sexta-feira, 28 de dezembro de 2007

O PRIMEIRO ESQUIADOR CEGO DO BRASIL

O vice-presidente da Urece, Marcos Henrique Lima, embarcou na última quinta-feira (27/12) para mais um desafio paraolímpico. Ele participará de uma oficina de esqui voltada para pessoas com deficiência na República Tcheca a partir do dia 20 de janeiro.
Quem viabilizou a participação de Marcos Lima nessa ambiciosa empreitada foi o gerente de projetos da própria Urece, o jovem professor de educação física Gabriel Mayr, que atualmente faz mestrado na área de esportes para pessoas com deficiência, em universidades da Bélgica e da República Tcheca. "Será um projeto inovador e isso é muito bom,porque estamos entrando em um mercado novo, abrindo possibilidades infinitas", explica Gabriel.

O esqui é a única modalidade para deficientes visuais que consta do programa das Paraolimpíadas de Inverno. Até hoje, nenhum atleta brasileiro participou deste evento, de modo que o maior objetivo do projeto da Urece é dar o primeiro passo nessa direção. "Não sei se eu vou me tornar o primeiro brasileiro a participar de uma Paraolimpíada de Inverno, mas alguém precisava dar o primeiro passo e a Urece está fazendo isso" conta Marcos.

Sem nenhuma experiência com o esqui, Marcos está confiante. "Sei que no início tomarei alguns tombos, mas cair faz parte do jogo. O importante é passar por cima das dificuldades iniciais e tirar o maior proveito possível de tudo."
A experiência será registrada em vídeo. O objetivo da Urece é fazer um documentário sobre o primeiro cego brasileiro a esquiar. Para isso, Thaís Castro também teve suas despesas de viagem pagas pelos parceiros da Urece. "Nada mais apropriado do que um esporte considerado radical como o esqui para mostrar que o deficiente visual é um atleta como qualquer outro, sujeito a falhas e acertos", afirma a videasta.

terça-feira, 18 de dezembro de 2007

Coragem e superação no Prêmio BRASIL OLÍMPICO 2007

Paulo Vitor Ferreira

O nadador Daniel Dias e a remadora Cláudia dos Santos brilharam no Prêmio Brasil Olímpico, na segunda-feira à noite, no 'Theatro Municipal', no Rio. Eles foram escolhidos os melhores atletas paraolímpicos do ano. Daniel conquistou oito medalhas de ouro nos Jogos Parapan-Americanos do Rio e conseguiu o primeiro lugar do ranking do Circuito Brasil CAIXA. Cláudia alcançou uma marca histórica no esporte do país: a primeira medalha de ouro do remo em um Mundial. A atleta venceu a principal competição do Remo Adaptável em Munique, na Alemanha.

Portador de má formação congênita, Daniel mostrou toda a sua simpatia e alegria ao falar sobre seus feitos. “Quando levei meu primeiro ouro no Parapan, não esperava esse sucesso todo. Foi o melhor ano da minha vida”, disse o nadador da categoria S5, de apenas 19 anos, com apenas três de natação.

Ele falou também da cobrança que terá de conviver no período dos Jogos de Pequim-2008. “Não sei se vou repetir o sucesso do Parapan. Tenho de treinar muito para não ser superado pelos meus concorrentes espanhóis, como Sebastian Rodrigues”, afirmou o garoto de Bragança Paulista, que superou esse nadador ao levar o ouro e bater o recorde mundial nos 200m medley no Meeting Internacional, realizado no dia 15 no Parque Aquático Maria Lenk, também no Rio.

A mulher-coragem
Muito aplaudida pelos jornalistas na área de imprensa do 'Theatro Municipal', a remadora Cláudia dos Santos preferiu citar a frase de um grande amigo. “Um pouco de coragem substitui um monte de sorte.” Sábias palavras da atleta que perdeu a perna direita após ser atropelada em 2000 e ficar quase um ano sem andar.

Cláudia é outro exemplo impressionante de superação. Ela fazia natação (aliás, ainda participa do Circuito Brasileiro nessa modalidade) e só começou a competir no remo há dez meses, mas já é a melhor do mundo na modalidade skiff simples. “Confesso que fiquei muito emocionada e chorei ao receber a notícia de que tinha conquistado o Prêmio Brasil Olímpico. Eu não esperava. Tudo está acontecendo muito rápido na minha vida. O ano fechou com mais um ouro para mim”, comemorou Cláudia.

O 'Theatro Municipal' foi palco de um espetáculo que mostrou-se tão emocionante quanto uma ópera ou um concerto das ‘Bachianas Brasileiras Nº 5’, de Heitor Villa-Lobos.

segunda-feira, 17 de dezembro de 2007

Célio de Barros é o palco do último dia de Meeting

Lídia Azevedo

Terminou neste domingo o segundo e último dia do Meeting Internacional Paraolímpico da Caixa. As provas de atletismo foram realizadas no Estádio Célio de Barros e contaram com a participação de 33 brasileiros, em 13 provas. O resultado: 20 medalhas colocadas no peito dos brasileiros. Destaque para os atletas Felipe de Souza Gomes, Terezinha Guilhermina, Antonio Delfino de Souza e Leonardo Amancio que chegaram em primeiro lugar.

Mas os bons resultados não ficaram somente com os atletas nacionais, duas estrangeiras se destacaram ao quebrarem os recordes mundiais de suas respectivas categorias. A atleta da Lituânia de Lançamento de Dardos, Ramune Adomaitiene, fez a marca de 33m78cm, superando o recorde da australiana Katrina Webb, que era de 28m47cm. Outra que bateu o recorde em terras brasileira foi a búlgara Stela Eneva, no Lançamento de Disco. Aliás, ela superou a própria marca ao fazer 33m99cm.

Antonio de Souza e Terezinha Guilhermina confirmaram o favoritismo e venceram as provas de 400m Masculino - T46 e 100m Feminino T11, respectivamente. Para ele, não teve maneira melhor de terminar a temporada.

"Um evento como esse para fechar o ano é sensacional. Estava a um ano praticamente sem correr os 400m, que é a minha especialidade e consegui essa vitória", disse Antonio, que já está com a cabeça em Pequim.

"Ainda não sei se vou ter natal e ano novo, quando chegar em Brasília conversarei com meu técnico e decidiremos. O meu objetivo é conseguir vaga para os 100, 200 e 400m nas Paraolimpíadas do ano que vem, vou treinar para isso".

Leonardo Amâncio, Lançamento de Disco Masculino - F57/58, ficou surpreso com o resultado, já que o trabalho que vem fazendo agora no final do ano não é tão pesado, e ele confessou não estar na sua melhor forma.


"Para quem começou a fazer o trabalho de base visando ao próximo ano, esse resultado foi ótimo", disse o atleta, que completou, "Participar de uma competição como essa, no período de preparação, é muito bom para saber como estamos".

A "zebra" ficou para a prova dos 100m T11, vencida pelo carioca Felipe de Souza, que superou o recordista Lucas Prado, que chegou em segundo lugar.

"Eu estou treinando já pensando no ano que vem, não sabia como estavam os meus adversários, como eles estavam se preparando, e foi muito bom chegar na frente do primeiro do mundo (Lucas Prado). Esse resultado me dá mais motivação para treinar e continuar a fazer bons resultados", comentou Felipe, que era só felicidade.

"A idéia era conquistar a medalha nos Parapan, mas infelizmente não deu. Agora é curtir essa conquista com a minha família que me dá muito apoio".

terça-feira, 11 de dezembro de 2007

ATLETA SUSPENSO POR DOPING ALEGA INOCÊNCIA

Medalha de prata no Parapan do Rio-2007, o atleta de halterofilismo paraolímpico José Ricardo da Silva, suspenso por um ano pelo Comitê Internacional por doping, alegou inocência em entrevista ao jornal “Folha de São Paulo”. Segundo ele, não sabia da existência da sibutramina, substância proibida pelo Código Mundial Antidoping, indicada no tratamento para emagrecer.

”Tomei sem saber. Não tinha nada na bula”, disse o atleta, que deve processar, por danos morais, o laboratório Integralmédica. A substância foi encontrada no exame do dia 5 de agosto, durante o Parapan. O estimulante se encontra na lista de substâncias proibidas pelo Código Mundial Antidoping.

Há seis meses, a empresa que fabrica o remédio foi interditada por estar produzindo e comercializando um produto com base na sibutramina. A Anvisa permite o uso da substância somente em moderadores de apetite. Segundo o Secretário Geral do Comitê Paraolímpico Brasileiro, Andrew Parsons, este é apenas o terceiro caso de doping da história envolvendo um brasileiro.

José Ricardo é amputado da perna direita abaixo do joelho.

Atleta brasileiro punido por doping pelo Comitê Paraolímpico Internacional

O Comitê Paraolímpico Internacional (IPC) anunciou nesta segunda-feira a suspensão por um ano do halterofilista paraolímpico José Ricardo Silva. Em teste realizado durante os Jogos Parapan-americanos Rio 2007, o resultado deu positivo para a substância Sibutramina, proibida pelo Código Mundial Antidoping do IPC e da Agência Mundial (WADA).

De acordo com o Artigo 3.1 do Código Antidoping do IPC, é dever pessoal de cada atleta garantir que nenhuma substância proibida entre em seu corpo. Além disso, cada atleta é responsável por substâncias proibidas encontradas seu corpo, não importando como foi ingerida. A suspensão teve início no dia 15 de agosto de 2007, data da violação.

"Lamentamos profundamente tal fato. O Comitê Paraolímpico Brasileiro (CPB) repudia veementemente a prática de doping e está empenhado em banir esta prática do meio esportivo paraolímpico brasileiro", disse o presidente do CPB, Vital Severino Neto.

"Agimos na educação e na prevenção, com testes e publicações de livretos explicativos e palestras. Vamos aumentar os testes de atletas em nossas competições. Além disso, todos os atletas integrantes da delegação brasileira que participará dos Jogos Paraolímpicos de Pequim, no ano que vem, serão testados, inclusive com teste-surpresa fora de competição", disse Andrew Parsons, Secretário Geral do CPB e membro da Comissão de Controle de Dopagem da organização.

A PEQUENA NOTÁVEL DAS PISCINAS

Valéria Lira. Esse é mais um grande nome da nova geração da natação paraolímpica feminina. A precoce atleta de 14 anos surpreendeu Taiwan ao conquistar três medalhas de ouro no Mundial da modalidade nesse ano. Ela, Gabriela Cantagallo, Ana Clara Cruz e Ana Raquel comandam uma turma com idade para brilhar em três ou quatro Paraolimpíadas sem exageros.

A nadadora começou a competir com apenas dez anos. Na oportunidade, ela era a única portadora de deficiência entre as meninas. Valéria conquistou uma prata e dois bronzes no Parapan do Rio. Na última etapa do Circuito Brasileiro, em São Paulo, no Ibirapuera, levou cinco ouros.

A atleta conta algumas histórias interessantes sobre Taipé, em Taiwan, onde disputou o Mundial de Natação e Atletismo. "Eu odiei a comida de lá. Era muito ruim. Então, tive de comer vários sanduíches do Mc Donald´s", afirma Valéria.

Com tantos resultados impressionantes, seu maior sonho não poderia ser outro. A revelação da modalidade espera brilhar nos Jogos da China no ano que vem. "Meu sonho é conseguir a medalha de ouro nas Paraolimpíadas de Pequim-2008. Se Deus quiser, vou realizá-lo", diz a atleta.

segunda-feira, 3 de dezembro de 2007

CAMPEONATO BRASILEIRO PARAOLÍMPICO DE TÊNIS DE MESA

Neste fim de semana, Brasília sediou o Campeonato Brasileiro Paraolímpico de Tênis de Mesa, realizado pelo Comitê Paraolímpico Brasileiro. Participaram da competição 105 atletas de 13 estados e do Distrito Federal. O campeonato foi realizado com provas individual open, individual classes 1 a 10, feminino e masculino.

A partir de janeiro de 2008, o tênis de mesa paraolímpico ficará sob a responsabilidade da Confederação Brasileira de Tênis de Mesa. O presidente da entidade, Alaor Azevedo, acompanhou o campeonato. "Queremos usar nossa experiência com o tênis de mesa olímpico para dar aos atletas paraolímpicos as melhores condições de treinamento para Pequim", afirmou o presidente, destacando a inclusão de etapas paraolímpicas na Copa Brasil de tênis de mesa em 2008.

