhor e honrará, com bravura, as cores da nossa bandeira. Estamos confiantes e torcendo como nunca para cada atleta, para cada equipe na China.

Veja no site do CPB a íntegra das Resoluções 005 e 006 de 2007, que tratam do assunto em pauta, na parte de legislação.

VITAL SEVERINO NETO
Presidente do CPB”

terça-feira, 5 de agosto de 2008

Pra frente, Brasil!


Foto de Felipe Dana


Familiares e amigos do nadador Andre Brasil, da classe S10, reuniram-se no último domingo (3 de agosto) no Bar Tendência, no Rio de Janeiro, para dar um grande abraço no atleta que participa em setembro dos Jogos Paraolímpicos de Pequim.

Organizada pela mãe de Andre, Tânia, a festa contou com a participação de 30 pessoas. Todos assinaram uma bandeira nacional com mensagens para o campeão.

A T.O.C.O. (Torcida Organizada Canhotinha de Ouro) também marcou presença na festa com camisetas e canecas personalizadas.

Acesse também http://www.paradesporto.com.br

segunda-feira, 4 de agosto de 2008

Pré-convocação do rugby





A Associação Brasileira de Rugby em Cadeira de Rodas fez a pré-convocação para o Torneio Internacional de Cali. Confira a lista abaixo:


Nome/ Classe/ Clube/ Estado

1. Edmar Andrade Ragoso/ 3.0 / Rio Quad Rugby Clube/ RJ

2. Valdir dos Santos Mansur/ 3.0 / Rio Quad Rugby Clube/ RJ

3. João Curi / 2.5 / Rio Quad Rugby Clube/ RJ

4. Breno Nogueira da Rosa/ 2.5 / Rio Quad Rugby Clube / RJ

5. Eduardo Savine Mayr / 2.0 / Centro de Referência Guerreiros da Inclusão/ RJ

6. Edmilson Ferreira de Oliveira / 2.0/ Guerreiros da Inclusão/ RJ

7. Caio Bialowas Sampaio / 2.0 / Guerreiros da Inclusão / RJ

8. Bruno Barcelos de Souza / 1.5 / Guerreiros da Inclusão / RJ

9. José Raul Schoeller Guenther / 1.5 / Organização para o Movimento e o Esporte Adaptado / SC

10. Luiz Alberto Bittencourt de Castro/ 1.5 / Rio Quad Rugby Clube / RJ

11. Sérgio Sarmento Ramos / 1.5 / Rio Quad Rugby Clube / RJ

12. Marcelo de Oliveira Monteiro / 1.0 / Guerreiros da Inclusão / RJ

13. Ricardo Prates Barros / 1.0 / Rio Quad Rugby Clube / RJ

14. Wagner Flávio Carolino / 1.0 / Guerreiros da Inclusão / RJ

15. André Arruda Lobato Rodrigues Carmo / 0.5 / Guerreiros da Inclusão / RJ

16. Jefferson Maia Figueira / 0.5 / Rio Quad Rugby Clube / RJ

domingo, 3 de agosto de 2008

Guerreiros do rugby!



Convocados para os Jogos de Pequim, Andre Brasil e Wânderson esperam pelo jogo de rugby

Garra e suor
O Complexo Esportivo Miécimo da Silva, em Campo Grande, na cidade do Rio, foi palco de uma grande batalha. No segundo jogo oficial de rugby em cadeira de rodas no Brasil, sábado passado (dia 2), a ONG Guerreiros da Inclusão venceu de maneira brilhante o Rio Quad Rugby Club por 19 a 16. Eduardo Mayr, o craque da ‘Guerreiros’, mostrou seu talento ao marcar 16 pontos. Caio e Edmílson, companheiros de equipe de Eduardo, também tiveram ótimas atuações. O catarinense José, de 17 anos, veio de Santa Catarina para vestir o uniforme do Rio Quad.

O nadador Andre Brasil, que visitou a sede da ‘Guerreiros’, o camisa 10 da Seleção de Fut-7, Wânderson, e o jogador norte-americano de Rugby em Cadeira de Rodas Brian Muniz estavam presentes.

Após a partida, Eduardo recebeu o beijo da vitória de sua mulher Fernanda. A convocação da seleção da modalidade para os Jogos de Cali, Colômbia, será divulgada nos próximos dias.

sexta-feira, 1 de agosto de 2008

IDÉIA FIXA! Leitor, FUJA DE UMA IDÉIA FIXA!


