sexta-feira, 22 de fevereiro de 2008

TÉCNICO DA SELEÇÃO DE FUT-7 É ENTREVISTADO NA RÁDIO TUPI

“Uma bênção!” Foi dessa maneira que Paulo Cruz, treinador da equipe do Instituto Brasileiro dos Direitos da Pessoa com Deficiência e da Seleção Brasileira de Futebol de Sete (para paralisados cerebrais), classificou o seu trabalho para o repórter da Rádio Tupi Sérgio Américo, no programa Giro Esportivo, quinta-feira à noite.

A entrevista teve mais de quatro minutos, um tempo extremamente grande para rádio, e Paulo Cruz falou do período de treinamentos na Vila Militar, em Deodoro, até o dia 24 (domingo) e que fará mais três pré-convocações nos próximos meses para escolher os 12 jogadores representantes do país na modalidade nos Jogos Paraolímpicos de Pequim.

Além disso, o técnico comentou sobre os treinos da equipe de Futebol para paralisados cerebrais do IBDD no campo número 4 do Aterro do bairro do Flamengo às segundas, quartas e sextas-feiras das 7h30 às 9h30.

O comentarista Jorge Nunes elogiou a iniciativa de Sérgio Américo e classificou a Seleção de Futebol de Sete de gloriosa.

Veja abaixo a íntegra da entrevista do técnico Paulo Cruz à Super Rádio Tupi.

Sérgio Américo – Vamos conversar com o técnico do Instituto Brasileiro dos Direitos da Pessoa com Deficiência (IBDD) e da Seleção Brasileira de Futebol de Sete, Paulo Cruz. Boa noite, Paulo. Fale um pouco sobre a semana de treinamentos da Seleção na Vila Militar do Rio, em Deodoro, dos dias 20 e 24 de fevereiro.

Paulo Cruz – Boa noite a todos os ouvintes. Estamos no nosso primeiro encontro no ano de 2008, com o objetivo de preparação para os Jogos de Pequim, que acontecerão em setembro na China. Todos estão alojados na Vila Militar do Rio, em Deodoro (mesmo local da conquista da medalha de ouro no Parapan). Vamos fazer outras pré-convocações mensalmente, até maio, e escolher os 12 que representarão o país em Pequim.

Sérgio Américo – Alguns atletas pré-convocados para a Paraolimpíada de Pequim foram para o Parapan do Rio-2007 e conquistaram a medalha de ouro. Eles formam a base da Seleção.

PC – É verdade. Desses 19 (sete são do IBDD) jogadores, os 12 campeões parapan-americanos foram chamados. Porém, eles não estão garantidos em Pequim. Porque os outros sete estão lutando por essa oportunidade única e o treinamento está sendo muito proveitoso porque todos demonstram muita motivação. Como não tem ninguém com a vaga garantida, todos se esforçam ao máximo para esse sonho.

SA – Gostaria que você falasse sobre esses atletas que são uma verdadeira escola de superação. Eles se superam de minuto a minuto. Como é lidar com jogadores com paralisia cerebral?

PC – É uma grande bênção. Além disso, é gratificante trabalhar com pessoas que são discriminadas e sofrem preconceito em seus bairros por serem paralisados cerebrais (deficientes físicos). É um ganho gigantesco, eles poderem ser atletas de uma equipe de futebol e, melhor ainda, poderem estar numa Seleção Brasileira, defendendo o país em uma competição internacional. Isso é um exemplo de vida e eu fico extremamente feliz de proporcionar essa alegria aos rapazes. É uma grande emoção e esse é um outro lado que essa experiência pode proporcionar a esses jogadores.

SA – Paulo, sei que você também é treinador do Instituto Brasileiro dos Direitos da Pessoa com Deficiência (IBDD). Há treinos no Aterro do Flamengo às segundas, quartas e sextas-feiras, das 7h30 às 9h30. Você comanda essas atividades para paralisados cerebrais. Qualquer pessoa com deficiência pode procurá-lo?

PC – Perfeitamente. Qualquer pessoa que tenha seqüelas de Paralisia Cerebral, que não se locomova com auxílio de muletas ou cadeira de rodas, pode nos procurar no campo de número quatro do Aterro do Flamengo. Essa pessoa pode nos procurar e será muito bem-vinda independentemente se tem uma dificuldade maior ou menor para caminhar e correr. O importante é que o paralisado cerebral tenha a oportunidade de realizar o sonho de participar de uma equipe, pois no local onde vive, infelizmente, não tem essa oportunidade.

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