Resultados

Open andante masculino
1- Mario Ribeiro - RJ
2- Carlos Carbinatti - SP
3- Marcelo Kanegae - DF
Open andante feminino
1- Jane Karla Rodrigues - GO
2- Carollina Maldonado - SP
3- Gabriela Zugaib - SP
Open cadeirante masculino
1- Ezequiel Babes - PR
2- Lincoln de Souza Lacerda -GO
3- Carlos Araki - PR
Open cadeirante feminino
1- Rosangela Dalcin - PR
2- Auzeni Pereira - GO
3- Joyce de Oliveira - SP

Classe 1 masculino
1- Jose Roberto Gomes - MG
2- Marcilio Teixeira da Costa - GO
3- Ivanildo Pereira - PE

Classe 2 masculino
1- Iranildo Espindola - DF
2- Andre Bandeira - SP
3- Aloisio Alves - DF

Classe 3 masculino
1- Carlos Bueno - SP
2- Carlos Araki - PR
3- Cincler Trevisan - PR

Classe 4 masculino

1- Ezequiel Babes - PR
2- Lincoln de Souza Lacerda - GO
3- Ecildo Lopes - RN

Classe 5 masculino
1- Roberto Pereira Alves - GO
2- Fabio Carlos Vieira dos Santos - AM
3- James Cardoso Soares - AM

Classe 6 masculino
1- Eduardo Mattos - SP
2- Goutier Rodrigues - AM
3- Rauphe Galvão- MG

Classe 7 masculino
1- Cristovan Jacques - DF
2- Lucas Soares - SP
3- Josué Figueiredo - PE

Classe 8 masculino
1- Antonio Fernandes - RS
2- Mario Lucio Pires - DF
3- Gustavo Ribeiro - MG

Classe 9 masculino
1- Carlos Carbinatti - SP
2- Marcelo Kanegae - DF
3- Reginaldo Gomes - SP

Classe 10 masculino
1- Guilherme Ifanger - SP
2- Mario Ribeiro - RJ
3- Basilio Pereira - GO

Classe 2/3 feminino
1- Rosangela Dalcin - PR
2- Carla Maia - DF
3- Elza Aparecida Sá - GO

Classe 4 feminino
1- Joyce Oliveira - SP
2- Auzeni Pereira - GO
3- Renata Benevides - GO

Classe 5 feminino
1- Marli Santos - PR
2- Soraia Alvarenga - SP
3- Natalia Costa - DF

Classe 6/7 feminino
1- Dina Regina Abreu - SC
2- Simone Cordeira Vieira - DF
3- Rosmeire Albertoni - GO

Classe 8/9 feminino
1- Jane Karla Rodrigues - GO
2- Carollina Maldonado - SP
3- Gabriela Zugaib - SP

Classe 10 feminino
1- Elem Alves da Silva - AM
2- Antonilza Ricken - PR
3- Caroline Mendonça - SP

Sobre o tênis de mesa paraolímpico
Participam atletas homens e mulheres com paralisia cerebral, amputados e cadeirantes. As competições são divididas basicamente entre atletas andantes e atletas cadeirantes. Os jogos podem ser individuais, em dupla ou por equipes e as partidas consistem em uma melhor de cinco sets, sendo que cada um deles é disputado até que um dos jogadores atinja 11 pontos. Em caso de empate em 10 a 10, vence quem primeiro abrir dois pontos de vantagem. A raquete pode ser amarrada na mão do atleta. A instituição responsável pelo gererenciamento da modalidade é o Comitê Internacional de Tênis de Mesa Paraolímpico ( IPTTC ), com a supervisão da ITTF ( Federação Internacional de Tênis de Mesa ). As diferenças das regras são poucas para o tênis de mesa convencional e se fixam somente no saque para a categoria cadeirante. Os atletas são divididos em onze classes distintas. Mais uma vez, segue a lógica de que quanto maior o número da classe, menor é o comprometimento físico-motor do atleta.
I, II, III, IV, V – atletas cadeirantes
VI, VII, VIII,IX, X – atletas andantes
XI - atletas andantes com deficiência mental

FONTE: CPB

domingo, 2 de dezembro de 2007

EDÊNIA É UMA DAS ESTRELAS DO MEETING INTERNACIONAL DO RIO

Nascida em Crato, no Ceará, a nadadora Edênia Garcia será uma das grandes atrações do Meeting de Atletismo e Natação nos dias 15 e 16 deste mês, que será realizado no Parque Aquático Maria Lenk e no Ginásio Célio de Barros, no Rio. A jovem atleta, de 20 anos, é uma das grandes revelações da modalidade no mundo na categoria S4.

Aos 14, em um Pré-Mundial disputado em Mar del Plata, na Argentina, na sua estréia em competições internacionais, conquistou quatro ouros e um bronze. Aos 16, também em Mar del Plata, Edênia venceu quatro provas no Parapan: os 50, 100 e 200m livre e os 50m costas. Ela brilhou nos Jogos Paraolímpicos de Atenas-2004 ao conquistar a medalha de prata nos 50m costas.

No Mundial de 2006, na África do Sul, a fantástica Edênia levou o ouro nos 50m costas e 50m livre. Depois de um currículo desse nível, a torcida pode esperar um verdadeiro show de Edênia Garcia na piscina do Maria Lenk.

segunda-feira, 26 de novembro de 2007

CPB na Assembléia Geral do Comitê Internacional

O Comitê Paraolímpico Brasileiro participa esta semana da Assembléia Geral do Comitê Paraolímpico Internacional, em Seul, na Coréia do Sul. Estão presentes o presidente do Comitê Paraolímpico Brasileiro, Vital Severino Neto, como primeiro delegado oficial, e a assessora especial para Assuntos Institucionais do CPB, Ana Carla Thiago, como segundo delegado oficial.

A Assembléia Geral inclui conferências, workshops para discussão de temas como antidoping, esporte para jovens, Jogos Paraolímpicos, comunicação, entre outros assuntos de relevância para o desenvolvimento do esporte paraolímpico.

"Os Comitês Paraolímpicos recebem muita informação e têm a oportunidade de debate e troca de experiências, fundamentais para o seu planejamento a médio e longo prazos", explica o presidente Comitê Paraolímpico das Américas, Andrew Parsons, que também está em Seul.

O Comitê Executivo do IPC também se reuniu esta semana na Coréia do Sul para discutir temas como os Jogos Paraolímpicos de Pequim e os Jogos Paraolímpicos de Inverno de 2010, que acontecerão em Vancouver, no Canadá.O Comitê Executivo também decidiu as cidades-sedes dos Mundiais de Atletismo e Natação de 2010. A competição de atletismo será na Nova Zelândia e a de natação na Holanda.

terça-feira, 20 de novembro de 2007

BRASILEIRÃO DE BASQUETE EM CADEIRA DE RODAS NA ANDEF

A Série A do Campeonato Brasileiro de Basquete Masculino em Cadeira de Rodas começa nesta terça-feira, dia 20, nas instalações da Andef, em Niterói. A competição termina no dia 25 e conta com 12 equipes. O Grêmio Águias-SP é o atual campeão.

Travessia
O nadador Jean Dias, da categoria S6, vai participar da Travessia do Rio Negro, no Amazonas, dia 19 de dezembro.

sábado, 17 de novembro de 2007

ANDEF É CAMPEÃ DA SÉRIE B DO BRASILEIRO DE BASQUETE PARA CADEIRANTES

A Andef sagrou-se campeã da Série B do Campeonato Brasileiro de Basquete em Cadeira de Rodas ao vencer neste sábado, dia 17, a AMP-MG por 98 x 38 e está na elite da modalidade no ano que vem. O local de competições foi na própria Andef, em Niterói. A AMP-MG tinha vencido a ADEF-PA pelas semifinais. Já a ANDEF-RJ triunfou sobre a CEPE-SC pela mesma fase, realizada na sexta-feira passada, dia 16.

A Segunda Divisão contou com 12 clubes, divididos em três chaves. As equipes na Série B podem ser mistas, homens e mulheres jogando lado a lado, embora seja um torneio originalmente masculino.

O técnico da Andef, Itamar, falou da importância da cobertura da Série B. "Já é difícil conseguir patrocínio e apoio na Primeira Divisão. Imagina quando o clube não está na elite. A divulgação é fundamental. Estamos muito felizes com esse título em casa", disse o treinador campeão.

BRASIL PERDE O BRONZE NO MUNDIAL DE FUTEBOL DE SETE

Mais uma derrota do Brasil no Mundial de Futebol de Sete, para paralisados cerebrais. A Seleção perdeu a disputa do terceiro lugar para a atual campeã paraolímpica e européia Ucrânia por 2 a 0, ontem à tarde, no Complexo Esportivo de Deodoro, na Vila Militar do Rio. A Rússia sagrou-se campeã mundial ao triunfar sobre o Irã por 2 a 1.

A decepção com o resultado era algo bem nítido no tom de voz do capitão Leandro Marinho. "O Brasil lutou muito no jogo contra a Ucrânia, mas não deu. Ninguém entendeu nada após o apito final do árbitro. O Brasil teve várias oportunidades. Porém, o adversário também jogou com uma raça fora do comum", disse o zagueiro, que manteve a esperança em um resultado melhor nos Jogos Paraolímpicos de Pequim-2008. "Esse mesmo time conquistou a prata em Atenas-2004. Temos condições de conquistar o ouro em Pequim", afirmou.

sexta-feira, 16 de novembro de 2007

SÉRIE B DO CAMPEONATO BRASILEIRO DE BASQUETE EM CADEIRA DE RODAS ESTÁ NA RETA FINAL

A Série B do Campeonato Brasileiro de Basquete em Cadeira de Rodas começou na terça-feira, dia 13, e será decidida neste sábado, dia 17, às 18h. O local de competições fica na Andef, em Niterói. As semifinais são AMP-MG x ADEF-PA e ANDEF-RJ x CEPE-SC. Essas duas partidas serão realizadas nesta sexta-feira, dia 16. A Segunda Divisão contou com 12 clubes, divididos em três chaves. As equipes na Série B podem ser mistas, homens e mulheres jogando lado a lado, embora seja um torneio originalmente masculino. Confira abaixo, os resultados desde o primeiro dia.

GRUPO A – Andef (RJ), CEDE-PR, ACDDPD-SP, RS Paradesporto-RS
Grupo B – AMP-MG, ADM-PE, Gadecamp-SP e AADEF-ES
Grupo C – ADF-PA, CEPE-SC, ADEFU-MG e CAIRA-MS

Resultados
Dia 13, terça-feira
AMP-MG 61 x 39 Gadecamp-SP
Cepe-SC 34 x 41 ADF-PA
ADM-PE 59 x 34 AADEF-ES
CAIRA-MS 42 x 44 ADEFU-MG
ANDEF 68 x 22 ACDDPD
CEDE-PR 71 x 53 RS Paradesporto

Dia 14, quarta-feira
ADM-PE 39 x 60 Gadecamp-SP
CEPE-SC 43 x 33 Adefu-MG
ACDDPD-SP 52 x 33 CEDE-PR
ADF-PA 50 x 25 Caira-MS
ANDEF 88 x 21 RS Paradesporto
AMP – MG 83 x 33 AADEF-ES

Dia 15, quinta-feira
ADM-PE 46 x 62 AMP
RS Paradesporto 46 x 44 ACDDPD-SP
ANDEF-RJ 72 x 18 CEDE-PR
ADEFU-MG 24 x 47 ADF-PA
AADEF-ES 38 x 72 Gadecamp-SP
CEPE-SP 87 x 25 Caira-MS

Disputas do 9º ao 12º lugar, sexta-feira, dia 16
CEDE-PR x AADEF-ES
RS Paradesporto x Caira-MS

5º ao 8º lugar, sexta-feira, dia 16
Gadecamp-SP x Adefu-MG
ACDDPD-SP x ADM-PE

LUCAS PRADO É ELEITO O ATLETA DO MÊS PELO COMITÊ PARAOLÍMPICO INTERNACIONAL

Aos 22 anos, o velocista brasileiro Lucas Prado acaba de conquistar mais uma vitória: é o primeiro sul-americano a ser eleito o melhor atleta do mês pelo site do IPC, o Comitê Paraolímpico Internacional.
Dono de recordes mundiais nos 100m e 200m para velocistas cegos, Lucas Prado falou sobre a nova conquista. "Fico muito feliz com essa escolha. É uma honra ver meu esforço e as minhas conquistas serem reconhecidos. Esse ano foi bom, mas 2008 vai ser muito melhor", disse Lucas, que atualmente treina em Joinville (SC) com o técnico Amaury Veríssimo.

Lucas compete na classe T11, para cegos totais, e é especialista nas provas de 100m, 200m e 400m. Nos Jogos Parapan-americanos, mesmo com pequenas fraturas nos dois tornozelos causadas por estresse muscular, Lucas foi o mais rápido nas três provas, quebrando a marca parapan-americana nos 400m. Nos 100m e 200m, é dono das marcas mundiais, alcançadas duas semanas antes, no Mundial da Ibsa, realizado em São Paulo.

Lucas perdeu a visão em 2002 devido a um descolamento de retina e só conheceu o paradesporto em 2004. Passou pelo futebol de cinco e pelo goalball até descobrir o atletismo, em 2005, através da atleta Terezinha Guilhermina e do atleta-guia Chocolate.

Fonte: CPB

quinta-feira, 15 de novembro de 2007

BRASIL CAI DE PÉ NO MUNDIAL DE FUTEBOL DE SETE

“Não precisamos de mais nada”. Essa frase do zagueiro Bahman Ansari mostra bem o respeito dos iranianos pela Seleção Brasileira de Futebol de Sete, que foi eliminada nesta quinta-feira por estes adversários por 5 a 4 nas semifinais do Mundial da modalidade, no Complexo Esportivo de Deodoro. Luciano (dois) e Leandro Marinho (dois) marcaram os gols brasileiros. Agora, o Brasil disputa o terceiro lugar, no sábado, às 14h, contra a Ucrânia. O Irã enfrenta a Rússia na final.

“Esta foi a maior vitória da minha vida. Vou lembrar para sempre disso. Vencemos um grande time e na casa deles”, disse Bahman Ansari, aos prantos e agradecendo muito pela vitória, que não veio por acaso, segundo as informações do atleta. “O Governo do Irã dá muito apoio. Temos um campeonato regular com 16 clubes e 300 jogadores federados”, afirmou.

