quinta-feira, 31 de janeiro de 2008

PARABÉNS, CAMPEÃO!

Esse humilde blog homenageia o grande campeão das piscinas: Clodoaldo Silva! Ele é o nosso maior expoente da natação paraolímpica até o momento. O ‘Tubarão’ completa 29 anos nesta sexta-feira. Ele transformou-se em um exemplo para milhões de pessoas, um exemplo de superação. Um homem que venceu seus limites físicos e quebrou recordes no esporte e na vida.

Apesar de todos os triunfos na carreira, Clodoaldo quer mais, muito mais. “Estou me dedicando ao máximo nos treinos que poderão me levar a Pequim. Quero continuar representando o meu país”, disse Clodoaldo, em São Bernardo do Campo no período de treinamentos da equipe pré-convocada para os Jogos de Pequim-2008.

"Eu tive poucas oportunidades na vida, mas agarrei as que tive com unhas e dentes. Hoje sou reconhecido. Espero que o meu esforço possa servir de exemplo para as pessoas com ou sem deficiência que estão em casa, paradas. Se isso acontecer, minhas medalhas significarão muito mais", afirmou Clodoaldo ao seu site oficial, dando esperança a todos que querem mais da vida.


PARABÉNS, CAMPEÃO!

Perfil

Nascimento: 01/02/1979, em Natal, Rio Grande do Norte
Classe: S4
Deficiência: Paralisia Cerebral

Títulos internacionais

Ouro nos 50m e 100m livre, nos Jogos Mundiais da Nova Zelândia, em 1999; Prata nos 100m livre e nos revezamentos 4x50m livre e 4x50m medley e Bronze nos 50m livre, na Paraolimpíada de Sydney, em 2000; Ouro nos 50m costas, 50m e 100m livre e um Bronze no revezamento 4x100m livre, na Copa do Mundo para Paralisados Cerebrais, na Inglaterra, em 2001; Ouro nos 100m e 200m livre e Prata nos 150m medley e no revezamento 4x50m medley, no Mundial de Mar del Plata, em 2002; Ouro nos 50m, 100m e 200m livre, 150m medley e nos revezamentos 4x50m medley e 4x50m livre e Prata nos 50m costas, no Parapan-americano de Mar del Plata, em 2003; Ouro nos 50m, 100m e 200m livre, 150m medley, 50m borboleta e no revezamento 4x50m medley e Prata no revezamento 4x50m livre, nos Jogos Paraolímpicos de Atenas, em 2004.

Títulos no Circuito Loterias Caixa

1ª etapa (Belo Horizonte): Ouro nos 50m, 100m e 200m livre.
2ª etapa (Recife): Ouro nos 50m, 100m e 200m livre.
3ª etapa (Rio de Janeiro): Ouro nos 50m, 100m e 200m livre.
4ª etapa (Fortaleza): Ouro nos 50m, 100m e 200m livre.
5ª etapa (Porto Alegre): Clodoaldo estava na China recebendo o prêmio de melhor atleta paraolímpico do mundo, por sua participação na Paraolimpíada de Atenas.

Nome completo: Clodoaldo Francisco da Silva
Apelidos: Tubarão Paraolímpico

Altura: 1,75m
Peso: 66kg
Grau de instrução: 2º grau completo
Esporte que pratica: Natação P
rovas que disputa (especialidades): 50m, 100m e 200m livre, 150m medley, 50m costas, 50m borboleta e 50m peito. Classe S4
Nome do técnico: Carlos Paixão
Clube a que pertence: SADEF – SOCIEDADE AMIGOS DOS DEFICIENTES DO RIO GRANDE DO NORTE
Profissão: Atleta
Estado Civil: Solteiro
Idiomas que domina: Português e o básico de inglês e espanhol

Ídolos: Ayrton Senna."Eu tinha prazer de acordar cedo para vê-lo correr. Ele tinha uma dedicação e garra invejáveis. Também admiro muito a minha mãe, que foi minha mãe e meu pai ao mesmo tempo."

Infância: "Sou o caçula de todos os meus irmãos. A minha família é muito tranqüila. Como nunca houve tanta proteção da minha mãe comigo, virei a pessoa que eu sou hoje. Ela sempre me incentivou a lutar pelas coisas, tenho uma cabeça muito forte. Nunca cheguei a conhecer o meu pai de verdade. Até cheguei a vê-lo, aos cinco anos. Só fui revê-lo novamente aos 21 anos, quando eu estava no aeroporto embarcando para Sydney. No final de 2001, ele faleceu. Já a minha mãe é uma batalhadora, ela sempre lutou para conseguir nos sustentar. A minha família tem uma origem muito humilde. Eu não tinha nem televisão em casa. Tenho facilidade para ter amigos, sempre fui muito brincalhão e nunca tive dificuldades para mostrar que eu tenho capacidade para fazer as coisas."

