sexta-feira, 28 de dezembro de 2007

O PRIMEIRO ESQUIADOR CEGO DO BRASIL

O vice-presidente da Urece, Marcos Henrique Lima, embarcou na última quinta-feira (27/12) para mais um desafio paraolímpico. Ele participará de uma oficina de esqui voltada para pessoas com deficiência na República Tcheca a partir do dia 20 de janeiro.
Quem viabilizou a participação de Marcos Lima nessa ambiciosa empreitada foi o gerente de projetos da própria Urece, o jovem professor de educação física Gabriel Mayr, que atualmente faz mestrado na área de esportes para pessoas com deficiência, em universidades da Bélgica e da República Tcheca. "Será um projeto inovador e isso é muito bom,porque estamos entrando em um mercado novo, abrindo possibilidades infinitas", explica Gabriel.

O esqui é a única modalidade para deficientes visuais que consta do programa das Paraolimpíadas de Inverno. Até hoje, nenhum atleta brasileiro participou deste evento, de modo que o maior objetivo do projeto da Urece é dar o primeiro passo nessa direção. "Não sei se eu vou me tornar o primeiro brasileiro a participar de uma Paraolimpíada de Inverno, mas alguém precisava dar o primeiro passo e a Urece está fazendo isso" conta Marcos.

Sem nenhuma experiência com o esqui, Marcos está confiante. "Sei que no início tomarei alguns tombos, mas cair faz parte do jogo. O importante é passar por cima das dificuldades iniciais e tirar o maior proveito possível de tudo."
A experiência será registrada em vídeo. O objetivo da Urece é fazer um documentário sobre o primeiro cego brasileiro a esquiar. Para isso, Thaís Castro também teve suas despesas de viagem pagas pelos parceiros da Urece. "Nada mais apropriado do que um esporte considerado radical como o esqui para mostrar que o deficiente visual é um atleta como qualquer outro, sujeito a falhas e acertos", afirma a videasta.

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