O técnico Paulo Cruz concordou que a infra-estrutura de países como Ucrânia (atual campeã mundial, paraolímpica e européia), Rússia (vice-campeã européia) e Irã (campeão asiático) é maior do que o Brasil. “As condições de trabalho desses países são melhores, mas nossos jogadores estão de parabéns”, disse.

Já o zagueiro Leandro Marinho reconheceu que o time não foi bem. "Eu errei algumas jogadas. Porém, sei que a comemoração dos iranianos após o apito final mostra o respeito deles pelo futebol brasileiro", afirmou o grande capitão.
O Brasil entrou em campo com Marcos, Jean, Leandro Marinho, Bruzzi, Zeca, Renato e Luciano. Substitutos: Wânderson e Pedro Índio.

quarta-feira, 14 de novembro de 2007

BRASIL ENFRENTA O IRÃ NAS SEMIFINAIS DO MUNDIAL DE FUTEBOL DE SETE

Um adversário complicado. Assim pode ser chamado o Irã, que enfrenta a Seleção Brasileira no Mundial de Futebol de Sete nesta quinta-feira, às 14h, no Complexo Esportivo de Deodoro, na Vila Militar do Rio, pelas semifinais da competição. O Brasil fez uma bela campanha até agora ao golear a Inglaterra (5 x 3), a África do Sul (13 x 0), a Austrália (5 x 0) e a Irlanda (5 x 0), mas jogará contra uma equipe mais forte.

O Irã foi campeão asiático, está classificado para as Paraolimpíadas e venceu a Escócia por 6 a 0 na fase anterior.

O técnico Paulo Cruz está com apenas uma dúvida para escalar todas as suas feras. Bruzzi e Wânderson disputam uma posição no meio-de-campo. Zeca pode voltar a jogar mais recuado, na proteção da defesa, onde brilhou contra a Irlanda. "Vou pensar um pouco. Os dois são ótimos jogadores", disse o treinador. Zeca pode voltar a jogar mais recuado, na proteção da defesa, onde brilhou contra a Irlanda.

Já o apoiador Flávio Dino foi reclassificado para a categoria 8 (menor comprometimento físico). Ele ficará na mesma classe de Leandro Marinho e Luciano Rocha. Pela regra da modalidade, apenas dois desses três podem estar em campo ao mesmo tempo.

O Brasil entra em campo com Marcos, Jean, Leandro Marinho, Zeca, Bruzzi (Wânderson), Renato Lima e Luciano Rocha.

OURO NO PARAPAN DE CICLISMO
O atleta brasileiro Soelito Ghor ficou com a medalha de ouro na prova de perseguição individual 4km, classe LC1, no Parapan-americano de Ciclismo, em Cali, na Colômbia. A competição é a última chance de conseguir vagas para o Brasil nas Paraolimpíadas de Pequim-2008. Ghor terminou a prova com 4min51s35, 11 segundos a menos do seu tempo no Mundial de Ciclismo, que aconteceu na França, em agosto deste ano, pulando do 8o lugar no Mundial para o 1o lugar. A prata ficou com o italiano Fabio Triboli e o bronze para o alemão Wolfgang Sacher.
"Já na classificatória, ele fez o melhor tempo surpreendendo os outros competidores.Na final ficou na frente do vice campeão mundial", explica Edilson Alves, diretor técnico do Comitê Paraolímpico Brasileiro e chefe da delegação na Colômbia.

Pela primeira vez participando de uma prova de pista, Rodrigo Mandetta, da classe Tandem, e seu piloto Helder Costa ficaram em 6o lugar, com o tempo de 1min12s87. O Parapan-americano de Ciclismo de Cali 2007 reúne 22 países.


Sobre o ciclismo paraolímpico
Competem no ciclismo paraolímpico atletas com paralisia cerebral, deficiência visual, amputações e lesões medulares em categorias feminina e masculina. O ciclismo apareceu nos Jogos Paraolímpicos em 1984, em Nova Iorque. O primeiro brasileiro a participar de uma competição paraolímpica na modalidade foi Rivaldo Martins, em Barcelona, 1992.

Classificação funcional:

Atletas com deficiência físico-motora:
LC 1: atletas com pequeno prejuízo em função da deficiência. Normalmente nos membros superiores.
LC 2: atletas com prejuízo físico em uma das pernas. Pode ser utilizada a prótese na competição.
LC 3: competidores pedalam com apenas uma perna e não podem utilizar próteses.
LC 4: categoria para atletas com o maior grau de deficiência. Normalmente atletas com amputação em membro superior e inferior.
Handbike: atletas paraplégicos que utilizam bicicleta especial, impulsionada com as mãos.
PC: Atletas com paralisia cerebral.


Tandem: para os ciclistas com deficiência visual. A bicicleta neste caso tem dois assentos e o atleta pedala com um piloto. Os dois devem pedalar em sintonia.

Para mais informações sobre acessibilidade e outros esportes paraolímpicos, acesse os sítios do IBDD (www.ibdd.org.br) e do Comitê Paraolímpico Brasileiro (www.cpb.org.br).

terça-feira, 13 de novembro de 2007

BRASIL GOLEIA A IRLANDA E ESTÁ NAS SEMIFINAIS DO MUNDIAL DE FUTEBOL DE SETE

"Estava passando por perto e vi um jogo de futebol. Resolvi assistir". O são-paulino Pedro Pereira, 26 anos, mostrou sinceridade ao falar que não sabia da existência do Mundial de Futebol de Sete, realizado no Complexo de Deodoro, mas deve ter saído muito feliz e com vontade de ver outros jogos da competição. E ontem foi um dia especial. A Seleção Brasileira comemorou os 27 anos de seu camisa 10, Renato Lima, com outra goleada: 5 a 0, gols de Zeca (2), Luciano Rocha (2) e Pedro Índio. Agora, o Brasil enfrenta o Irã, quinta-feira, dia 15, às 14h, no Complexo de Deodoro.

O atacante Zeca, do IBDD, destacou-se dos demais ao atuar mais recuado, roubando bolas e armando as jogadas da Seleção. Ele não escondeu a felicidade por sua atuação de gala. "Eu quero dedicar essa vitória ao meu filho Endrew, nascido há dez meses, e a minha mulher Aline. Estamos juntos há três anos", disse o polivante José Guimarães, mais conhecido como Zeca, que fez vários elogios ao seu preparador físico e auxiliar técnico Marcel Maciel. "Sem ele, não poderia evoluir no futebol. Maciel sempre trabalhou corretamente comigo. Ele também é do meu clube, o IBDD".

Maciel agradeceu às palavras do craque. "Nosso trabalho é esse. Temos um trabalho diferente para cada nível de comprometimento físico devido à Paralisia Cerebral. Para as duas classes menos comprometidas, a preparação é quase idêntica a de um jogador profissional convencional. Já as atividades com o Zeca e o goleiro reserva Moisés, que têm um pouquinho mais de comprometimento, são específicas. Eles fazem mais alongamento e bebem muito potássio", explicou o preparador físico.

O goleiro Marcos aproveitou para elogiar seus companheiros. "É a melhor seleção brasileira dos últimos anos", disse o camisa 1, com muito conhecimento de causa. O arqueiro está na Seleção desde as Paraolimpíadas de Atlanta-96 e conquistou o bronze em Sidney-2000 e a prata em Atenas-2004.

Festa e apreensão após o jogo

No vestiário, o grupo fez uma festa-surpresa para Renato Lima, com a presença de sua família. Ele não controlou a emoção e chorou um pouco. Tudo estava tranqüilo e alegre até a notícia de que o apoiador Flávio Dino Pereira terá de fazer uma reclassificação. Caso pule da categoria C7 (FT7) para a C8 (FT8), menos comprometida, não poderá mais atuar no Mundial. Pois o Brasil já chegou ao limite de jogadores da categoria: dois (o goleiro Marcos e o zagueiro Leandro Marinho).

Os comandados de Paulo Cruz entraram em campo com Marcos, Jean Rodrigues, Leandro Marinho, Fabiano Bruzzi, Zeca, Renato Lima e Luciano Rocha. Substitutos: Flávio Dino Pereira, Wânderson e Pedro Índio.

segunda-feira, 12 de novembro de 2007

BRASIL TEM NOVO DESAFIO NO MUNDIAL DE FUTEBOL DE SETE

Medalha de prata em Atenas-2004, a Seleção Brasileira de futebol de 7 confirmou presença nos Jogos Paraolímpicos de Pequim-2008. Mas mesmo com a vaga garantida, o Brasil lutará pelo inédito título no Mundial da modalidade. E joga as quartas-de-final contra a Irlanda, segunda colocada do grupo C, na terça-feira, às 10h30, no Complexo Esportivo de Deodoro, Vila Militar do Rio. A Ucrânia enfrenta a Inglaterra no mesmo dia, às 14h. Completam a rodada Irã x Escócia, às 9h, e Rússia x Holanda, às 16h. A Argentina, adversária brasileira na final do último Parapan-americano, perdeu para a Rússia por 5 a 0 e foi eliminada na primeira fase.

No Mundial, sete vagas ainda estão sendo disputadas para as Paraolimpíadas. Brasil, campeão parapan-americano, Ucrânia, campeã européia, e Irã, campeão asiático, confirmaram suas presenças nos Jogos de Pequim-2008, pois se classificaram entre as dez primeiras seleções da competição.
Comandada por Paulo Cruz, a Seleção Brasileira entra em campo com Marcos, Jean Rodrigues, Leandro Marinho, Fabiano Bruzzi, Renato Lima, Luciano Rocha e Zeca.





SELEÇÃO DÁ SHOW EM DEODORO

Mais um espetáculo. Pela terceira rodada do Mundial de Futebol de Sete, o Brasil goleou a Austrália por 5 a 0, gols de Luciano Rocha (2), Fabiano Bruzzi (2) e Zeca, nesta sexta-feira, dia 9, no Complexo de Deodoro. Desta forma, a Seleção Brasileira classificou-se como líder do Grupo B, com nove pontos. Agora, os craques tupiniquins esperam por seu adversário nas quartas-de-final, na terça-feira, às 10h30, dia do aniversário de Renato Lima.

O carinho da torcida e a presença da família incentivaram os jogadores. “É ótimo ver essa criançada pedindo autógrafo”, disse Leandro Marinho, que aprovou a alegria dos estudantes da Escola Municipal Sandro Moreyra (nome de um grande cronista esportivo) e de outros colégios, inclusive com a presença de alunos com deficiência. Leandro teve o apoio do filho Igor e de sua mulher Márcia na arquibancada.

Outro que adorou a tietagem infantil e a presença dos familiares foi Zeca. “Meu pai, Antônio Gonçalves, veio assistir ao jogo. Ele me deu apoio, desde quando comecei na escolinha de futebol do IBDD”, disse Zeca. O pai-coruja assinou embaixo as palavras do filho. “Ajudei-o a praticar esportes. Os próprios médicos recomendaram-lhe a prática.”
Comandado por Paulo Cruz, o Brasil entrou em campo com Marcos, Jean, Leandro Marinho, Fabiano Bruzzi, Luciano Rocha, Renato Lima e Zeca. Neste domingo, o Brasil enfrenta o Japão em amistoso preparatório para a fase final.

Jean aprova carinho da torcida
O zagueiro Jean também gostou de ver tanta criança pedindo autógrafo e a torcida aparecendo em maior número no Complexo Esportivo de Deodoro. “Estamos acostumados com torcida fora do país, mas isso vem mudando desde os Jogos Parapan-Americanos”, afirmou o camisa 2. Já Fabiano Bruzzi, o Bruzzi, espera que essa mesma torcida seja um fator de desequilíbrio contra os fortes adversários na fase final do Mundial. “O nosso sonho é o título da competição, que é inédito para o Brasil. Existem fortes adversários, como Ucrânia, Irã e outros, mas temos condições de conquistar o torneio”, disse o craque Fabiano Bruzzi, autor de dois gols.



BRASIL GOLEIA A AUSTRÁLIA NO MUNDIAL DE FUTEBOL DE SETE


Mais um espetáculo. Pela terceira rodada do Mundial de Futebol de Sete, o Brasil goleou a Austrália por 5 a 0, gols de Luciano Rocha (2), Fabiano Bruzzi (2) e Zeca, nesta sexta-feira, no Complexo Esportivo de Deodoro. Desta forma, a Seleção Brasileira classificou-se como líder do Grupo B, com nove pontos. Agora, os craques tupiniquins esperam ansiosamente por seu adversário nas quartas-de-final, terça-feira, às 10h30.

O carinho da torcida e a presença da família novamente incentivaram os jogadores. "É muito bom ver essa criançada pedindo autógrafo. As portas estão se abrindo para o esporte paraolímpico", disse um sorridente Leandro Marinho, que aprovou a alegria dos estudantes da Escola Municipal Sandro Moreyra (nome de um grande cronista esportivo) e de outros colégios, inclusive com a presença de alunos com deficiência. O craque Leandro teve o apoio de seu filho Igor e de sua mulher Márcia na arquibancada.

quarta-feira, 7 de novembro de 2007

GRITARIA NÃO EVITA GOLEADA HISTÓRICA

O Brasil goleou a África do Sul por 13 a 0, nesta quarta-feira, pela segunda rodada do Mundial de Futebol de Sete, realizado no Complexo Esportivo de Deodoro, no Rio. A Seleção Brasileira está na liderança do Grupo B, com seis pontos e 15 gols de saldo. No outro jogo, a Inglaterra derrotou a Austrália por 3 a 0. Flávio Pereira (3), Wânderson (3), Jean Rodrigues (2), Leandro Marinho, Luciano Rocha (2), Zeca e Renato Lima marcaram os gols do jogo. Com esse resultado, o Brasil está classificado para a Paraolimpíada de Pequim-2008.