Hobbies: "Gosto muito de assistir a bons filmes e de ir à praia."

Seleção de Futebol de Sete é pré-convocada para Pequim

A Seleção de Futebol de Sete foi pré-convocada para os Jogos Paraolímpicos de Pequim. O técnico Paulo Cruz contará com 18 atletas na primeira fase dos treinamentos, que será realizada entre os dias 20 e 24 de fevereiro no Rio de Janeiro. O Instituto Brasileiro dos Direitos da Pessoa com Deficiência (IBDD) é a base desta equipe, com seis atletas convocados: Zeca, Wânderson, Adriano Biggi, Antônio Marcos, Thiago Figueira e Zé Augusto.

Paulo Cruz chamou atletas que não participaram do Mundial da modalidade, mas que estavam em grandes conquistas da Seleção, como Fermiano Neto (ouro no Parapan do Rio-2007) e Marcos William (bronze em Sidney-2000 e prata em Atenas-2004).

O treinador cobrou empenho dos jogadores para que o Brasil possa garantir uma medalha em Pequim, pois a Seleção terminou na quarta posição no Mundial de Futebol de Sete, realizado em novembro no Rio. “A base deve ser mantida, mas quero compromisso. Tem de abraçar a causa. Vamos trabalhar na medida do possível, dentro de um padrão mínimo”, disse Paulo Cruz


Pré-convocados:

IBDD (6) – Zeca, Wânderson, Adriano Biggi, Antônio Marcos, Thiago Figueira e Zé Augusto

CAIRA (5) – Marcos (goleiro), Renato Lima, Fermiano Neto, Pedro Ramão e Luciano Rocha

ANDEF (4) – Leandro Marinho, Moisés (goleiro), Fabiano Bruzzi e Marcos William

CEMDEF (3) - Jean Rodrigues, Irineu Ferreira (goleiro) e Flávio Dino

quarta-feira, 30 de janeiro de 2008

RECORDE! Brasil tem 129 vagas garantidas em Pequim

O primeiro recorde do Brasil já foi alcançado antes mesmo do início dos Jogos Paraolímpicos. Até o momento já são 129 vagas em 15 modalidades (o programa da competição tem 20 modalidades), ou seja, a maior participação brasileira na história da Paraolimpíada.

Em Atenas, a delegação brasileira representou o país com 98 atletas em 13 modalidades, um grande avanço em relação aos Jogos de Sydney (64 atletas em nove modalidades).

“O crescimento do número de atletas já é superior a 30% e ainda temos possibilidades de qualificarmos atletas no Halterofilismo, Tênis em Cadeira de Rodas e Esgrima; bem como aumentarmos a nossa participação no Atletismo, Ciclismo, Natação e Tênis de Mesa. Devemos alcançar nossa meta de levar a Pequim uma delegação entre 140 e 150 atletas, em, pelo menos, 17 modalidades”, afirma o presidente do CPB, Vital Severino Neto.

A meta é colocar o Brasil em 12º lugar no quadro geral de medalhas.

Os Jogos Paraolímpicos de Pequim serão realizados de 6 a 17 de setembro de 2008, utilizando as mesmas instalações dos Jogos Olímpicos.

Atletismo
O Brasil conta com 17 vagas (mesmo número de Atenas) até o momento e deve aumentar esse número com o fechamento do ranking 2007. O número final de vagas deve ser anunciado até o dia 21 de março.

Basquete em cadeira de Rodas
As duas seleções, masculina e feminina, estão qualificadas, em um total de 24 atletas.

Bocha
O Brasil volta a participar da modalidade, com dois atletas, após um longo período ausente.

Ciclismo
Até agora, o Brasil dispõe de duas vagas masculinas e pode conquistar mais uma. O número final deve ser anunciado até o dia 21 de março.

Esgrima
O Brasil ainda busca sua vaga. O número final de atletas deve ser anunciado até o dia 21 de março.

Futebol de 5
Atual medalha de ouro, a Seleção Brasileira está qualificada.

Futebol de 7
A Seleção, medalha de prata em Atenas-2004, também está qualificada, em um total de 12 vagas.

Goalball
As duas seleções, masculina e feminina, se classificaram para os Jogos de Pequim. São 12 atletas nesse esporte.

Halterofilismo
O número final de vagas deve ser anunciado até o dia 21 de março. O Brasil ainda briga para ter um representante nessa modalidade.

