segunda-feira, 28 de janeiro de 2008

Família Paraolímpica

São Bernardo do Campo, São Paulo – Ao lado de Daniel Dias, Andre Brasil (atleta do IBDD na classe S10) e Clodoaldo Silva (representante da SADEF-RN na classe S4) são os maiores expoentes da natação paraolímpica brasileira. Os dois protagonizaram um descontraído bate-papo no hotel de São Bernardo do Campo, em São Paulo, onde estava concentrada até domingo passado a Seleção da modalidade pré-convocada para os Jogos de Pequim. Nessa animada conversa, a dupla mostrou seus objetivos para 2008. Além disso, os atletas são praticamente da mesma família, pois Dona Tânia, mãe de Andre, e Dona Maria das Neves, mãe de Clodoaldo, são muito amigas.

Andre Brasil (IBDD) – Clodoaldo, fala um pouco dos seus objetivos para 2008.
Clodoaldo Silva (SADEF) – Quero participar de todas as etapas nacionais do Circuito e de outras competições internacionais. Espero encontrá-lo em Pequim.

CS – E quais são os seus objetivos para esse ano?
AB – Estou treinando muito para ser convocado oficialmente para a Paraolimpíada, em setembro. Estaremos juntos em várias competições nacionais. Tomara que nos encontremos fora do país.

CS – Sua família é do Rio de Janeiro. Como foi a mudança para São Paulo?
AB – A vida está muito agitada em São Paulo. Treino muito. Faço musculação três vezes por semana. Aumentei o ritmo dos treinos, que estão cada vez mais puxados. Tenho saudade da minha mãe (Tânia), do meu pai (Carlos) e do meu irmão de 16 anos, Felipe. Sou muito agarrado a eles. Porém, compreendo que o trabalho em São Paulo é o melhor possível. Essa distância da família é um dos fatores para me dedicar ainda mais. Os treinos e o esforço físico colaboram para que eu não fique pensando muito nisso.

AB – Clodoaldo, você também saiu de sua terra natal, o Rio Grande do Norte, para morar no Rio de Janeiro. Fale um pouco disto.
CS – Mudei para o Rio em 2006. É muito diferente você passar alguns dias no estado e voltar para a sua terra. Agora, moro no Rio. Ainda não superei a falta da família. Tenho saudade da minha mãe, Maria das Neves, dos meus quatro irmãos e do meu padrasto Geraldo. Mas tenho de passar por isso para crescer como atleta e homem. Assinei um contrato com um dos meus patrocinadores até 2010. Essa empresa, a Firjan, colabora com um projeto social que ajuda 600 crianças com deficiência a serem incluídas na sociedade através do esporte. Futuramente, elas terão auxílio para sua entrada no mercado de trabalho. Várias delas já conseguiram bolsas de seus colégios para a participação em eventos esportivos. Sou o padrinho deste projeto. Participei também, dessa vez junto com você, Andre Brasil, do Parapan Social.

AB – Eu me lembro bem. Foi muito bom ter participado disto. Porém, gostaria de voltar ao assunto da família. É muito complicado ficar longe. Não saber tudo que está acontecendo com a sua família. Tenho um irmão mais novo. Às vezes, preciso ser conselheiro e pai, mas não dá para fazer isso toda a hora porque obviamente estou em outro estado e viajo muito.

CS – É verdade. Eu, por exemplo, vou voltar a minha terra em 2010. Tenho de ficar perto dos meus entes queridos e dos meus amigos. Aliás, como vai a sua mãe?
AB – Ela vai bem. Acredito que estará em Pequim, com a sua. Nossas mães são muito amigas. Vamos marcar para as nossas famílias se encontrarem antes dos Jogos.

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