A África do Sul não conseguiu evitar a goleada histórica. Não adiantou nem a gritaria de seu treinador Patrick Weels. Os comandados de Paulo Cruz arrasaram os adversários.

A torcida estava presente e até os familiares dos jogadores deram o ar de sua graça. A mulher do apoiador Renato Lima, Lídia, deu total apoio ao marido. "Nós nos conhecemos na Mangueira (morro do Rio). Atualmente, moramos em Mato Grosso do Sul. Sempre foi um grande marido", disse a apaixonada Lídia, que trouxe o pequeno filho do casal, Renato Lima Jr., de quatro anos.

O Brasil jogou com Marcos, Jean Rodrigues, Leandro Marinho, Luciano Rocha, Flávio Pereira, Renato Lima e Zeca. Entraram durante a partida Moisés, Pedro Gonçalves, Fábio e Wânderson. Fabiano Bruzzi contundiu o ombro direito e não esteve em campo nesta quarta-feira, mas retorna à equipe na sexta-feira, dia 9, contra a Austrália, no Complexo de Deodoro, às 14h.

Outros jogos de ontem: Holanda 2 x 0 Espanha, Inglaterra 3 x 0 Austrália e Irã 3 x 1 Estados Unidos

Jogos de hoje:
9h - Ucrânia x Japão
10h30 - Irlanda x Canadá
14h - Rússia x Escócia

Parapan de Ciclismo

A delegação brasileira de ciclismo embarca nesta quinta-feira, 8, para Cali, na Colômbia, onde será realizado o Parapan-americano de Ciclismo até o dia 18. Esta é a última chance para o Brasil conquistar uma vaga para os Jogos Paraolímpicos de Pequim-2008.

"Vamos brigar por duas vagas pelo menos. O nível da competição estará bem alto até pela presença dos países de fora das Américas, já que é uma competição aberta", explica o diretor técnico do Comitê Paraolímpico Brasileiro, Edilson Alves.

A delegação brasileira tem dez atletas e três pilotos, com destaque para Soelito Ghor (SC), Flaviano de Carvalho (MG) e Welington Antônio Cavalcante (ES), Rivaldo Gonçalves Martins e Rodrigo Feola, ambos de São Paulo.

segunda-feira, 5 de novembro de 2007

BRASIL VENCE A INGLATERRA NO MUNDIAL DE FUTEBOL DE SETE

A chuva não atrapalhou o espetáculo. O Brasil venceu a Inglaterra por 5 a 3, no Complexo Esportivo de Deodoro, no Rio, em partida válida pela primeira rodada do Mundial de Futebol de Sete. Fabiano Bruzzi, Luciano Rocha (2), Leandro Marinho e Zeca marcaram para o Brasil. A Inglaterra descontou com Barker, Hard e Fox. O próximo adversário será a África do Sul. O Brasil fecha sua participação na primeira fase contra a Austrália. Esses dois jogos serão na quarta-feira e na sexta-feira, no mesmo local, sempre às 14h.

A Seleção Brasileira luta pelo seu primeiro título na história da competição. Os campeões continentais (Brasil, Irã e Ucrânia) garantem vaga nos Jogos Paraolímpicos de Pequim se ficarem entre os dez primeiros desta edição.

Luciano Rocha foi o artilheiro da partida, com dois gols. "Foi o nosso primeiro jogo, mas foi muito bom. A equipe está forte e unida e isso foi só o começo", brincou o jogador que já foi artilheiro do campeonato Mundial Sub-17, em 1997 na Inglaterra, e do Parapan do Rio-2007 e espera repetir o feito aqui no Brasil.
O técnico Paulo Cruz colocou em campo Marcos, Jean, Leandro Marinho, Fabiano Bruzzi, Luciano Rocha, Renato Lima e Zeca.

Ainda pelo grupo do Brasil (o B), a Austrália goleou a África do Sul por 4 a 0.Nas outras partidas do dia, o Irã venceu a Espanha por 2 a 0 e a Holanda goleou os Estados Unidos por 3 a 0. Confira os jogos desta terça-feira, dia 6.

9h - Ucrânia x Canadá
10h30 - Irlanda x Japão
14h - Rússia x Escócia
16h - Argentina x China

Histórico do país
O Brasil é o atual campeão parapan-americano. Leandro Marinho comandou a goleada sobre a Argentina por 5 a 0. Naquela oportunidade, o escrete triunfou também sobre os Estados Unidos (7 a 0), Venezuela (15 a 1) e Canadá (7 a 0). O país foi medalha de prata em Atenas, Grécia-2004 e conquistou o bronze em Sidney, Austrália-2000.

Comunidade no Orkut tem mais de 100 pessoas
O Futebol de Sete possui uma comunidade grande para quem acha que a modalidade não é tão popular assim. Possui 108 membros até o momento em um site de relacionamentos. Chama-se Futebol de Paralisado Cerebral (http://www.orkut.com/Community.aspx?cmm=4972382) e traz até a convocação da Seleção Brasileira.
*CONVOCADOS com seus respectivos graus de deficiência (C5 a C8) e clubes (de acordo com a Comunidade Futebol de Paralisado Cerebral)
Goleiros:
Marcos (C7) - Caira (MS)
Moisés (C6) - Andef (RJ)

Jogadores de linha:
Leandro Marinho (C8) - Andef (RJ)
Jean Rodrigues (C7) - Caira (MS)
Fábio Ferreira (C7) - Caira (MS)
Luciano Rocha (C8) - CP Pantanal (MS)
Renato Lima (C7) - Caira (MS)
Zé Carlos (Zeca) (C6) - IBDD (RJ)
Flávio Dino (C7) - CP Pantanal (MS)
Pedro Gonçalves (C8) - Caira (MS)
Vânderson (C8) - IBDD (RJ)
Fabiano Bruzzi (C7) - Andef (RJ)
*Quanto maior o número, menor é o grau de comprometimento físico.


GRUPOS:
GRUPO A - Irã,Holanda, EUA e Espanha

GRUPO B - Brasil, Austrália, Inglaterra e África do Sul
GRUPO C - Ucrânia, Canadá, Irlanda e Japão
GRUPO D - Rússia, Argentina, Escócia e China

SOBRE O ESPORTE
:

São sete jogadores em campo, inclusive o goleiro, e mais cinco suplentes. A paralisia cerebral afeta a capacidade motora dos atletas. Porém, diferentemente dos deficientes mentais, eles não apresentam comprometimento cognitivo (intelectual). Os atletas são classificados em categorias de 5 a 8, dependendo do grau de dificuldade motora. Durante a partida, o time deve ter em campo, no máximo, dois atletas de classe 8 (menor comprometimento motor) e, no mínimo, um da classe 5 ou 6, aqueles com maior dificuldade de correr. Geralmente são esses atletas que ficam com a posição de goleiro. A dimensão do campo é de 75m x 55m. As traves são menores que as utilizadas no futebol convencional (2m de altura por 5m de largura).
O jogo tem duração de 60 minutos (dois tempos de 30) e segue as regras da FIFA com pequenas modificações. Não existe impedimento e o arremesso lateral pode ser feito com as duas mãos ou com uma só, rolando a bola no chão.

NATAÇÃO & Cia

ENTREVISTA COM GABRIELA CANTAGALLO
Continuando a série de reportagens sobre a renovação da natação paraolímpica brasileira, a entrevistada de hoje é a nadadora Gabriela Cantagalo, de apenas 15 anos. Ela, Ana Clara Cruz e Valéria Lira são as estrelas da nova geração da modalidade. Portadora de má formação congênita, Cantagallo brilha na categoria S9 e mostrou grandes resultados no Circuito Brasileiro.


Paulo Vitor - Como foi na última etapa do Circuito Brasileiro?
Gabriela Cantagallo - Eu só não fui muito bem na prova dos 100m costas. Na minha categoria, a S9, conquistei a medalha de ouro nos 100m peito, 100m livre e 50m livre e baixei os meus tempos dos Jogos Parapan-Americanos do Rio.

PV - Como foi no Parapan?
GC - Por ser a minha primeira competição internacional, acho que fui bem sim. A minha melhor prova foi os 100m peito. Fiquei em quarto lugar.

PV - O que acha do futuro da natação feminina? Você, a Ana Clara Cruz e a Valéria Lira são muito novas! A Ana é um pouquinho mais velha, com 16 anos.
GC - Acho que, em um futuro bem próximo, estaremos com uma equipe mais forte.

PV - Você e a Valéria Lira têm 15 anos? Iniciaram a carreira muito cedo.

GC - Com 5 aninhos, já freqüentava a academia. Depois, comecei a nadar em Guarulhos em um centro esportivo. Esperei um tempinho e passei pra turma de treinamento. Aí, a minha tecnica Elizabete Pinto Barbosa começou a levar-me para as competições. Eu competia em torneios com nadadores sem deficiência. Iniciei no esporte paraolímpico no Circuito Regional de São Paulo.

PV - Começou com quantos anos?

GC - Há três anos, com 12.

PV - Você foi orientada a nadar? Seus pais te ajudaram?
GC - Meus pais foram muito bons. Eles me apoiaram em tudo. Meu pai é João Cantagallo. Minha mae é Claudia de Souza

PV - Está estudando? Pretende fazer faculdade?
GC - Estou no primeiro ano do segundo grau. Quero fazer Educação Física.

CAMPEONATO BRASILEIRO DE BASQUETE SOBRE CADEIRA DE RODAS COMEÇA NO DIA 20

O Nacional de Basquete em Cadeira de Rodas será disputado entre os dias 20 e 26 de novembro, na Andef, em Niterói. O Grêmio Águias é o atual tricampeão brasileiro. E também é ainda pentacampeão paulista. Neste sábado, o clube venceu o CAD por 59 a 44, na última rodada do returno do Campeonato Paulista, que voltará a ser realizado após o término do Nacional para a disputa da fase final.


PEQUENA GRANDE CAMPEÃ
Ana Clara Cruz. Grave esse nome. Com apenas 16 anos, completados nesta sexta-feira (dia 2), é um dos promissores nomes da natação brasileira. Ela estava na equipe que conquistou a medalha de bronze no revezamento 4 x 100m livre no Parapan. Ainda foi um dos destaques do Circuito Brasil Paraolímpico. Ana Clara também fez parte da 'seleção' que levou o bronze no revezamento 4x50m livre no Mundial de 2006, na África do Sul.

Ana estreou em competições logo aos nove anos. Portadora de má formação congênita, começou a nadar para recuperar os movimentos da perna esquerda. Além de seus pais, Antônio Elias e Miriam, a hidroterapeuta Rita foi a grande incentivadora de sua carreira na modalidade. Depois de algumas aulas, Aninha (como é conhecida entre os colegas) iniciou os treinamentos no Clube dos Paraplégicos de São Paulo. As vitórias não demoraram a aparecer. Ela ainda não foi a uma Paraolimpíada, mas espera realizar esse sonho em breve.

"Esse é o meu maior sonho no esporte. Espero ter índice para os Jogos Paraolímpicos de Pequim (China) no ano que vem. Quero beliscar um bronze. Tenho muitas concorrentes fortes na minha categoria (S6), mas vou lutar por uma medalha. Se bobear até de ouro", disse Ana Clara Cruz, que também tem outras boas características, como o bom humor, a simpatia e o belo sorriso.

MOLECADA DE FUTURO
Uma geração de ouro. Esta é a expectativa para a nova safra de nadadores brasileiros. E o sucesso deve aparecer não só nas Paraolimpíadas de Pequim no ano que vem, mas também em Londres-2012. Se tudo correr bem, o Brasil colherá mais frutos logo, logo. Clodoaldo Silva, Glédson Soares e Fabiana Sugimori ainda são os ícones do esporte, mas já têm substitutos à altura, como Daniel Dias (primeiro do ranking brasileiro), André Brasil, Ana Cruz, Murilo, Alexandre, Valéria Lira e Gabriela Cantagallo.

O coordenador da modalidade do Comitê Paraolímpico Brasileiro, Gustavo Abrantes, mostrou toda a sua esperança em um futuro promissor. "A base da natação é muito boa. Se conseguirmos manter esse ritmo, vamos brilhar em várias Paraolimpíadas, inclusive nesta próxima, que será na China", disse Gustavo.

Ele destacou que o Campeonato Brasileiro Escolar ajudou muito na descoberta de outros novos valores. "Como não podemos mandar atletas com menos de 14 anos para torneios internacionais ou do próprio Circuito Brasil Paraolímpico, essa competição serve para observar muitos outros de uma faixa etária", afirmou.

Os atletas que estão aparecendo no país são muito novos. Valéria Lira e Gabriela Cantagallo possuem apenas 15 anos. Ana Cruz completa 16 nesta sexta-feira. Daniel Dias é o primeiro do ranking Brasil Paraolímpico, com apenas 19. Ele começou a nadar há dois anos apenas. Edênia Garcia, a mais experiente dessa geração (com uma medalha de prata em Atenas-2004), tem 20.