Hipismo
O país qualificou uma equipe completa na modalidade: quatro atletas.

Judô
O Brasil contará em Pequim com uma delegação de sete judocas.

Natação
O Brasil já garantiu sete atletas em Pequim-2008, mas o número total de vagas é maior e deverá ser oficializado até 21 de março. A expectativa é pelo menos igualar as 21 vagas de Atenas.

Remo
Na estréia da modalidade em Jogos Paraolímpicos, o Brasil já classificou oito atletas em três embarcações no Mundial da Alemanha-2007.

Tênis em Cadeira de Rodas
O ranking internacional publicado no próximo dia 19 de maio será utilizado para decidir todas as vagas. O Brasil tem boas possibilidades no masculino e feminino.

Tênis de Mesa
Com o recorde de oito vagas confirmadas, o Brasil ainda pode qualificar mais atletas. O número final deve ser anunciado até o dia 21 de março.

Tiro esportivo
O Brasil já tem uma inédita vaga na modalidade e ainda luta por mais uma.

Vela
Pela primeira vez, o Brasil participará de uma edição de Jogos Paraolímpicos na modalidade, com uma embarcação e três atletas.

Vôlei sentado
A equipe masculina, de 12 atletas, garantiu sua participação em Pequim ao conquistar a medalha de ouro no Parapan Rio 2007.

segunda-feira, 28 de janeiro de 2008

Família Paraolímpica

São Bernardo do Campo, São Paulo – Ao lado de Daniel Dias, Andre Brasil (atleta do IBDD na classe S10) e Clodoaldo Silva (representante da SADEF-RN na classe S4) são os maiores expoentes da natação paraolímpica brasileira. Os dois protagonizaram um descontraído bate-papo no hotel de São Bernardo do Campo, em São Paulo, onde estava concentrada até domingo passado a Seleção da modalidade pré-convocada para os Jogos de Pequim. Nessa animada conversa, a dupla mostrou seus objetivos para 2008. Além disso, os atletas são praticamente da mesma família, pois Dona Tânia, mãe de Andre, e Dona Maria das Neves, mãe de Clodoaldo, são muito amigas.

Andre Brasil (IBDD) – Clodoaldo, fala um pouco dos seus objetivos para 2008.
Clodoaldo Silva (SADEF) – Quero participar de todas as etapas nacionais do Circuito e de outras competições internacionais. Espero encontrá-lo em Pequim.

CS – E quais são os seus objetivos para esse ano?
AB – Estou treinando muito para ser convocado oficialmente para a Paraolimpíada, em setembro. Estaremos juntos em várias competições nacionais. Tomara que nos encontremos fora do país.

CS – Sua família é do Rio de Janeiro. Como foi a mudança para São Paulo?
AB – A vida está muito agitada em São Paulo. Treino muito. Faço musculação três vezes por semana. Aumentei o ritmo dos treinos, que estão cada vez mais puxados. Tenho saudade da minha mãe (Tânia), do meu pai (Carlos) e do meu irmão de 16 anos, Felipe. Sou muito agarrado a eles. Porém, compreendo que o trabalho em São Paulo é o melhor possível. Essa distância da família é um dos fatores para me dedicar ainda mais. Os treinos e o esforço físico colaboram para que eu não fique pensando muito nisso.

AB – Clodoaldo, você também saiu de sua terra natal, o Rio Grande do Norte, para morar no Rio de Janeiro. Fale um pouco disto.
CS – Mudei para o Rio em 2006. É muito diferente você passar alguns dias no estado e voltar para a sua terra. Agora, moro no Rio. Ainda não superei a falta da família. Tenho saudade da minha mãe, Maria das Neves, dos meus quatro irmãos e do meu padrasto Geraldo. Mas tenho de passar por isso para crescer como atleta e homem. Assinei um contrato com um dos meus patrocinadores até 2010. Essa empresa, a Firjan, colabora com um projeto social que ajuda 600 crianças com deficiência a serem incluídas na sociedade através do esporte. Futuramente, elas terão auxílio para sua entrada no mercado de trabalho. Várias delas já conseguiram bolsas de seus colégios para a participação em eventos esportivos. Sou o padrinho deste projeto. Participei também, dessa vez junto com você, Andre Brasil, do Parapan Social.

AB – Eu me lembro bem. Foi muito bom ter participado disto. Porém, gostaria de voltar ao assunto da família. É muito complicado ficar longe. Não saber tudo que está acontecendo com a sua família. Tenho um irmão mais novo. Às vezes, preciso ser conselheiro e pai, mas não dá para fazer isso toda a hora porque obviamente estou em outro estado e viajo muito.

