terça-feira, 11 de dezembro de 2007

ATLETA SUSPENSO POR DOPING ALEGA INOCÊNCIA

Medalha de prata no Parapan do Rio-2007, o atleta de halterofilismo paraolímpico José Ricardo da Silva, suspenso por um ano pelo Comitê Internacional por doping, alegou inocência em entrevista ao jornal “Folha de São Paulo”. Segundo ele, não sabia da existência da sibutramina, substância proibida pelo Código Mundial Antidoping, indicada no tratamento para emagrecer.

”Tomei sem saber. Não tinha nada na bula”, disse o atleta, que deve processar, por danos morais, o laboratório Integralmédica. A substância foi encontrada no exame do dia 5 de agosto, durante o Parapan. O estimulante se encontra na lista de substâncias proibidas pelo Código Mundial Antidoping.

Há seis meses, a empresa que fabrica o remédio foi interditada por estar produzindo e comercializando um produto com base na sibutramina. A Anvisa permite o uso da substância somente em moderadores de apetite. Segundo o Secretário Geral do Comitê Paraolímpico Brasileiro, Andrew Parsons, este é apenas o terceiro caso de doping da história envolvendo um brasileiro.

José Ricardo é amputado da perna direita abaixo do joelho.

Atleta brasileiro punido por doping pelo Comitê Paraolímpico Internacional

O Comitê Paraolímpico Internacional (IPC) anunciou nesta segunda-feira a suspensão por um ano do halterofilista paraolímpico José Ricardo Silva. Em teste realizado durante os Jogos Parapan-americanos Rio 2007, o resultado deu positivo para a substância Sibutramina, proibida pelo Código Mundial Antidoping do IPC e da Agência Mundial (WADA).

De acordo com o Artigo 3.1 do Código Antidoping do IPC, é dever pessoal de cada atleta garantir que nenhuma substância proibida entre em seu corpo. Além disso, cada atleta é responsável por substâncias proibidas encontradas seu corpo, não importando como foi ingerida. A suspensão teve início no dia 15 de agosto de 2007, data da violação.

"Lamentamos profundamente tal fato. O Comitê Paraolímpico Brasileiro (CPB) repudia veementemente a prática de doping e está empenhado em banir esta prática do meio esportivo paraolímpico brasileiro", disse o presidente do CPB, Vital Severino Neto.

"Agimos na educação e na prevenção, com testes e publicações de livretos explicativos e palestras. Vamos aumentar os testes de atletas em nossas competições. Além disso, todos os atletas integrantes da delegação brasileira que participará dos Jogos Paraolímpicos de Pequim, no ano que vem, serão testados, inclusive com teste-surpresa fora de competição", disse Andrew Parsons, Secretário Geral do CPB e membro da Comissão de Controle de Dopagem da organização.

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