ATLETAS COM E SEM DEFICIÊNCIA DISPUTAM TORNEIO DE REMO
Na regata para pessoas com deficiência no Estádio de Remo da Lagoa, realizada no último domingo pela manhã, dia 28, a vitória foi de Isac Ribeiro, da Urece. Luciano Pires disputou o 8 Com pelo Botafogo, com outros sete alunos da escolinha deste clube. Eles terminaram em quinto lugar. Foi a primeira vez que pessoas com e sem deficiência disputaram juntas um torneio da modalidade no Rio de Janeiro.

Jornalista com deficiência visual é o entrevistado em programa da TVE

O vice-presidente da Urece, Marcos Lima, será entrevistado na próxima terça-feira, dia 30, no Programa Especial, da TVE. Em conversa com a jornalista Juliana Oliveira, Marcos fala sobre a Urece, o sonho de um grupo de esportistas que vem se concretizando a cada dia.
O programa vai ao ar às 12h e 19h. A reprise será às 12h de sábado, 3 de novembro.
Programa Especial, entrevista com Marcos LimaTVE BrasilTerça-feira, dia 30 de outubro12h e 19 h

BRASILEIROS NO CAMPEONATO DE TIRO
Nesta terça-feira, a equipe brasileira disputa as provas de pistola esporte e carabina em três posições no Campeonato de Tiro Esportivo, em Sydney, na Austrália. Sergio Vida e Carlos Garletti competiram na última segunda-feira, 29, e se classificaram para as finais. Na pistola livre, Sergio Vida terminou em oitavo lugar. Já Carlos Garletti ficou com o nono lugar na carabina em pé.

"A competição é uma oportunidade para os atletas conseguirem o índice para uma participação inédita do tiro esportivo brasileiro em Paraolimpíada", afirmou o técnico da delegação, Coronel Lima e Silva.

ATLETAS COM E SEM DEFICIÊNCIA COMPETEM JUNTOS NO REMO

Neste domingo, 28 de outubro, a raia de Remo da Lagoa Rodrigo de Freitas vai ser o palco de um evento histórico. Durante o 20º Festival de Remo do Futuro, torneio que reúne todos os clubes da cidade do Rio de Janeiro, atletas com deficiência competirão pela primeira vez com remadores que não possuem deficiência.

O destaque fica por conta da categoria Canoe Adaptado, em que participam atletas com limitações nos movimentos dos membros inferiores. São remadores das categorias "Braço" e "Tronco e Braço". Eles reeditam, nas águas da Lagoa, uma rivalidade quase centenária nos gramados cariocas. Competem nesta categoria deficientes físicos de Flamengo e do Botafogo (onde acontece o projeto da Urece em parceria com o clube e com a Prefeitura do Rio).

Além dessa competição especial, atletas com deficiência visual remarão junto e contra remadores sem deficiência. Isso acontece nas provas Yole a (8 remadores) e Double Skiff. Os atletas cegos Raimundo Assunção e Luciano Pires lutarão por medalhas nestas duas provas.


Uma vitória para as Pessoas com Necessidades Especiais
Instrutor de remo da Urece e criador do projeto do remo adaptado no Rio de Janeiro, Rafael Ceccon afirmou que o próprio fato de competirem já é uma vitória, 'não porque são deficientes, mas porque são remadores muito bons e que têm condições de competir em igualdade com remadores sem deficiência.'
Muito empolgado com a iniciativa, Rafael, que desenvolve o remo adaptado há quatro anos, completa:
"Quem diria que um atleta cego poderia competir com outros de visão normal? E dois então! Isso é uma quebra de paradigma que só o remo pode proporcionar".


Festival de Remo do Futuro
Domingo, dia 28 de outubro de 2007
Estádio de Remo da Lagoa

A partir das 9 h (da manhã)

sexta-feira, 26 de outubro de 2007

CAMPEONATO BRASILEIRO PARAOLÍMPICO DE ESGRIMA COMEÇA EM NOVEMBRO

O Campeonato Brasileiro de Esgrima será realizado entre os dias 23 e 25 de novembro, em Curitiba. As inscrições devem ser enviadas até o dia 15 de novembro para o Comitê Paraolímpico Brasileiro (CPB), que fornecerá hospedagem, alimentação e transporte interno para os participantes que não residam na cidade-sede da competição. Para outras informações, visite o sítio do Comitê (www.cpb.org.br).

PROGRAMAÇÃO

Dia: 23 de novembro de 2007 (sexta-feira)
• 8h às 18h - Chegada dos Atletas
• 20h30min – Congresso Técnico

Dia: 24 de Novembro de 2007 (sábado)
• 8h às 18h– Competição


Dia: 25 de Novembro de 2007 (domingo)
• 8h às 12h – Competição
• A partir das 14h – Retorno das delegações

quinta-feira, 25 de outubro de 2007

Último dia de competições no Campeonato Escolar

As provas de natação do Campeonato Paraolímpico Brasileiro Escolar começaram na quarta-feira, dia 24, na piscina do Centro Interescolar de Educação Física, em Brasília. O goiano Vanilton do Nascimento, de 14 anos, conquistou o ouro nos 50m borboleta e nos 50m livre.

"O nível técnico da competição me surpreendeu. Os atletas do infantil tiveram tempos muito bons", disse o coordenador técnico Gustavo Abrantes, destacando o próprio Vanilton, Arivaldo Araújo (Bahia) e Gabriel Tomelim (Minas Gerais).

Na primeira rodada do goalball, Santa Catarina venceu Minas Gerais por 13 a 11. O Pará triunfou sobre o Paraná por 16 a 6. Na segunda rodada, nova vitória do Pará, desta vez, derrotando Minas Gerais por 23 a 15. Santa Catarina venceu o Paraná por 17 a 10. A final acontece às 15h.

A programação da tarde desta quinta-feira, 25

Tênis de Mesa
14h30min/16h30min - Competição 17h - Cerimônia de premiação

Goalball
14h - Disputa do terceiro lugar15h - Final

Natação
14h/17h - Competição

Para ver o quadro de medalhas parcial, acesse o site do Comitê Paraolímpico Brasileiro (www.cpb.org.br).

quarta-feira, 24 de outubro de 2007

VEJA OS GRUPOS DO MUNDIAL DE FUTEBOL DE SETE

Embalada pela medalha de ouro nos Jogos Parapan-Americanos 2007, a Seleção Brasileira de Futebol de Sete disputará o Mundial da modalidade, entre os dias 3 e 17 de novembro, no Complexo de Deodoro, no Rio. Participarão 16 países, divididos em quatro grupos. O Brasil luta para conquistar esse título pela primeira vez.

GRUPO A - Irã,Holanda, EUA e Espanha
GRUPO B - Brasil, Austrália, Inglaterra e África do Sul
GRUPO C - Ucrânia, Canadá, Irlanda e Japão
GRUPO D - Rússia, Argentina, Escócia e China

Fonte: www.ibdd.org.br

CAMPEONATO ESCOLAR MOSTRA A FORÇA DA NOVA GERAÇÃO

O Campeonato Paraolímpico Escolar, realizado em Brasília, já tem seus primeiros campeões. No atletismo, os jovens esportistas disputaram provas de pista e campo nas categorias infantil e juvenil, nos dias 23 e 24. Um dos medalhistas foi Thiago Barbosa, de 17 anos, que conquistou o ouro nos 100m. "Gosto de competições escolares porque, além de lutar por índices melhores, tenho a oportunidade de motivar os atletas que estão começando", disse o atleta, que já disputou o Mundial de Amputados e Cadeirantes em setembro deste ano, em Taipé, Taiwan.
O Mato Grosso do Sul lidera o quadro de medalhas, com 12 no total (nove de ouro e três de prata). O Paraná está na segunda colocação, com seis de ouro, seis de prata e uma de bronze. Santa Catarina ocupa a terceira posição, com seis de ouro, quatro de prata e duas de bronze.
No goalball, um torneio amistoso foi realizado. Antes deste campeonato, o coordenador da modalidade, Marcio Morato, promoveu uma aula prática para orientar os atletas e técnicos, passando conhecimentos técnicos desse esporte.


Quadro de medalhas parcial no site do Comitê Paraolímpico Brasileiro (www.cpb.org.br)

domingo, 21 de outubro de 2007

CAMPEONATO BRASILEIRO ESCOLAR PARAOLÍMPICO COMEÇA NESTA SEGUNDA-FEIRA EM BRASÍLIA

Brasília sedia o II Campeonato Brasileiro Escolar Paraolímpico, um dos maiores eventos esportivos para crianças com deficiência em idade escolar, de 22 a 26 de outubro. Durante toda a semana, mais de 300 competidores de 14 estados disputarão provas de atletismo, natação, tênis de mesa e goalball. A abertura acontece nesta segunda-feira, dia 22, às 15h, no Ginásio do Cruzeiro, e o encerramento no dia 25, no Auditório do Hotel Bay Park.

As modalidades serão disputadas no Cief (Centro Interescolar de Educação Física) e no Cetefe (Centro de Treinamento de Educação Física Especial), sempre com entrada franca. As competições seguem nos dias 23, 24 e 25 de manhã e de tarde. O objetivo do Brasileiro é promover o esporte para os jovens com deficiência, melhorando a qualidade de vida, além de descobrir novos talentos.

Participam do campeonato os estados do Acre, Alagoas, Amazonas, Bahia, Goiás, Maranhão, Mato Grosso do Sul, Pará, Minas Gerais, Paraná, Rio Grande do Norte, Santa Catarina, Sergipe, além do Distrito Federal.
Em 2006, a cidade de Fortaleza, no Ceará, sediou a primeira edição. O estado campeão foi São Paulo que conquistou 77 medalhas. O evento é uma realização do Comitê Paraolímpico Brasileiro (CPB) em parceria com o Ministério do Esporte e o Governo do Distrito Federal.

Fonte: Comitê Paraolímpico Brasileiro

SELEÇÃO DE CICLISMO É CONVOCADA PARA O PARAPAN DA MODALIDADE
A equipe que representará o Brasil nos Jogos Paraolímpicos de Ciclismo, em Cali, na Colômbia, de 8 a 18 de novembro, já foi escolhida. Veja a relação de convocados abaixo:

1 Adriano Souza Nascimento
2 Ednaldo de Souza
3 Roberto Carlos Silva
4 Soelito Ghor
5 Rivaldo Gonçalves Martins
6 Flaviano Eudoxio de Carvalho
7 Welington Antônio Cavalcante
8 Adauto Xavier de Trindade
9 Paulo Ribeiro Cardoso
10 Rodrigo Feola Mandetta
11 Helder Costa Fernandes
12 Emmanuel Ricardo Craveiro
13 Humberto Newton Ferreira

quarta-feira, 17 de outubro de 2007

PEDALA!!! CICLISTAS BRILHAM NO BRASILEIRO PARAOLÍMPICO

As bicicletas voaram no Distrito Federal. O Campeonato Brasileiro de Ciclismo Paraolímpico foi realizado no último final de semana, dias 13 e 14 de outubro. As provas aconteceram na cidade de Ceilândia e a competição serviu como base para a convocação da equipe que representará o país nos Jogos Parapan-americanos da modalidade, em Cali, na Colômbia, entre os dias 8 e 18 de novembro.

Participaram do campeonato 26 atletas de diferentes estados, em provas contra-relógio e de estrada. Na categoria tandem (atletas com deficiência visual), o paulista Rodrigo Feola Mandetta conquistou a medalha de ouro. Na LC 3, Wellington Cavalcante (campeão da contra-relógio) e Flaviano Eudoxio de Carvalho (campeão da prova de estrada) tiveram belas participações.

Ciclismo paraolímpico
Esse esporte possui atletas, no masculino e no feminino, com paralisia cerebral, deficiência visual, amputações e lesões medulares. O ciclismo surgiu nos Jogos de 1984, em Nova Iorque. O primeiro brasileiro a participar de uma competição paraolímpica na modalidade foi Rivaldo Martins, em Barcelona, 1992. Rivaldo competiu no Brasileiro, no Distrito Federal, e ficou com o ouro na classe LC2.

No ciclismo, os atletas são divididos em categorias de acordo com a sua deficiência.

Atletas com deficiência físico-motora:
LC 1: atletas com pequeno prejuízo em função da deficiência. Normalmente nos membros superiores.
LC 2: atletas com prejuízo físico em uma das pernas. A prótese pode ser utilizada na competição.
LC 3: competidores pedalam com apenas uma perna e não podem utilizar próteses.
LC 4: categoria para atletas com o maior grau de deficiência. Normalmente atletas com amputação em membro superior e inferior.
Handbike: atletas paraplégicos que utilizam bicicleta especial, impulsionada com as mãos.
PC: Atletas com paralisia cerebral.
Atletas com deficiência visual (Tandem): neste caso, a bicicleta tem dois assentos e o atleta pedala com um guia. Os dois devem pedalar em sintonia.

