quarta-feira, 27 de fevereiro de 2008

RUGBY EM CADEIRA DE RODAS

No sábado passado, dia 23, a Vila Olímpica Dias Gomes, mais conhecida como Piscinão de Deodoro, foi palco do Intercâmbio Brasil/Estados Unidos de Rugby de Cadeirantes. Brian Muñiz, atleta do Chicago Bears, ministrou aulas práticas e teóricas. Ele falou da alegria de poder divulgar o esporte no país.

"Encontrei uma razão para viver. Esse trabalho me emociona, pois é algo que tenho muita dedicação e carinho", afirmou Brian. Sobre as possibilidades do Brasil no esporte, ele explicou que o país pode ter destaque em dois anos. O jogador-professor gostou muito do desempenho de Mansur, atleta do Instituto Brasileiro dos Direitos da Pessoa com Deficiência (IBDD).



Presidente do Rio Quad Rugby Clube, Jefferson Maia falou sobre o começo das atividades de seu clube. "O Brasil foi convidado para fazer algumas partidas de exibição nos Jogos Mundiais de Cadeira de Rodas e Amputados – Tributo à paz (realizado no Rio em setembro de 2005) e tentamos algo para montar o clube. Porém, apenas concretizamos nosso projeto em 2007. Recebemos doações das cadeiras de rodas e conseguimos esse espaço na Vila Olímpica Dias Gomes para atividades todos os sábados", contou Jefferson, que também destacou o começo do trabalho em Deodoro.

"Antes, os treinos tinham apenas a minha presença, do Ricardo Prates (vice do Rio Quad Rugby Clube) e do Carlos Sigmaringa", disse.

Para ele, qualquer esporte voltado ao deficiente é importante. Porém, o rugby tem um valor especial. "O rugby é específico para pessoas com lesões altas. Por exemplo, um tetraplégico não joga basquete de cadeirante e pode 'fazer' rugby. O nosso esporte atende a um público que ainda fica um pouco à margem do paradesporto", afirmou.


Já o vice do Rio Quad, Ricardo Prates (cadeirante), explicou sobre a importância do esporte na vida das pessoas com deficiência. "Como professor de educação física, considero fundamental o treinamento em Deodoro. Além disso, eu e o Jefferson fomos convidados para seminários sobre a inclusão de deficientes na sociedade em algumas faculdades. Nós falávamos também do rugby e do clube", verbalizou Ricardo, que participou ao lado de Jefferson Maia dos Jogos Mundiais de 2005, no Rio.

Moisés Santana, professor de Educação Física e fisioterapeuta, indicou o esporte a Prates, que acabou participando dos Jogos de 2005, como atleta e integrante da comissão técnica.

Um comentário:

Jefferson Maia disse...

Valeu demais Paulo,
reconheço que demorei para responder seu post sobre nosso evento, que está muito bom, mas agora venho felicitá-lo pela moral.
O blog está muito bom mesmo e passo sempre aqui p dar um confere.
P quem quiser ver outras informações sobre este evento e algumas fotos:
www.inclusivas.blogspot.com
seja lá e aqui a gente vai fazendo uma boa parceria informativa.
Abração a todos,
Jefferson Maia