sábado, 19 de janeiro de 2008

ANTÔNIO TENÓRIO: O ÚNICO TRI

O único atleta tricampeão em Olimpíadas e Paraolimpíadas na história do esporte brasileiro. Esse é Antônio Tenório. Aos 13 anos, o judoca perdeu a visão do olho direito após ter sido atingido por uma semente de mamoneira vinda de um estilingue de uma criança. Aos 19, recebeu outro golpe da vida com o diagnóstico de uma inflamação alérgica que resultou no deslocamento da retina de seu olho esquerdo e, conseqüentemente, na cegueira completa. Porém, não se abalou. Contrário à idéia de que os deficientes são coitadinhos e grande defensor de seus direitos, lutou desde cedo contra as pedras no meio do caminho.

Em 1999, três anos depois de conquistar a medalha de ouro nos Jogos de Atlanta, procurou a superintendente do Instituto Brasileiro dos Direitos da Pessoa com Deficiência (IBDD), Teresa Costa d’Amaral, em busca de patrocínio. Ela o atendeu imediatamente. Ali começava uma parceria vitoriosa.

No ano seguinte, Tenório brilhava novamente em uma Paraolimpíada. Dessa vez, ele alcançou o título (o bicampeonato na competição) em Sidney, Austrália, na classe B1, categoria até 100 kg. Como lembram muito bem os jornalistas João Máximo e Rogério Daflon, no livro ‘Heroísmo sem limites’, o judoca igualava na oportunidade o feito do atleta Adhemar Ferreira da Silva, ouro no salto triplo em Helsinque-52 e Melbourne-56.

Porém, mesmo já com seu nome nas páginas e na história do esporte, muitas outras conquistas vieram. Antônio sagrou-se tricampeão paraolímpico em Atenas-2004, o único na história do Brasil, ao derrotar o chinês Ming-Run-Nen. Além disso, conquistou os títulos da Copa do Mundo, realizada no Brasil, em 2005, do Mundial da França-2006 e do Parapan do Rio-2007.
Aos 37 anos, nascido em São Bernardo do Campo-SP, Tenório explica o segredo de seu sucesso.
“Sinto-me um gigante representando o meu país. Treino cerca de seis horas por dia”, afirma.

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