CAMPEONATO BRASILEIRO PARAOLÍMPICO DE CICLISMO 2007


DIA 14

ESTRADA MASCULINO – 10,5 km

Tandem
1º Rodrigo Feola Mandetta Cia Athletica/SP 36m49s56
2º Paulo Ribeiro Cardoso Stark/CE 38m00s00
3º Adauto Xavier de Trindade Belle Rebas do Cerrado/DF 1 volta
4º Henrique de Sousa Café Rebas do Cerrado/DF 1 volta
5º Daniel Luzia Lima Marques Rebas do Cerrado/DF 2 voltas
6º Wallace Pascoal Gonçalves Rebas do Cerrado/DF 2 voltas
7º Reginaldo Estevão Rebas do Cerrado/DF 3 voltas

LC1

1º Roberto Carlos Silva APARU/MG 34m46s00
2º Adriano Souza Nascimento Clube Bicho do Mato/MG 38m49s00
3º Ednaldo de Souza Vzan Arapongas/PR 38m51s00
4º Jucemar Sousa das Chagas Cooper Cred, Liasa/MG 1 volta

LC2

1º Cláudio Aparecido dos Santos ADFEGO/GO 35m45s00
2º Juarez Rufino do Rego SADEF/RN 36s15m00
3º Eliseu Pereira PPP/SP 1 volta

LC3
1º Flaviano Eudoxio de Carvalho AMC/ES 28m11s65
2º Welington Antônio Cavalcante Enesa, Ricce, Speak Fast/ES 29m39s81
3º Luis Alves de Sousa CETEFE/PI 1 volta
4º Joaquim Sousa CETEFE/DF 2 voltas

Fonte: Comitê Paraolímpico Brasileiro (CPB)

quinta-feira, 11 de outubro de 2007

BRASILEIRO DE CICLISMO PARAOLÍMPICO COMEÇA NESTA SEXTA-FEIRA

O Campeonato Paraolímpico Brasileiro de Ciclismo começa nesta sexta-feira, dia 12, e vai até 14 de outubro, em Brasília, no Distrito Federal. Esse é um dos eventos utilizados como base para a formação da equipe que representará o país nos Jogos Parapan-americanos da modalidade, em Cali, na Colômbia.

Nacional de Halterofilismo

José Maria Santana, do Amazonas, e João Eusébio Batista, de Natal, foram os destaques do Campeonato Brasileiro de Halterofilismo Paraolímpico, realizado entre os dias 5 e 7 de outubro, em São Paulo. Na categoria até 60kg, o atleta do Amazonas levantou 150kg. Já o atleta de Natal levantou 186kg na categoria até 82,5kg, estabelecendo novas marcas brasileiras.
Participaram do Campeonato, realizado pelo Comitê Paraolímpico Brasileiro, 60 atletas: sete no feminino e 53 no masculino.

FILHOS DE HEFESTOS

Hoje é o Dia do Deficiente Físico. Data em que todos aqueles que já sofreram preconceito por sua condição deveriam se levantar e dizer: 'eu sou capaz'. Como negar a capacidade da pessoa com deficiência ao ver Daniel Dias? Um garoto de apenas 19 anos, com má formação congênita, que aprendeu a nadar há apenas dois e hoje é o líder do ranking do Circuito Paraolímpico.
Como negar a competência de um deficiente em qualquer área de atuação ao ver o segundo colocado deste mesmo ranking, André Brasil, que conquistou tantos títulos no Parapan?
E pensar que foi reprovado na classificação funcional. Pelos critérios, ele não poderia nem participar da categoria S 10 (menor grau de comprometimento) por ter uma deficiência mínima na perna esquerda.
O Comitê Paraolímpico Brasileiro entrou com um protesto contra a decisão do Comitê Internacional e, depois de uma briga de sete meses, quando o atleta entrou em depressão e engordou, seu direito a participar de competições como deficiente foi aceito.

Que as conquistas de André Brasil, Daniel Dias, Edênia Garcia - com uma doença degenerativa em seus membros, que não a impediu de bater recordes -, de Leandro Marinho (portador de paralisia cerebral e melhor do mundo no futebol de sete), da formidável Rosenei (arremesso de peso), entre outros, mostrem aos homens a força e a superação dessa gente.

Que estes vencedores façam a sociedade refletir sobre o direito ao emprego, à acessibilidade, à sexualidade...enfim, o direito à vida dessas pessoas, aos filhos de Hefestos, um competente ferreiro nas lendas da Grécia e portador de deficiência física.

FILHOS DE HEFESTOS

Hoje é o Dia do Deficiente Físico. Data em que todos aqueles que já sofreram preconceito por sua condição deveriam se levantar e dizer: 'eu sou capaz'. Como negar a capacidade da pessoa com deficiência ao ver Daniel Dias? Um garoto de apenas 19 anos, com má formação congênita, que aprendeu a nadar há apenas dois e hoje é o líder do ranking do Circuito Paraolímpico.
Como negar a competência de um deficiente em qualquer área de atuação ao ver o segundo colocado deste mesmo ranking, André Brasil, que conquistou tantos títulos no Parapan?
E pensar que foi reprovado na classificação funcional. Pelos critérios, ele não poderia nem participar da categoria S 10 (menor grau de comprometimento) por ter uma deficiência mínima na perna esquerda.
O Comitê Paraolímpico Brasileiro entrou com um protesto contra a decisão do Comitê Internacional e, depois de uma briga de sete meses, quando o atleta entrou em depressão e engordou, seu direito a participar de competições como deficiente foi aceito.

Que as conquistas de André Brasil, Daniel Dias, Edênia Garcia - com uma doença degenerativa em seus membros, que não a impediu de bater recordes -, de Leandro Marinho (portador de paralisia cerebral e melhor do mundo no futebol de sete), da formidável Rosenei (arremesso de peso), entre outros, mostrem aos homens a força e a superação dessa gente.

Que estes vencedores façam a sociedade refletir sobre o direito ao emprego, à acessibilidade, à sexualidade...enfim, o direito à vida dessas pessoas, aos filhos de Hefestos, um competente ferreiro nas lendas da Grécia e portador de deficiência física.

domingo, 7 de outubro de 2007

Garra e superação no Circuito Brasil Paraolímpico

Adriano Lima, o supercampeão do Circuito



São Paulo, SP - O Circuito Brasil Paraolímpico de Atletismo e Natação terminou neste domingo, dia 7. O nadador Adriano Lima foi um dos destaques da etapa, a última nacional. O atleta conquistou dez medalhas de ouro, quatro no Circuito e seis no Campeonato Universitário das modalidades, realizado também no Parque Aquático do Ibirapuera. Por estar no curso de Educação Física, Adriano teve condições de participar deste outro torneio.




Ele falou com a equipe do ESPORTE INCLUSÃO no hotel onde a delegação do Circuito se hospedou sobre o importante papel de um calendário para os atletas. "Saber que vamos treinar e que, logo depois, disputaremos uma competição importante é gratificante, antigamente não tinha isso. Nós treinávamos e não disputávamos quase nada", disse o supercampeão, que conquistou sete ouros e uma prata no Parapan.





Show de astros e estrelas no Parque Aquático do Ibirapuera



São Paulo, SP - Não foi apenas Adriano Lima que brilhou na última etapa nacional do Circuito Brasil Paraolímpico, realizado neste final de semana, dias 6 e 7, no Parque Aquático do Ibirapuera. Outros atletas mostraram muita garra e venceram sua competições. André Brasil, Edênia Garcia, Fabiana Sugimori, Glédson Soares, Daniel Dias, Valéria Lira e Ana Lúcia foram os outros destaques.
Neste domingo, no masculino, André Brasil levou o ouro nos 50m livre S10, com o tempo de 25s18. Adriano Lima venceu a prova dos 50m livre S6, com 32s66. Daniel Dias na classe SM5 e o experiente Glédson Soares, na S8, também colecionaram ouros na competição.
No feminino, Valéria Lira conquistou o ouro nos 50m livre S8, com 37s92. Ela venceu três provas no Mundial em Taiwan. Já Edênia Garcia, bronze em Atenas-2004 nos 200m livre, brilhou na categoria S4, assim como Fabiana Sugimori (S 11), Ana Lúcia (S2) e Gabriela Cantagalo (S9).
É importante ressaltar que quase todas as nadadoras são muito novas. Valéria, Gabriela e Ana têm apenas 15 anos. Ana Lúcia compete profissionalmente desde os nove anos. Edênia tem 20, mas disputa campeonatos desde os 13.


Terezinha, a mulher mais rápida do mundo

São Paulo, SP - As mulheres provaram o seu valor e competência nas provas de Atletismo da última etapa nacional do Circuito Brasil Paraolímpico neste domingo, nas dependências do Ibirapuera. Rosenei e Terezinha Guilhermina foram os destaques. Ádria Santos conquistou uma prata e um bronze. Mas os homens não ficaram atrás. Emicarlos e André Luiz venceram suas competições.
Rosenei, do clube Pantanal sobre Rodas, ganhou as provas de arremesso de disco, dardo e peso na categoria F36. "Estou muito feliz com esses resultados. Essa é a prova de que um calendário definido ajuda muito no desempenho dos atletas", disse a atleta, que reclamou da iniciativa privada.
"As empresas privadas precisam acreditar no deficiente. Entregamos vários projetos e não recebemos resposta", afirmou.
Terezinha Guilhermina conquistou o ouro nos 400m rasos T11 neste domingo. Ádria Santos terminou em terceiro na mesma prova. No sábado, Terezinha também venceu a prova dos 100m, superando Ádria, que ficou com a prata.
No masculino, o destaque foi o campeão mundial Emicarlo Souza, que venceu os 400m T 46. Yohansson Ferreira, campeão parapan-americano da prova, levou a medalha de prata. Emicarlo falou que o esporte paraolímpico está começando a ser visto de outra forma pelo público. "Não somos mais vistos como coitadinhos. Somos considerados atletas de alto rendimento. Esse Circuito e as competições internacionais nos ajudam a acabar com a visão errada de que o deficiente é um pobre coitado", disse.
André Luiz, o Jadel Paraolímpico, venceu a prova do salto em distância na categoria S10. O atleta foi árbitro no Pan e disputou o Parapan. O supercampeão parapan-americano Lucas Prado foi ouro nos 100m e bronze nos 200m na categoria T11. Ele vem de uma pubalgia.
A única notícia ruim foi a morte da mãe da atleta Rosinha, do arremesso de peso. A atleta recebeu essa notícia durante a competição. Fato que comoveu a todos.

Sem Clodoaldo, o Brasil brilha nas piscinas



São Paulo, SP - A segunda etapa nacional do Circuito Brasil Paraolímpico de Atletismo e Natação começou com tudo neste sábado, dia 6. Até o ministro do Esporte, Orlando Silva, esteve presente para assistir ao primeiro dia de competição, que acontece até domingo nas dependências do Ibirapuera. Os melhores atletas paraolímpicos do país e competidores também da Argentina e Uruguai participam do evento. Na natação, ocorreu um desfalque sério. O supercampeão Clodoaldo Silva lesionou o ombro esquerdo e não participou da etapa.

Porém, em uma atitude que justifica ter sido considerado pelos torcedores brasileiros como o terceiro esportista de maior confiabilidade no país, foi ao parque aquático torcer pelos colegas. "Preferia estar na piscinas, mas desta vez não deu", disse.

Apesar disto, o Brasil deu um show na modalidade. Daniel Dias, Adriano Lima, Edênia Garcia e André Brasil trouxeram muitas medalhas de ouro.“Com o resultado do Parapan e de uns dias de férias, agora voltamos aos treinos de maneira forte, com o pensamento voltado para a Paraolimpíada de Pequim", afirmou Andre Brasil após nadar - e ganhar - a prova de 100m livre S10. Na pista de atletismo do Complexo Esportivo do Ibirapuera, novo duelo nos 100m rasos entre as melhores velocistas cegas do mundo, Terezinha Guilhermina e Adria Santos, ambas da classe T11. Terezinha levou a melhor e garantiu mais um ouro para a sua coleção.

Neste domingo, dia 7, as atletas voltam a correr os 400m. Ainda na pista, Carlos Barto, da classe T11, bateu o recorde parapan-americano nos 800m, com o tempo de 2m01s76. Paulo Douglas Moreira também quebrou a mesma marca no lançamento de disco F35-36, com 35m55.Neste domingo, a partir das 8h, a competição continua na piscina e na pista do Complexo Esportivo do Ibirapuera. A entrada é franca.
Campeonato Universitário reúne quase cem atletas Nos mesmos locais do Circuito, o Comitê Paraolímpico Brasileiro realiza o Campeonato Universitário de Atletismo e Natação. Ao todo, 46 atletas universitários da natação e 48 do atletismo disputam as provas. O Campeonato já está no segundo ano e vale para a renovação da Bolsa Atleta do Ministério do Esporte.

Clodoaldo, bronze em confiabilidade

O resultado da pesquisa do "Ibope Inteligência", que aponta as marcas, as personalidades, as profissões e as instituições de maior confiança dos brasileiros, revela que Clodoaldo Silva está entre os atletas mais confiáveis do Brasil. Os dados foram coletados entre os meses de março e abril deste ano. Mesmo antes de participar dos Jogos Parapan-americanos, Clodoaldo conseguiu o índice de 81% de confiabilidade do público, terminando em terceiro. Bernardinho, técnico da seleção brasileira de Vôlei Masculino, ficou com 95% do índice e Lars Grael, 88%.



"Isso é uma vitória para mim. Admiro o trabalho de Bernardinho e sou amigo dele. Também tenho bom relacionamento e sou fã de Lars Grael. Acho que por ser um atleta paraolímpico, um cidadão com uma história de muitas dificuldades, parecida com a de milhões de brasileiros e por conquistar cada vez mais resultados expressivos, a população me reconhece. Ganho para o esporte paraolímpico, para as pessoas com deficiência. O Brasil futuramente poderá ser conhecido como um país que prioriza a inclusão de todos", afirmou Clodoaldo.