CS – É verdade. Eu, por exemplo, vou voltar a minha terra em 2010. Tenho de ficar perto dos meus entes queridos e dos meus amigos. Aliás, como vai a sua mãe?
AB – Ela vai bem. Acredito que estará em Pequim, com a sua. Nossas mães são muito amigas. Vamos marcar para as nossas famílias se encontrarem antes dos Jogos.

quinta-feira, 24 de janeiro de 2008

BRASIL ENFRENTA EUA NO BASQUETE DE CADEIRANTES EM PEQUIM

O Brasil evitou o Canadá, atual campeão mundial e bicampeão olímpico, no sorteio de grupos do torneio masculino de basquete em cadeira de rodas das Paraolimpíadas de Pequim, em setembro. A equipe verde-amarela, porém, vai pegar os Estados Unidos, tricampeões mundiais, ainda na primeira fase.
A equipe brasileira, medalha de bronze no Parapan do Rio de Janeiro, no ano passado, terá ainda Grã Bretanha, Austrália, China e Israel pela frente na fase classificatória, além dos EUA, campeões do Parapan.
Os australianos são os atuais vice-campeões paraolímpicos e conquistaram a medalha de ouro em Atlanta-1996. Já a Grã-Bretanha terminou à frente do Brasil na última edição das Paraolimpíadas e do Mundial da modalidade. Israel 10º no Mundial-2006, em que o Brasil foi 9º.
O outro grupo é liderado pelo Canadá, prata no Parapan do Rio, e tem ainda Alemanha, África do Sul, Japão, Suécia e Irã.
No feminino, o Brasil, quarto colocado do Parapan, acabou também no grupo dos Estados Unidos. O time terá ainda como rivais na fase de classificação Grã-Bretanha, Austrália e Alemanha. No outro grupo estão China, Canadá, Japão, México e Holanda.

Fonte: UOL ESPORTES

DANIEL DIAS CONQUISTA O MUNDO!

O supercampeão Daniel Dias, nadador paraolímpico da classe S5, foi indicado ao prêmio Laureus World Sports na categoria Melhor Desportista Deficiente por seu desempenho no Parapan-2007. Aos 19 anos, com má formação congênita nos braços e na perna direita, Daniel ganhou oito medalhas de ouro nas oito provas que disputou na competição. O atleta aprendeu a nadar aos 16 anos e já é recordista mundial nas provas de 200 metros medley, 200 metros nado livre e no revezamento 4x50 metros medley.

“Fico muito feliz de receber essa notícia. Nunca poderia imaginar uma indicação como essa quando comecei a nadar. E fico ainda mais honrado por estar representando meu país ao lado de atletas tão importantes como o Kaká e a Marta”, comemorou Daniel referindo-se à indicação dos jogadores de futebol que concorrem ao prêmio de Melhor Desportista do Ano.

Os vencedores de cada categoria serão conhecidos no próximo dia 18 de fevereiro no Mariinsky Concert Hall, em São Petesburgo, Rússia. A votação é feita por 43 personalidades do esporte. O prêmio Laureus World Sports é entregue desde 2000 e desde 2002 um brasileiro não era indicado.Além de Daniel Dias, outros quatro atletas foram indicados na categoria Melhor Desportista do Ano Portador de Deficiência: Darren Kenny, do Reino Unido (duas medalhas de ouro e duas de bronze no Campeonato Mundial de Paraciclismo); Sarah Storey, também do Reino Unido ( duas medalhas de ouro em ciclismo na Copa do Mundo Paraolímpica em Manchester); Michael Teuber, Alemanha (ouro pela terceira vez no Campeonato Mundial Paraolímpico em perseguição individual); e Esther Vergeer, da Holanda (jogador de tênis em cadeira de rodas, invicto há quatro anos).


DANIEL DIAS – Incentivado pelo pai, o atleta de 19 anos descobriu a natação como esporte há três anos. A má formação congênita dos membros superiores e da perna direita não impediu que esse mineiro, radicado em São Paulo, se tornasse um campeão. Atualmente, Daniel é o atual recordista mundial nas provas de 200 metros medley, 200 metros nado livre e no revezamento 4x50 metros medley.
“A performance que o Daniel vem tendo nesse curto espaço de tempo desde que descobriu o esporte paraolímpico e a sua atuação no ano de 2007 o credenciam para essa indicação. O CPB se sente muito feliz e orgulhoso de ter um atleta brasileiro indicado ao Laureus”, disse Vital Severino Neto, presidente do Comitê Paraolímpico Brasileiro, instituição patrocinada pela CAIXA desde 2004.

sábado, 19 de janeiro de 2008

ANTÔNIO TENÓRIO: O ÚNICO TRI

O único atleta tricampeão em Olimpíadas e Paraolimpíadas na história do esporte brasileiro. Esse é Antônio Tenório. Aos 13 anos, o judoca perdeu a visão do olho direito após ter sido atingido por uma semente de mamoneira vinda de um estilingue de uma criança. Aos 19, recebeu outro golpe da vida com o diagnóstico de uma inflamação alérgica que resultou no deslocamento da retina de seu olho esquerdo e, conseqüentemente, na cegueira completa. Porém, não se abalou. Contrário à idéia de que os deficientes são coitadinhos e grande defensor de seus direitos, lutou desde cedo contra as pedras no meio do caminho.

