quarta-feira, 2 de julho de 2008

Nós que nos amávamos tanto


Paulo Vitor, do site NOTÍCIAS PARAOLÍMPICAS (http://www.einclusao.net) e do Lancenet (http://www.lancenet.com.br/blogs_colunistas/paulovitor/)

Hoje, Professor Vicente, você faz falta. Eu e João Henrique, meu irmão, vamos ao Maracanã e esperamos homenageá-lo com um título da Copa Libertadores. Você me ensinou, pai, a ter autoconfiança. Graças a você, acreditei que poderia ser um bom jornalista. Mesmo escrevendo com uma só mão, a esquerda, sou tão rápido quanto qualquer outro profissional que usa as duas com destreza. Nossa! Como você faz falta! Professor, você precisava ver a união da família, alguns projetos meus que estão dando certo e o humor e a inteligência do seu caçula, o João.

Não me esqueço dos títulos cariocas de 1995 (estava abraçado a você até o ‘golaço’ de barriga do Renato) e 2005 (eu, você e o João juntos e emocionados após o gol espírita do Antônio Carlos). Nós brigávamos, mas nos amávamos muito. Quando acontecia um desentendimento, o Maracanã era o palco para o tratado de paz entre as gerações. Naquele estádio faltará você.

Você partiu no dia 21 de novembro, no seu aniversário de 57 anos. Foi a maior perda da minha vida. Professor Vicente, você e a mamãe Quinha (Francisca) fazem muita falta, mas a Tânia está sendo uma segunda mãe. A Professora Márcia Leite é a minha terceira ‘madre’. Encontrei outros pais: o Andrei, o Marlos, o aniversariante Sérgio Américo (que perdeu Dona Ângela há pouco mais de um mês), o José Luiz de Pinho, o Osvaldo (ele sempre me cumprimenta apertando a mão direita), o Marcelo Auler, o Aristeo, entre outros. Todos são importantes, porém, papai sempre será único.

Pretendia escrever mais, no entanto, já senti um gosto salgado de lágrima. Piegas? Nada disso. Esse fato é apenas a saudade de um aluno por seu mestre. Hoje, quarta-feira, tem de ser um dia de alegria. Você sempre foi sinônimo de felicidade. O Fluminense não vai nos decepcionar.

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