O atleta ficou conhecido no Brasil logo depois dos Jogos Paraolímpicos de Atenas-2004. O nadador está envolvido com ações sociais e o carisma com o público.


A pesquisa

A pesquisa de 2007, feita pelo Ibope Inteligência, foi solicitada pela Revista Seleções para conhecer os vencedores da sexta edição do Prêmio Marcas de Confiança. Para coletar os dados e chegar aos resultados, o Ibope Inteligência utilizou estudos qualitativos e quantitativos. Os números foram analisados com base em uma amostra representativa dos quase 1,5 milhão de leitores da revista

terça-feira, 2 de outubro de 2007

Que viva a Seleção!

O sonho não se realizou. As alemãs venceram as guerreiras brasileiras por 2 a 0 na final da Copa do Mundo de Futebol Feminino, na China, e conquistaram o título. Mas a Seleção conquistou o coração de todos os torcedores. A atleta Marleide Maria da Silva, primeira deficiente visual a disputar o Troféu Brasil de Triathlon, e a jogadora Andréia Paiva, do clube Parque do Flamengo, afirmaram que Marta, Daniela Alves & Cia serão sempre as campeãs na mente dos fãs do futebol-arte.

Após o jogo, a triatleta Marleide da Silva exaltou a força da mulher no esporte. “Apesar da falta de incentivo e apoio, elas provaram que somos capazes. Foram maravilhosas”, disse Marleide, que jogou futebol até os 19 anos no Caraibeiras Futebol Clube, de Pernambuco.

Já Andréia Paiva, de 25 anos, jogadora de futebol, rasgou elogios às meninas. “Elas estão de parabéns. A Marta é um ser humano e pode errar. Elas tiveram uma bela participação. A Seleção precisa fazer amistosos com países como Alemanha e Noruega constantemente. A criação da Copa do Brasil ajudaria. Existem garotas de 14 a 17 anos no nosso território que são craques. Precisamos achar esses valores”, disse a esportista, que é fã de Daniela Alves, Maicon e Roseli, esta última não está no grupo atual, mas foi uma das grandes craques da geração passada da modalidade.

Segundo Andréia, a falta de estrutura e patrocínio é ruim para o Futebol Feminino. “As iniciativas são isoladas. Nós temos de correr atrás de campeonatos. Para participarmos de um torneio de Futebol de Praia, desembolsamos R$ 450. A situação é difícil”, revelou a jogadora do Parque do Flamengo, time formado há sete anos, que se reveza entre treinos nos campos do Aterro e na praia do Flamengo.

“Já tivemos de improvisar traves de madeira no campo do Aterro do Flamengo para o time treinar, já que não existiam balizas de ferro”, afirmou a jogadora, que ainda contou que, nesse dia fatídico, quem ajudou a solucionar o problema foi um ambulante. “Os campos precisam de manutenção. Uma mulher pode machucar o joelho naquele gramado ruim. Solicitamos à administração uma solução”, disse.

Além disso, não existe um campeonato regular e os grandes clubes não parecem se interessar. “Os times de futebol não têm dinheiro, patrocínio e apoio para amistosos. Os grandes clubes também não demonstravam muito interesse. Treinei em um deles e vi o descaso dos dirigentes e da comissão técnica”, verbalizou.
Apesar dos empecilhos, ela concorda que existem pessoas lutando pelo desenvolvimento da modalidade. “Um fisioterapeuta é uma espécie de colaborador do nosso time. Além disso, todos os campeonatos de Futebol Feminino lotam. O público já aceitou mulheres que jogam bola. Tem gente que até brinca dizendo que os homens tinham de aprender com o sexo feminino”, finalizou Andréia Paiva, que atua de apoiadora em seu time.


Campeão do Parapan apóia Seleção Feminina de Futebol


'Elas já são as campeãs'. Com essa frase, Leandro Marinho, o melhor jogador do mundo de Futebol de Sete, mostrou que as mulheres da Seleção de Futebol já conquistaram o coração do país independentemente do resultado do jogo contra a Alemanha na final da Copa do Mundo, na China.

"Sem nenhuma demagogia, elas já são as campeãs para mim. As jogadoras são exemplo para todos. O Brasil deve se espelhar nelas. Por tudo que superaram, merecem esse título", disse o craque do Futebol de Sete.

Leandro Marinho fez questão de demonstrar todo o seu orgulho e admiração pelas meninas. "Dá gosto de vê-las jogar. Como não acompanhei muito a geração do Zico, eu me inspiro nelas. Elas vão conseguir mais apoio e patrocínio", afirmou o camisa 3 da Seleção que conquistou a medalha de ouro no Parapan.

O atleta tem um carinho especial pela apoiadora Daniela Alves. "A Marta é a estrela. A Cristiane, a Maicon e a Formiga também jogam muito, mas não esqueço do encontro que tive com a Daniela Alves em San Diego, Estados Unidos. Parabéns para todas as jogadoras e para a comissão técnica", concluiu o craque.

quinta-feira, 27 de setembro de 2007

Com licença, eu vou à luta!

Essas mulheres são fantásticas. Elas brilharam novamente na Copa do Mundo, na China, e estão na final com a Alemanha. A Seleção Brasileira goleou por 4 a 0, com direito a dois golaços de Marta (um deles antológico), os Estados Unidos. E não venham indagar se era o time principal. Dessa vez, era. No Pan-Americano, o Brasil enfrentou o selecionado sub-21 e levou a medalha de ouro. Mas agora sobrou para as estrelas da Superliga norte-americana. E olha que não temos nenhum campeonato regular da modalidade.

Essa vitória foi uma das mais emocionantes da história do esporte nacional. A vitória de um povo que sempre consegue de alguma forma driblar as dificuldades. No caso desta brilhante SELEÇÃO (com todas as letras maiúsculas), o esmagador triunfo de mulheres que não recebem o devido apoio.

Sem pretender ser maniqueísta, a organizada infra-estrutura dos Estados Unidos sucumbiu à criatividade das brasileiras sem incentivo. Em um país onde até os cronistas esportivos demonstram seu preconceito com a prática do FUTEBOL FEMININO, alguns jornalistas já mudaram de idéia e atualmente vibram com as jogadas fantásticas de Marta, Cristiane, Formiga, Daniela Alves & Cia. Os canais de televisão já exibem os jogos da Copa do Mundo e os jornais e os sítios dão destaque à competição, mas ainda falta um pouquinho mais. Onde está a Liga Nacional da modalidade?

Tragam o caneco para o Brasil! Mostrem que a garra das mulheres salvará o futebol e o país.

Como diz a amiga e jornalista Suzy Balloussier, ‘essas meninas são a salvação do futebol brasileiro’. Ela está certa. Com licença, vocês têm de ir à luta! Que viva a Seleção!

Lula recebe campeões parapan-americanos

Brasília, DF - Nesta quarta-feira, os atletas paraolímpicos Daniel Dias (natação), Terezinha Guilhermina (atletismo) e Jane Karla Rodrigues (tênis de mesa) estiveram em Brasília para o lançamento do Programa de Inclusão das Pessoas com Deficiência, do Governo Federal, no Palácio do Planalto. Ao lado de ministros, senadores e deputados federais, o presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, recebeu os esportistas.

"Quando as pessoas com deficiência conseguirem exercer a cidadania dignamente, o retorno do Brasil será muito maior do que o investimento neste programa", afirmou o presidente.

O programa, que envolve os ministérios da Saúde, Educação, Desenvolvimento Social, Orçamento e Gestão e da Casa Civil, sob a coordenação da Secretaria Especial dos Direitos Humanos, terá um investimento de R$ 2.443.129,37.
Entre as ações estão previstas a concessão de próteses, a acessibilidade na habitação, nos transportes e nas escolas e a inserção das pessoas com deficiência no mercado de trabalho.

"É importante que o Governo Federal invista nas Pessoas com Necessidades Especiais. Quando temos oportunidades, mostramos que somos eficientes e não deficientes", disse Daniel Dias, recordista de medalhas de ouro nos Jogos Parapan-americanos.

Durante a cerimônia, os atletas foram homenageados pelo ministro da Secretaria Especial de Direitos Humanos, Paulo Vanucchi, que citou as conquistas do Brasil nos Jogos do Rio. "Espetáculos como aquele expressam o potencial das pessoas com deficiência", disse.

Fonte: Comitê Paraolímpico Brasileiro

Confira o Ranking de Entradas e a Corrida dos Campeões do tênis brasileiro

A Confederação Brasileira de Tênis divulgou o Ranking Nacional de Cadeirantes nesse mês. Carlos Jordan lidera o de Entradas e a Corrida dos Campeões na modalidade. Maurício Pommê está em segundo no Ranking de Entradas e na terceira colocação da Corrida. Pommê lidera o de Duplas, enquanto Jordan fica na segunda posição.

Ranking de Entradas de Simples 2006/2007


1º CARLOS JORDAN/DF
2º MAURÍCIO POMMÊ/SP
3º ZILMAR PIRES/SP
4º RAFAEL MEDEIROS/MG
5º ADALBERTO RODRIGUES/ES
6º CHRISTOPHE ROYET/MG
7º CRISTIANO SANTOS/SP
8º ÉRICO MOREIRA/DF
9º DANIEL RODRIGUES/MG
10º GUSTAVO PEREIRA/MG
11º CÁSSIO SENA/SP
12º JÁDER CASER/MG
13º SÉRGIO GATTO/DF
14º MARCOS VASCONCELOS/SP
15º MARCOS ALVES/DF
16º RODRIGO LIMA/SP
17º SAMANTA ALMEIDA/GO
18º LEONARDO ARAÚJO/MG
19º REJANE CANDIDA/DF
20º PAULO CÉSAR FERNANDES/GO


Corrida dos Campeões 2007

1º CARLOS JORDAN
2º RAFAEL MEDEIROS
3º MAURÍCIO POMMÊ
4º ZILMAR PIRES
5º CHRISTOPHE ROYET
6º CRISTIANO SANTOS
7º ADALBERTO RODRIGUES
8º JÁDER CASER
9º DANIEL RODRIGUES
10º ÉRICO MOREIRA
11º MARCOS VASCONCELOS
12º GUSTAVO PEREIRA
13º CÁSSIO SENA
14º MARCOS ALVES
15º SÉRGIO GATTO
16º SAMANTA ALMEIDA
17º RODRIGO LIMA
18º LEONARDO ARAÚJO
19º REJANE CANDIDA
20º VICTOR WANG

quarta-feira, 26 de setembro de 2007

Melhores do Parapan estarão no Circuito de Atletismo e Natação

A cidade de São Paulo será a sede da última etapa nacional do Circuito Loterias CAIXA Brasil Paraolímpico de Atletismo e Natação, o maior evento esportivo nacional para Pessoas com Necessidades Especiais. As competições acontecem nos dias 6 e 7 de outubro, com a presença de mais de 400 atletas das duas modalidades. As provas serão realizadas nas dependências do Ibirapuera (Rua Manoel de Nóbrega s/nº) e a entrada é franca.

A competição é uma oportunidade de torcer por grandes atletas que se destacaram nos Jogos Parapan-americanos, como os velocistas Lucas Prado e Terezinha Guilhermina e os nadadores Andre Brasil, Clodoaldo Silva e Daniel Dias, recordista de medalhas de ouro nos Jogos.

Circuito classifica para Meeting Internacional do Rio

Os melhores atletas do Circuito se classificarão para o Meeting Internacional, que será realizado nos dias 15 e 16 de dezembro no Rio de Janeiro, quando desportistas estrangeiros serão convidados para competir com os grandes atletas brasileiros.

O Campeonato Universitário Paraolímpico de Atletismo e Natação acontecerá também em São Paulo, nos mesmos dias. Ainda na cidade, nos dias 6 e 7, será realizado o Campeonato Brasileiro de Halterofilismo Paraolímpico, um dos eventos que servirá de base para a formação da Seleção da modalidade em Pequim. As competições serão nas dependências do Novotel Jaraguá (Rua Martins Fontes, 71 – Centro), também com entrada franca.

Circuito Brasil Paraolímpico de Atletismo e Natação – Etapa Nacional (São Paulo)

Data: 6 e 7 de outubro de 2007

Local: Complexo Esportivo Constâncio Vaz Guimarães – IBIRAPUERA (Rua Manoel de Nóbrega s/nº)

Horário:
Provas de natação: sábado, de 8h às 11h e de 15h às 19h; e domingo, de 8h às 12h.
Provas de atletismo: sábado, de 8h às 12h e de 14h às 18h; e domingo, de 8h às 12h

Fonte: Comitê Paraolímpico Brasileiro

Entrevista com o presidente do CPB e outras notícias

Entrevista com o presidente do CPB
Em entrevista ao blog, o presidente do Comitê Paraolímpico Brasileiro (CPB), Vital Severino Neto, 56 anos, falou dos resultados no Parapan e dos Jogos Mundiais de Vela Paraolímpica (Nova York, Estados Unidos), de Cadeirantes e Amputados (Taipé, Taiwan) e de Remo Adaptável (Munique, Alemanha).

Paulo Vitor - Quando você começou na luta pelas Pessoas com Necessidades Especiais?

