terça-feira, 2 de outubro de 2007

Que viva a Seleção!

O sonho não se realizou. As alemãs venceram as guerreiras brasileiras por 2 a 0 na final da Copa do Mundo de Futebol Feminino, na China, e conquistaram o título. Mas a Seleção conquistou o coração de todos os torcedores. A atleta Marleide Maria da Silva, primeira deficiente visual a disputar o Troféu Brasil de Triathlon, e a jogadora Andréia Paiva, do clube Parque do Flamengo, afirmaram que Marta, Daniela Alves & Cia serão sempre as campeãs na mente dos fãs do futebol-arte.

Após o jogo, a triatleta Marleide da Silva exaltou a força da mulher no esporte. “Apesar da falta de incentivo e apoio, elas provaram que somos capazes. Foram maravilhosas”, disse Marleide, que jogou futebol até os 19 anos no Caraibeiras Futebol Clube, de Pernambuco.

Já Andréia Paiva, de 25 anos, jogadora de futebol, rasgou elogios às meninas. “Elas estão de parabéns. A Marta é um ser humano e pode errar. Elas tiveram uma bela participação. A Seleção precisa fazer amistosos com países como Alemanha e Noruega constantemente. A criação da Copa do Brasil ajudaria. Existem garotas de 14 a 17 anos no nosso território que são craques. Precisamos achar esses valores”, disse a esportista, que é fã de Daniela Alves, Maicon e Roseli, esta última não está no grupo atual, mas foi uma das grandes craques da geração passada da modalidade.

Segundo Andréia, a falta de estrutura e patrocínio é ruim para o Futebol Feminino. “As iniciativas são isoladas. Nós temos de correr atrás de campeonatos. Para participarmos de um torneio de Futebol de Praia, desembolsamos R$ 450. A situação é difícil”, revelou a jogadora do Parque do Flamengo, time formado há sete anos, que se reveza entre treinos nos campos do Aterro e na praia do Flamengo.

“Já tivemos de improvisar traves de madeira no campo do Aterro do Flamengo para o time treinar, já que não existiam balizas de ferro”, afirmou a jogadora, que ainda contou que, nesse dia fatídico, quem ajudou a solucionar o problema foi um ambulante. “Os campos precisam de manutenção. Uma mulher pode machucar o joelho naquele gramado ruim. Solicitamos à administração uma solução”, disse.

Além disso, não existe um campeonato regular e os grandes clubes não parecem se interessar. “Os times de futebol não têm dinheiro, patrocínio e apoio para amistosos. Os grandes clubes também não demonstravam muito interesse. Treinei em um deles e vi o descaso dos dirigentes e da comissão técnica”, verbalizou.
Apesar dos empecilhos, ela concorda que existem pessoas lutando pelo desenvolvimento da modalidade. “Um fisioterapeuta é uma espécie de colaborador do nosso time. Além disso, todos os campeonatos de Futebol Feminino lotam. O público já aceitou mulheres que jogam bola. Tem gente que até brinca dizendo que os homens tinham de aprender com o sexo feminino”, finalizou Andréia Paiva, que atua de apoiadora em seu time.


Campeão do Parapan apóia Seleção Feminina de Futebol


'Elas já são as campeãs'. Com essa frase, Leandro Marinho, o melhor jogador do mundo de Futebol de Sete, mostrou que as mulheres da Seleção de Futebol já conquistaram o coração do país independentemente do resultado do jogo contra a Alemanha na final da Copa do Mundo, na China.

"Sem nenhuma demagogia, elas já são as campeãs para mim. As jogadoras são exemplo para todos. O Brasil deve se espelhar nelas. Por tudo que superaram, merecem esse título", disse o craque do Futebol de Sete.

Leandro Marinho fez questão de demonstrar todo o seu orgulho e admiração pelas meninas. "Dá gosto de vê-las jogar. Como não acompanhei muito a geração do Zico, eu me inspiro nelas. Elas vão conseguir mais apoio e patrocínio", afirmou o camisa 3 da Seleção que conquistou a medalha de ouro no Parapan.

O atleta tem um carinho especial pela apoiadora Daniela Alves. "A Marta é a estrela. A Cristiane, a Maicon e a Formiga também jogam muito, mas não esqueço do encontro que tive com a Daniela Alves em San Diego, Estados Unidos. Parabéns para todas as jogadoras e para a comissão técnica", concluiu o craque.

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