Em 1999, três anos depois de conquistar a medalha de ouro nos Jogos de Atlanta, procurou a superintendente do Instituto Brasileiro dos Direitos da Pessoa com Deficiência (IBDD), Teresa Costa d’Amaral, em busca de patrocínio. Ela o atendeu imediatamente. Ali começava uma parceria vitoriosa.

No ano seguinte, Tenório brilhava novamente em uma Paraolimpíada. Dessa vez, ele alcançou o título (o bicampeonato na competição) em Sidney, Austrália, na classe B1, categoria até 100 kg. Como lembram muito bem os jornalistas João Máximo e Rogério Daflon, no livro ‘Heroísmo sem limites’, o judoca igualava na oportunidade o feito do atleta Adhemar Ferreira da Silva, ouro no salto triplo em Helsinque-52 e Melbourne-56.

Porém, mesmo já com seu nome nas páginas e na história do esporte, muitas outras conquistas vieram. Antônio sagrou-se tricampeão paraolímpico em Atenas-2004, o único na história do Brasil, ao derrotar o chinês Ming-Run-Nen. Além disso, conquistou os títulos da Copa do Mundo, realizada no Brasil, em 2005, do Mundial da França-2006 e do Parapan do Rio-2007.
Aos 37 anos, nascido em São Bernardo do Campo-SP, Tenório explica o segredo de seu sucesso.
“Sinto-me um gigante representando o meu país. Treino cerca de seis horas por dia”, afirma.

segunda-feira, 7 de janeiro de 2008

NATAÇÃO DE OURO EM PEQUIM

O Brasil tem muitas chances de ter um ano excelente nos esportes paraolímpicos. Pequim pode ser o palco das conquistas de atletas como os nadadores Daniel Dias (categoria S5), André Brasil (S10) e Edênia Garcia (S4).
Daniel Dias foi o atleta paraolímpico do ano, ao lado da remadora Cláudia dos Santos (campeã da modalidade Skiff Simples no Mundial de Remo Adaptável na Alemanha no ano passado). Daniel conquistou oito medalhas de ouro nos Jogos Parapan-americanos do Rio e foi o primeiro no ranking do Circuito Brasil Paraolímpico Caixa.
Outra nadadora de grande valor é Edênia Garcia. Nascida na cidade de Crato, Ceará, foi uma das atrações do Meeting de Natação no dia 15 de dezembro, realizado no Parque Aquático Maria Lenk, no Rio. A jovem atleta, de 20 anos, é uma das revelações da modalidade no mundo na categoria S4. Aos 14 anos, em um Pré-Mundial disputado em Mar del Plata, na Argentina, na sua estréia em competições internacionais, conquistou quatro ouros e um bronze. No Mundial de 2006, na África do Sul, a fantástica Edênia levou o ouro nos 50m costas e nos 50m livre.
Aliás, nessa modalidade, não podemos esquecer de uma bela geração que tem tudo para brilhar, liderada por Valéria Lira, de apenas 14 anos (três medalhas de ouro no Mundial de Taiwan, em 2007).
Essa garotada se constitui de verdadeiros fenômenos como Gabriela Cantagallo (S9), Ana Clara Cruz (S6) e Ana Raquel (S10). Todas são meninas brilhantes entre 15 e 16 anos.
Com apenas 16 anos, Ana Cláudia Cruz é um das futuras estrelas da natação brasileira. Ela estava na equipe que conquistou a medalha de bronze no revezamento 4 x 100m livre no Parapan. Ainda foi um dos destaques do Circuito Brasil Paraolímpico. Ana Clara também fez parte da 'seleção' que conquistou o bronze no revezamento 4x50m livre no Mundial de 2006, na África do Sul.
Até no esqui o Brasil pode brilhar em 2008. Marcos Lima será o seu primeiro atleta cego. Ele está na Bélgica e vai participar de uma oficina. Marcos até criou um blog para registrar diariamente suas aventuras na neve ( www.esqui.urece.org.br).