Vital Severino Neto – Comecei em um grupo de deficientes visuais em Uberlância em 1984. Um ano depois, tornei-me presidente da Associação Brasileira de Desportos para Cegos, atualmente Confederação Brasileira de Desportos para Cegos (CBDC). Em 1996, acumulei as funções de Secretário Executivo do Comitê Paraolímpico Brasileiro e presidente da CBDC. Em abril de 2001, fui eleito presidente do CPB. Quatro anos depois, fui reeleito.

PV – Faça um balanço da participação brasileira nas últimas competições paraolímpicas.

VSN – Na Vela Paraolímpica, conseguimos a classificação para a Paraolimpíada de Pequim-2008, com um barco de três tripulantes. Ficamos em 12º lugar, na frente de países tradicionais como Itália e Áustria, classificando-nos na categoria Sonar. No Remo Adaptado, o resultado foi maravilhoso. Foi a primeira grande experiência internacional da modalidade e levamos dois ouros no skiff feminino simples e no skiff duplo misto, além da classificação para o quatro com timoneiro. Porém, o mérito é todo da CBR (Confederação Brasileira de Remo).

PV – E quanto às participações no Parapan e no Mundial de Amputados?

VSN – Os atletas representaram de maneira brilhante o Brasil no Parapan, realizado no Rio. Fomos os campeões, vencendo países como o Canadá, o México e os Estados Unidos. Terminamos a competição com quase 30 medalhas na frente do Canadá! Tivemos um desempenho excelente também nos Jogos Mundiais de Taiwan (Cadeirantes e Amputados). Levamos dez de ouro, nove de prata e cinco de bronze. Isso é o reflexo de um trabalho que vem sendo desenvolvido há alguns anos. Esses resultados aconteceram graças a alguns fatores: qualidade técnica dos atletas de alto rendimento, programação bem feita e calendário muito organizado.

PV – Qual a importância do Parapan?
VSN – Os Jogos Parapan-americanos mostraram à sociedade brasileira que os deficientes precisam ser vistos como verdadeiros atletas, que representam seu país em competições que exigem resultados e altos rendimentos. A sociedade precisa entender que o esporte paraolímpico é de performance. Ainda temos muito o que fazer. O dever não foi cumprido, pois esse dever não termina nunca.

PV – O Brasil é uma potência paraolímpica?
VSN – Eu diria que o Brasil é uma potência emergente. Vem crescendo de importância no cenário mundial. Já estamos entre os 15 países com mais conquistas nos esportes paraolímpicos. Porém, não podemos nos acomodar, pois, se o Brasil está se aperfeiçoando, os outros países também estão.

Paulo Vitor - Qual foi o legado deixado pelo Parapan Rio-2007?

Vital Severino Neto - Considero que a divulgação ajudou a conscientizar a população brasileira para a superação das pessoas com deficiência. A sociedade passou a prestar mais atenção em nossos atletas. As pessoas viram que o esporte paraolímpico também necessita de dedicação e esforço, pois depende de performance e resultado.

PV - O Parapan teve outros fatores positivos?
VSN - Sim. Vários. A repercussão internacional e a competência técnica organizacional foram fatores de destaque nessa competição.

PV - Qual a sua opinião sobre parcerias como a da Light com a Andef (instituição do município de Niterói)? A empresa de energia vai patrocinar os atletas do clube até o final da Paraolimpíada de Pequim-2008.

VSN - Esse é o caminho. Os clubes (ou instituições) devem ter a iniciativa de procurar parcerias. Desta maneira, o esporte paraolímpico terá mais empresas apoiando e colaborando para o seu crescimento. O clube tem de fazer isso. Nosso papel (o do Comitê Paraolímpico Brasileiro) é de representação.

PV - A iniciativa privada deve apoiar o paradesporto?

VSN - Sim. As empresas precisam ter a consciência de que o esporte paraolímpico é altamente vendável. Quando a iniciativa privada compreender isso, ela vai saber dos lucros que podem ser gerados. A mídia vai dar mais importância e valor.

Triatleta supera possíveis dificuldades

Santos, SP - Um momento de superação marcou a 5ª etapa do 17º Troféu Brasil de Triathlon, no último domingo, vencida por Fabio Carvalho e Carla Moreno: a estréia da pernambucana Marleide Maria da Silva, primeira deficiente visual a disputar a prova. Ela perdeu a visão há dois anos e meio, vítima de retinose pigmentar, doença degenerativa (ainda sem cura) e fez a prova com o auxílio de três guias, um para cada modalidade.

“Foi uma experiência maravilhosa. Pensei que seria mais difícil. Fiquei preocupada com a natação, porque a guia tem de falar muito, mas tive o apoio do rapaz do caiaque e nadamos bem. Foi excelente, principalmente na corrida, que é um relaxamento”, disse Marleide, que começou a nadar há apenas dois anos. A atleta pretende disputar outras provas de triathlon.

Ela elogiou muito o apoio dos três guias. “Eles são os meus olhos”, afirmou Marleide, que sempre gostou de praticar esportes. Na adolescência, jogava futebol.

Dia Nacional de Luta da Pessoa com Deficiência
Na sexta-feira passada foi comemorado o Dia Nacional de Luta da Pessoa com Deficiência. Para comemorar esta importante data, o JORNAL DOS SPORTS entrevistou um dos destaques do Campeonato Mundial de Cadeirantes e Amputados, realizado entre os dias 12 e 19 de setembro em Taiwan, o velocista Yohansson Ferreira.
“O esporte é uma das ferramentas para a inclusão das Pessoas com Necessidades Especiais. Ele é importante, mas não o único caminho. Qualquer atividade cultural colabora imensamente para isso”, disse o campeão Yohansson Ferreira, que conquistou duas medalhas de ouro (100m e 200m) e uma de prata no Mundial.
O atleta de apenas 19 anos e natural de Maceió, Alagoas, ainda levou três ouros no Parapan-Americano, no Rio de Janeiro.
Yohansson é um fenômeno, pois começou a correr há apenas dois anos e meio. “Espero outros grandes resultados no Circuito de Atletismo e Natação, entre os dias 5 e 7 de outubro, em São Paulo, e na Paraolimpíada-2008, Pequim”, afirmou.
Andrew Parsons, chefe da delegação em Taiwan e secretário geral do Comitê Paraolímpico Brasileiro, falou sobre o exemplo que esses atletas estão dando à sociedade.
“Eles mostram a sua superação não apenas por causa da deficiência, mas por causa da juventude. É um bom prenúncio para o esporte”, verbalizou.

Clodoaldo faz história (de novo)

O nadador Clodoaldo Silva, maior nome do esporte paraolímpico brasileiro, foi nomeado na última sexta-feira presidente do conselho do Desporto Paraolímpico da Soberana Ordem do Mérito Empreendedor Juscelino Kubitschek, “Ordem JK”, a mais alta condecoração brasileira.
A partir de agora, Clodoaldo terá a função de avaliar e indicar nomes de atletas paraolímpicos para receber o título de comendador da “Ordem JK”.
No ano passado, Clodoaldo Silva recebeu a medalha Cruz do Mérito do Empreendedor Juscelino Kubitschek, conhecida como a “Jóia de JK”, e tornou-se o primeiro paraolímpico condecorado com essa comenda.
Entre os esportistas já homenageados estão o piloto Emerson Fittipaldi, o boxeador Popó, o tenista Gustavo Kuerten, a ex-jogadora de basquete Hortência e o jogador de futebol Cafu, ex- lateral-direito da Seleção.
O evento faz parte das comemorações dos 105 anos do nascimento de Juscelino Kubitschek.
Na ocasião também será lançado um selo comemorativo aos cinco anos da “Ordem JK” e serão prestadas homenagens às personalidades do ano e destaques dos Jogos Pan-Americanos e Parapan-Americanos do Rio de Janeiro.
A celebração será na cidade de Búzios, no Rio de Janeiro.

segunda-feira, 17 de setembro de 2007

Brasil conquista 24 medalhas no Mundial de Cadeirantes e Amputados

Delegação termina os Jogos Mundiais com dez medalhas de ouro

Taipé, Taiwan – O Brasil encerrou nesta segunda-feira a sua participação nos Jogos Mundiais da Federação Internacional de Esportes para Cadeirantes e Amputados (Iwas), que estão sendo realizados em Taipé, Taiwan. No total, foram 24 medalhas: dez ouros, nove pratas e cinco bronzes.

“O resultado final foi muito positivo para o Brasil e provou que estamos no caminho certo. A equipe era muito jovem, com atletas de 15 anos, por exemplo, e quase todos subiram ao pódio”, afirmou Edílson Rocha, diretor técnico do Comitê Paraolímpico Brasileiro e chefe da delegação brasileira.
Os atletas chegam ao Brasil na próxima quinta-feira, às 17h15, e desembarcam no aeroporto de Cumbica, em Guarulhos, São Paulo, de onde seguem para as suas cidades.

A delegação brasileira foi formada por jovens atletas, alguns estreantes em competições internacionais. O Brasil participou da competição nas modalidades atletismo, natação e halterofilismo, único esporte em que não conseguiu medalhas.
“O mais importante foi a experiência que estes jovens adquiriram. Temos atletas muito jovens e já com experiência em competição internacional de grande porte. Este é o caminho para uma boa participação brasileira nos Campeonatos Mundiais de 2010 e nos Jogos Paraolímpicos de Londres 2012”, disse o chefe da delegação.

Os Jogos Mundiais seguem até terça-feira, mas o Brasil não vai disputar outras provas. A competição reúne 826 atletas de 43 países em oito modalidades: atletismo, halterofilismo, natação, tênis de mesa, tiro esportivo, tiro com arco, badminton e esgrima.
A cerimônia de encerramento será na próxima quarta-feira.



MEDALHAS BRASILEIRAS NA COMPETIÇÃO

OURO - 10
Atletismo
1) Prova: 100m – Masculino – final
Yohansson Ferreira Classe T 46 1º Lugar - Tempo: 11s45 - Medalha de Ouro

2) Prova: 200m – Masculino – Final
Yohansson Ferreira Classe T 46 1º Lugar - Tempo: 22s57 - Medalha de Ouro

3) Prova: 400m – Masculino – Final
Emicarlo Souza Classe T 46 1º Lugar - Tempo: 50s02 - Medalha de Ouro

Natação
4) Prova: 100m Livre – Masculino – Final
Alexandre Fernandes Classe S7 1º Lugar - Tempo: 01min15s81 - Medalha de Ouro

5) Prova: 50m Livre – Masculino – Final
André Szucs Classe S9 1º Lugar - Tempo: 28s38 - Medalha de Ouro

6) Prova: 200m Peito – Masculino – Final
Murilo Simões Classe SB9 1º Lugar - Tempo: 01min20.13 - Medalha de Ouro

7) Prova: 50m Borboleta – Feminino – Final
Sara Barros Classe S6 1º Lugar - Tempo: 59s06 - Medalha de Ouro

8) Prova: 50m Livre – Feminino – Final
Valéria Lira Classe S8 1º Lugar - Tempo: 37s10 - Medalha de Ouro

9) Prova: 400m Livre– Feminino – Final
Valéria Lira Classe S8 1º Lugar - Tempo: 06min01s64 - Medalha de Ouro

10) Prova: 100m Livre – Feminino – Final
Valéria Lira Classe S8 1º Lugar - Tempo: 01min21s71 - Medalha de Ouro


PRATA – 9

Atletismo
11) Prova: 400m – Masculino – Final
Yohansson Ferreira Classe T 46 2º Lugar - Tempo: 51s13 - Medalha de Prata

12) Prova: 800m – Masculino – final
Emicarlo Souza Classe T 46 2º Lugar - Tempo: 01min58s34 - Medalha de Prata

Natação
13) Prova: 50m Livre – Masculino – Final
Alexandre Fernandes Classe S7 2º Lugar - Tempo: 34s12 - Medalha de Prata

14) Prova: 100m Costa – Masculino – Final
Alexandre Fernandes Classe S7 2º Lugar - Tempo: 1min39s33 - Medalha de Prata

15) Prova: 50m Borboleta – Masculino – Final
Alexandre Fernandes Classe S7 2º Lugar - Tempo: 40s43 - Medalha de Prata

16) Prova: 100m Livre – Masculino – Final
André Szucs Classe S9 2º Lugar - Tempo: 01min02s66 - Medalha de Prata

17) Prova: 50m Livre – Masculino – Final
Murilo Simões Classe S10 2º Lugar - Tempo: 30s26 - Medalha de Prata

18) Prova: 200m Medley – Masculino – Final
Murilo Simões Classe SM10 2º Lugar - Tempo: 02min35s23 - Medalha de Prata

19) Prova: 100m Costa – Feminino – Final
Sara Barros Classe S6 2º Lugar - Tempo: 2min27s83 - Medalha de Prata




BRONZE – 5

Atletismo
20) Prova: Salto em distância – Final
Mariane Santos Classe F 46 3º Lugar - Marca: 3m67 - Medalha de Bronze

21) Prova: 400m – Feminino – Final
Mariane Santos Classe T46 2º Lugar - Tempo: 01min19s64 - Medalha de Bronze

22) Prova: 1500m – Masculino – Final
José Carlos Alecrim Classe T 46 3º Lugar - Tempo: 04min12s52 - Medalha de Bronze

Natação
23) Prova: 50m Livre – Feminino – Final
Camille Cruz Classe S9 3º Lugar - Tempo: 35s99 - Medalha de Bronze

24) Prova: 50m Livre – Feminino – Final
Sara Barros Classe S6 3º Lugar - Tempo: 56s54 - Medalha de Bronze

Fonte: CPB