Na foto, Paulo Cruz (técnico da Seleção de Fut-7) entrega o prêmio de artilheiro ao filho André, que marcou seis gols na competição

A última matéria sobre a Copa Peixotinho
Comandada por dois treinadores, o estrategista Alexandre Gaschi e o cerebral Michel, a equipe do Vitória & Amigos sagrou-se bicampeã da Copa Fabiano Peixoto no dia 26 de julho. Além disso, o torneio descobriu novos talentos como a artilheira Teresa Costa d’Amaral, superintendente do Instituto Brasileiro dos Direitos da Pessoa com Deficiência, idealizador e organizador do evento. Ela marcou duas vezes. No jogo contra o Barra do Piraí, Teresa converteu um pênalti e lembrou Marcelinho Carioca em sua fase de ouro. Esse gol foi o mais importante da única vitória (4 a 2) do Time da Teresa no torneio.


Porém, o mais importante foi a alegria demonstrada pelos jogadores e público. Leandro, atacante do Time da Teresa, comandou um animado pagode. Formada pela fisioterapeuta Márcia Fernandes e a nutricionista Flávia Figueiredo, a dupla dinâmica do instituto mostrou mãos firmes em um delicioso churrasco.



Wânderson, Zeca e Antônio, jogadores do IBDD convocados para a Seleção de Futebol de Sete que representará o país em Pequim, estavam presentes na torcida.


Pequenos Grandes Homens

O Vitória & Amigos deu um show e levantou a taça pela segunda vez (2006-08) após golear, na decisão, Furnas por 6 a 0. Nas outras duas edições, o clube foi vice-campeão e terceiro lugar. O grande jogador da equipe foi o jovem Thiago (sem deficiência), de apenas 14 anos. O zagueirão Everaldo deu segurança à defesa. Mas um trio chamou ainda mais atenção. Atletas com nanismo, Daniel, o canhotinha de ouro, César (camisa 11) e Eliu mostraram mais qualidade do que o ataque formado pelo Flamengo no Brasileiro de 1995. Edmundo, Romário e Sávio morreriam de inveja naquele sábado.


Daniel aproveitou para pedir algo especial ao Comitê Paraolímpico Brasileiro. “Sonho com a criação de uma seleção de futebol para pessoas com nanismo”, disse o habilidoso camisa 10, que já sofreu discriminação em uma pelada, mas provou a sua qualidade técnica.


“O sujeito não queria que eu participasse. Achava que poderia me machucar. Joguei e arrebentei. Após o término da partida, veio me pedir desculpas”, afirmou o craque.


Na primeira fase, o IBDD goleou o Time da Teresa (8 x 2) e o Barra do Piraí (4 x 1), mas empatou em 2 a 2 com o bicampeão V&A. Na fase semifinal, foi eliminado por Furnas ao perder por 4 a 3. Apesar disso, os apoiadores Mateus e Mito esbanjaram bom futebol.


Premiados

Das mãos da superintendente Teresa Costa d’Amaral e do gerente de Esportes, Matias Costa, alguns prêmios foram distribuídos para os melhores jogadores. O destaque foi Antônio, camisa 5 de Furnas. Paulo Cruz (IBDD e Seleção de Futebol de Sete), o melhor técnico da competição, entregou o troféu de artilheiro para seu filho, André (IBDD), autor de seis gols. Dênis, atleta amputado do Vitória & Amigos, foi o goleiro menos vazado, com apenas dois gols sofridos. Teresa homenageou também os goleiros Chilavert (IBDD) e Marcelo (Barra do Piraí).


O Time da Teresa, comandado pela superintendente, perdeu os dois primeiros jogos, mas teve seus momentos de pura garra, com as atuações de Ricardo Mangueira, ex-integrante da Seleção de Fut-7, do gerente de Esporte do IBDD, Matias Costa, do goleiro e treinador de bocha Erinaldo ‘Pit’ Chagas, dos zagueiros Darke e Marcos Santos, dos atacantes Leandro, Mansur e Wilton e do técnico Júlio. A única atuação comprometedora foi a do repórter e dublê de lateral-esquerdo Paulo Vitor, que mostrou sua total falta de condições físicas. A chuteira nova e os berros do auxiliar técnico da Seleção de Fut-7 e do IBDD, Marcel Maciel, não foram suficientes para que seu futebol escapasse do sofrível. Tudo bem. O importante é participar.